O Ministério Público do Paraná, por meio do núcleo de Londrina, no Norte Central do estado, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ofereceu denúncia contra cinco pessoas investigadas a partir da Operação Sangria. Deflagrada em outubro do ano passado, a operação apurou possíveis desvios de recursos do Sindicato dos Empregados de Empresas de Segurança, Vigilância, Serviços Orgânicos e Similares de Londrina e Região. Na denúncia, o MPPR requer, além da condenação pelos crimes apontados, a fixação de valor mínimo para reparação dos danos causados pelas infrações penais, no valor de R$ 2.770.801,11, a ser ressarcido aos cofres do Sindicato dos Vigilantes de Londrina e Região, sem prejuízo da fixação cumulativa de danos morais coletivos sofridos. Também foi solicitada a perda dos bens adquiridos em decorrência dos crimes de lavagem de ativos. A investigação contou com a participação da equipe de auditoria do Centro de Apoio Técnico à Execução, do MPPR, que fez análise de dados e documentos contábeis e bancários do Sindicato e calculou o valor do dano.
Entenda o caso
O Ministério Público do Núcleo de Londrina do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), cumpriu em 6 de outubro, três mandados de prisão temporária e seis mandados de busca e apreensão no âmbito da Operação Sangria, que apura possíveis desvios de recursos do Sindicato dos Empregados de Empresas de Segurança, Vigilância, Serviços Orgânicos e Similares de Londrina e Região. As ordens judiciais foram cumpridas nos municípios de Londrina, Cambé e Sertanópolis.
As investigações do Gaeco tiveram início em agosto de 2020 e apuram os crimes de associação criminosa, peculato e lavagem de dinheiro supostamente cometidos por três integrantes da cúpula diretiva da entidade sindical. A partir da quebra de sigilo bancário e fiscal dos investigados e do sindicato, obtida judicialmente, foram identificados centenas de saques fracionados e em espécie, pagamentos de contas pessoais dos dirigentes com valores oriundos dos cofres do sindicato, além de outras movimentações bancárias atípicas, que indicam possíveis desvios de recursos para atender interesses particulares.
Os alvos de prisão são diretores do sindicato e os mandados de busca são cumpridos em residências e endereços profissionais. As ordens judiciais foram autorizadas pelo Juízo da 3ª Vara Criminal de Londrina, que também determinou o sequestro de bens imóveis, móveis (veículos), valores e ativos financeiros dos investigados até o limite de R$ 6.279.561,68, valor apontado pelo Ministério Público como total do prejuízo aos cofres do sindicato. Nº dos autos: 0050808-77.2022.8.16.0014


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