website page view counter

Folha Regional Online

Sabado, 04 de Julho de 2026
laboratório
laboratório

Negócios

Ibiporã está entre as melhores cidades do Paraná para se investir, segundo estudo

Entre 2016 e 2018 o município teve alto desenvolvimento na Educação e Saúde

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
Ibiporã está entre as melhores cidades do Paraná para se investir, segundo estudo
NCI/Divulgação
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Ibiporã está entre as melhores cidades do Paraná para se investir, segundo estudo

Entre 2016 e 2018 o município teve alto desenvolvimento na Educação e Saúde

     Um dos melhores  endereços no Estado do Paraná para investimentos, Ibiporã garante destaque no último ranking de Pesquisa Sócio Econômicas, índice FIRJAN que mede o desenvolvimento dos municípios. O município aparece a frente de municípios como São José dos Pinhais, Guarapuava, Jaguapitã, Campo Largo, Castro, Paranaguá, Fazenda Rio Grande, Araucária, Cornélio Procópio e outros 351 municípios.
     Estima-se que nos últimos anos, este índice tenha elevado o que atualizando os números, Ibiporã pode considerar-se entre as 20 melhores cidades na nova categoria estratégia de promoção de investimentos, hoje liderada por Apucarana, seguida por Toledo e Paranavaí.
     Numa escala de 0,0000 a 0,1000, número máximo de satisfação, o IFDM considerou “alto desenvolvimento” apontando 0,8118 para Ibiporã, sendo 0,8995 para Educação e 0,8912 para Saúde. Apenas no quesito Emprego & Renda, o município figurou com índice moderado com 0,6448.
     Pelo lado positivo, a cidade figura entre as 25 com maior quantidade e qualidade de atributos para atração de novos investimentos comparadas a municípios acima de 350 mil habitantes e entre as cinco com população até 70 mil habitantes quando o critério avaliado é a “efetividade de custos”. Isto em função do conjunto das políticas públicas realizadas ao longo das administrações municipais para a retomada do crescimento econômico e do desenvolvimento da cidade. 

    A localização estratégica, a infraestrutura e ambiente de negócios, associado aos investimentos em tecnologia direcionados para o ambiente de cidade inteligente, são alguns atributos de Ibiporã que, só não se destacou em melhores índices, porque a chamada “Cidade Digital”, prometida pelo atual prefeito, ainda não saiu do papel. O sistema que existe hoje é capenga e deficiente, carente de avanços em tecnologia.
    Apesar disso, o município oferece boa prestação de serviços públicos, que alavanca os indicadores de qualidade de vida da cidade, embora os compromissos de campanha do prefeito, o obrigam a manter em cargos de confiança, pessoas despreparadas para determinadas funções, o que acarreta em efeito negativo à sua administração. O prefeito também carrega o estigma de “administrador ímprobo”, dado aos incontáveis processos que responde na Justiça, e seu “autoritarismo” cuja opinião está “acima da lei”. Não há dúvida que é um administrador arrojado e com visão de futuro, mas não se deixem enganar. A história contada nos autos, revelam que nem tudo o que fez foi legal, ou moral.
     Hoje, à medida em que as campanhas de vacinação mantém a pandemia sob controle as expectativas para novos avanços são grandes porém demandam muito investimento em infraestrutura. Esta seria uma da metas do prefeito José Maria Ferreira, com um empréstimo milionário que está em estudo e discussão para nos próximos meses. 
     O modelo de “industrialização” adotado pelo atual prefeito, acabou pelo tempo esbarrando em várias discussões e até entraves na Justiça.           O caso da Construtora A.Yoshi, é um exemplo, onde a empresa recebeu de forma irregular três terrenos  (entre 2010 e 2011)para construção de barracões de aluguel e foi condenada a ressarcir o município em R$ 3 milhões de reais. A distribuição de lotes no “parque industrial”, pelo atual prefeito em sua última gestão foi desastrosa. Muitos deles (cerca de 15) revogados pela Justiça, e ainda há terreno em situação dúbia quanto aos reais donos. Num deles, a placa de aluga, leva o nome de uma empresa da família. As desapropriações feitas na administração José Maria bem como sua política de “doação”, sempre foram mira da Justiça. Segundo apontou o Ministério Público, quando não paga muito caro, sem avaliação prévia, promove as doações de forma irregular sem o procedimento licitatório, o que já lhe foi imputado condenações e multas.

Publicidade

Leia Também:

   

Vários terrenos concedidos nas gestões José Maria de forma “irregular”, foram resgatados ao município na administração passada 

Entretanto a cidade não para. Na gestão do ex-prefeito João Coloniezi, o município não só colocou ordem na bagunça, reavendo os terrenos para o patrimônio público, regularizando a situação da A. Yoshi no município, bem como atraindo pelo menos três grande empresas e outras doze de médio porte para Ibiporã. Vários terrenos concedidos nas gestões José Maria de forma “irregular”, foram devolvidos ao município. A Justiça continua de olho, e nós também!

