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Sexta-feira, 17 de Abril de 2026
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Segurança

Hacker confirma que idosos do INSS estão com suas informações vazadas na internet

Os dados de milhares de idosos do INSS podem ter sido comprometidos em um suposto vazamento.

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
Hacker confirma que idosos do INSS estão com suas informações vazadas na internet
DIvulgação/INSS
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    O hacker conhecido como “Sorb” alega ter exposto cerca de 88 GB de informações do Instituto Nacional de Previdência Social em incidente, ocorrido em 4 de fevereiro, envolvendo registros do sistema de Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT). Esse banco de dados armazena informações sobre doenças ocupacionais, trajetos e óbitos.

   O suposto vazamento de dados pode ter afetado milhões de idosos do INSS e outros segurados. Segundo o hacker, aproximadamente 39 milhões de registros foram expostos. A denúncia veio à tona por meio do canal Tech Mundo, que revelou detalhes sobre a invasão. O caso levanta preocupações sobre a segurança digital dos beneficiários.

Quais dados dos idosos do INSS foram vazados?
   O incidente pode ter exposto informações sigilosas, afetando trabalhadores e idosos do INSS. O hacker alega que a vulnerabilidade comprometeu dados sensíveis. Entre as informações supostamente vazadas estão registros de empresas e segurados. A gravidade da falha reforça a necessidade de medidas para proteger os beneficiários. Veja a seguir, os dados que foram vazados:

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Nome da empresa; CNPJ; Número de telefone das empresas; Nome completo dos trabalhadores; Sexo; Número da Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) ; CPF; Número de celular dos trabalhadores;  E-mail dos trabalhadores; Código do registro de acidente de trabalho.

    O sistema CAT permite que empresas e segurados, incluindo idosos do INSS, registrem acidentes de trabalho. Caso o empregador não comunique a ocorrência, o próprio trabalhador ou seus familiares podem fazê-lo.  Diante da denúncia de vazamento de dados, a preocupação com a segurança digital aumenta. Até agora, a Dataprev não se pronunciou oficialmente sobre o caso.

O que o Dataprev disse sobre o vazamento de dados do INSS?
O portal TecMundo solicitou esclarecimentos ao INSS sobre o suposto ataque, especialmente no que diz respeito aos idosos do INSS. Em resposta, o Dataprev se manifestou sobre o caso. Responsável pela gestão de diversas bases de dados no Brasil, a Dataprev é a empresa pública encarregada do armazenamento das informações previdenciárias.  A Dataprev declarou que investiga possíveis falhas de segurança no sistema de Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), que pode afetar dados de idosos do INSS. A entidade reforçou seu compromisso com a proteção das informações.

   Até a última sexta-feira, 7, o Dataprev afirmou não ter encontrado indícios de comprometimento em sua infraestrutura que sustente esse sistema. “A Dataprev reforça seu compromisso com a transparência e a proteção dos dados sob sua guarda e trabalha com protocolos rigorosos e em conjunto com seus clientes para assegurar a segurança de seus sistemas”, finalizou o órgão público.

Histórico de falhas de segurança junto aos idosos do INSS
   Esta não é a primeira vez que o INSS enfrenta problemas relacionados à segurança de dados. Em junho de 2024, o Instituto confirmou a exposição de dados de aproximadamente 40 milhões de beneficiários.  A falha ocorreu devido a acessos não autorizados ao Sistema Único de Informações de Benefícios (Suibe), possibilitados por credenciais de ex-servidores que não foram devidamente desativadas.

  Na ocasião, o presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, reconheceu que o instituto acumulou um grande número de senhas concedidas a usuários externos ao longo das décadas, sem jamais revisar ou revogar essas autorizações. Essa negligência permitiu que dados sensíveis ficassem vulneráveis a acessos indevidos.  A prova de vida, fundamental para garantir a continuidade dos pagamentos do INSS, segue sendo realizada, mas com um formato atualizado. Agora, o procedimento é automático, utilizando dados disponíveis em bases oficiais para evitar bloqueios indevidos.

    Apesar das mudanças, muitos seguros confundiram a nova regra com o fim da prova de vida. Na verdade, o processo continua obrigatório, mas sem a necessidade de deslocamentos frequentes às agências. O objetivo da atualização é simplificar a rotina dos beneficiários, garantindo que o INSS atualize os pagamentos sem incidentes desnecessários.  A prova de vida, essencial para garantir o pagamento de benefícios do INSS, passou por alterações em 2023. O procedimento agora é realizado de forma automatizada, sem a necessidade de deslocamentos dos segurados.

  “O INSS não vai bloquear ou suspender benefícios por falta de comprovação de vida mesmo com o fim da vigência da portaria 723 no final de dezembro. O dever de provar que os beneficiários estão vivos é do INSS, que tem feito o cruzamento de dados com outras bases governamentais e busca mais parcerias para ampliar o batimento de informações”, declarou o presidente do INSS, Alessandro Stefanutto.

Idoso corre o risco de ter o pagamento bloqueado por falta de prova de vida no INSS?

    A prova de vida é realizada automaticamente pelo INSS, mas, caso os dados do beneficiário não sejam validados, ele poderá ser convocado para algumas etapas. Entre elas está o comparecimento presencial em uma agência ou a realização de perícia médica, que pode ser presencial ou remota.  O INSS permanece como o único responsável por confirmar a situação dos segurados, sem que os aposentados ou pensionistas precisem tomar a iniciativa. Beneficiários que recebem um salário mínimo, atualmente fixado em R$ 1.518, são notificados caso seja necessário um procedimento presencial.

   É importante lembrar que, mesmo diante de falhas na prova de vida, o INSS garante o pagamento por até seis meses. O seguro será avisado sobre os próximos passos, evitando complicações desnecessárias.   

Mudanças no procedimento da prova de vida do INSS

   A prova de vida do INSS passou a ser realizada de forma automatizada desde março de 2024, após a publicação da Portaria MPS Nº 723. O novo modelo dispensa a necessidade de deslocamento, utilizando dados de transações financeiras e atualizações no Cadastro Único (CadÚnico).   A mudança substituiu o método tradicional, que prevê a presença em agências ou bancos, por um sistema digital que cruza informações de bancos de dados públicos e privados. O uso de biometria em operações financeiras também contribui para a validação automática.  O formato antigo gerou críticas, especialmente para idosos e pessoas com mobilidade reduzida. Agora, ações simples, como saques ou o uso do aplicativo Meu INSS, são suficientes para garantir a comprovação de vida.

Ações válidas para prova de vida do INSS:

Acesso ao aplicativo Meu INSS com o selo ouro ou outros aplicativos e sistemas dos órgãos e entidades públicas que tenham certificação e controle de acesso, no Brasil ou no exterior;  Realização de empréstimo consignado por meio de reconhecimento biométrico; Atendimento presencial em agências do INSS ou por reconhecimento biométrico em entidades ou instituições parceiras; Atendimento de perícia médica, por telemedicina ou presencial; Atendimento no sistema público de saúde ou na rede conveniada; Vacinação; Cadastro ou recadastramento nos órgãos de trânsito ou segurança pública;  Atualizações no CadÚnico, somente quando for feita pelo responsável pelo grupo; Votação nas eleições; Emissão ou renovação de passaporte, carteira de motorista, carteira de trabalho, alistamento militar, carteira de identidade ou outros documentos oficiais que necessitem de presença física do usuário ou reconhecimento biométrico; Recebimento do pagamento de benefício com reconhecimento biométrico; Declaração de Imposto de Renda, como titular ou dependente.

Novos prazos da prova de vida em 2025
     O INSS teve seu prazo de comprovação de vida alterado pela nova portaria ministerial. A prova de vida será realizada por meio de consultas a registros em bases de dados nos dez meses seguintes à última atualização do benefício. Isso significa que o prazo de 10 meses passa a ser contado a partir da última atualização do benefício ou da última prova de vida. Com essa mudança, o INSS pode aproveitar qualquer movimentação oficial fora da data de aniversário do segurado para realizar a comprovação.

FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Laura Alvarenga/portal FDR
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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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