Região norte da cidade, é a menina dos olhos do prefeito

Um dos filhos do prefeito já estaria construindo aqui, em lotes que podem ser desmembrados e ocuparem casas geminadas

   Ibiporã é uma cidade jovem em pleno desenvolvimento e como em muitos lugares, as áreas vão deixando de ser rural para tornarem-se polo de desenvolvimento com novos loteamentos e parques industriais.
     A região norte de Ibiporã, é a bola da vez. E isto já tem agitado os bastidores da política onde o jogo de interesses é proporcional ao tamanho dos investimentos. O pontapé inicial começou com mudanças na subdivisão de lotes, o que está proporcionando muita discussão entre construtores que agora, por conta de politicagem podem ser prejudicados. Nos novos loteamentos, a alteração nas medidas de testadas, só irão beneficiar a poucos, que de antemão tomaram conhecimento das alterações e, somente estes é que poderão subdividir os lotes, construir e vender as chamadas casas geminadas.

   Com a execução do Lago Norte, todos os loteamentos no entorno terão supervalorização imobiliária

     Numa reunião de construtores com o prefeito, a coisa esquentou. Um dos filhos do prefeito seria diretamente beneficiado com as mudanças, já que supostamente seria detentor de lotes que em tese, atende as novas especificações, e podem ser desmembrados. Há denúncia de que o mesmo já vem construindo o que levou as discussões para um patamar mais acalorado na reunião. Segundo uma fonte, o prefeito teria admitido o fato, entretanto bateu o pé, e na reunião teria dito que não vai voltar atrás.

    Por outro lado, percebe-se a pressa do prefeito em edificar o Lago Norte, o que indiretamente, supervalorizaria os empreendimentos naquela região. Segundo o secretário encarregado da obra, "é praticamente impossível executar no prazo que o prefeito deseja. Há muito ainda a ser feito como catalogar espécies, estudos de impacto ambiental, e a execução do lago em sí", revelou.  Tem gente aguardando com ansiedade a desapropriação de parte que será ocupada pelo lago. Fala-se em milhões. Pelo menos duas propriedades, a maior delas pertencem a família de um ex-prefeito do velho MDB de guerra e de estreita relação com o prefeito.

Empréstimo milionário para “alavancar o progresso” na região norte

Chácaras e sítios na zona rural, vão tornar-se loteamentos com aprovação do novo Plano Diretor que vai a Câmara para aprovação 

       Por este local deverá passar o prolongamento da Av. Londrina, duplicada desde a ponte até o Contorno Norte 

A transparência das informações, em todos os momentos, (inclusive com a participação da Câmara Municipal) nas medidas de apoio aos intentos do prefeito, devem ser muito bem fiscalizada. O prefeito já convocou o time, e os poucos, que até então, não pertenciam ao grupo do prefeito, rederam-se aos encantos. 
      A repentina dedicação para contribuir com a atratividade para investimentos, chegar a comover até os mais incrédulos. O assunto do empréstimo milionário, se vê no brilho dos olhos de alguns, que com orgulho falam da capacidade de endividamento do município e da falta de iniciativa do ex-prefeito. Ora vale destacar aqui, que o ex-prefeito não conta com parentes que possuem propriedade de lazer, nem terras que num breve futuro podem supervalorizar pelo projeto faraônico que se propõem desde o início da avenida Londrina, até o Contorno Norte de Ibiporã. Fala-se entre R$ 25 a 30 milhões de empréstimos com quatro anos de carência e 30 para serem pagos. O mesmo grupo que reprovou a atitude do ex-prefeito em desejar o empréstimo de R$ 6 milhões para a desapropriação e conclusão da av. Ibrahim Prudente e outras de infraestrutura com o término do Lago Beltrão Park, sequer contestam o que está por vir. Não há dúvida que em cada novo empreendimento, alguém  acaba sendo beneficiado, direta ou indiretamente.

Nas duas margens da avenida Londrina, áreas rurais devem tornar-se novos loteamentos que serão supervalorizados com a obra  

Não há nada de ilegal nisso porém, quando percebe-se que a coisa supostamente está sendo direcionada para favorecer alguém sem nenhum pudor, (sob a desculpa de investir no desenvolvimento), é coisa para se pensar. E cabe a pergunta. Até que ponto vai o comprometimento dos vereadores com essa questão? Porventura, não há outras prioridades para se investir do que fazer da região norte de Ibiporã, um novo Cincão?         Um terminal rodoviário decente, uma sede para o corpo de bombeiros, asfaltar a Estrada dos Pioneiros,  e a reforma do prédio da UPA que está caindo aos pedaços, segundo denunciou um vereador não são prioridades? Porque não concluir a duplicação da Ibrahim Prudente promovendo as desapropriações para depois dar início em outra importante obra?

   O papel da Câmara, é fiscalizar, não é ser receptiva dada a boa impressão do projeto e de supostos investimentos, que demandam endividamento. O Plano Diretor está aí para ser discutido com a sociedade (se mudanças serão acatadas é outra história), e o Código de Posturas, está apenas no papel. Nem a prefeitura cumpre! E a Câmara, está se furtando a sua função primordial que é fiscalizar a inoperância do Executivo ante a este disposto. Porventura esta postura de politica de “boa vizinhança” não coloca a representatividade do povo numa condição de improbidade administrativa?  Ibiporã precisa sim, estar cada dia mais atrativa para investimentos, e o gestor das finanças para este intento é o Legislativo. Mas a que preço? Será preciso a intervenção do Ministério Público para a Câmara fazer cumprir-se a Lei? Onde está a fiscalização ao Executivo? 

FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/IFDM FIRJAN/Ely Damasceno
Comentários:
Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

Saiba Mais

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!

Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )