Se o ex-governador Álvaro Dias tinha carta branca pra decidir se queria disputar uma das vagas ao Senado, pelo Podemos, já está com data de validade vencida. Nem Podemos, nem PSDB, ou na fusão dos dois. A dúvida ainda paira se o veterano político disputa uma vaga ao senado ou se sairá candidato a governador, porque partido já tem.
Dias teria aceitado o convite do deputado federal Luiz Felipe Baleia Tenuto Rossi (MDB), o popular “Baleia Rossi” no início desta semana em Brasília e se filiado a sigla. A informação em “primeira mão” a este Portal, foi confirmado pela cúpula do MDB em Curitiba que só aguarda o momento oportuno para “oficializar publicamente”.
Não está descartado também a possibilidade de Álvaro Dias, compor uma chapa como vice- do candidato ao governo com a bênção de Ratinho Junior. A vinda de Álvaro Dias pode ser uma estratégia do grupo do governador que tem no MDB um dos principais aliados e provavelmente, o presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi como candidato.
Álvaro na estratégia após pesquisa
Esta mudança de cenário repentino se dá por dois motivos. O crescimento e a popularidade do Senador Sérgio Moro (União Brasil) apontada em recente pesquisa da Futura/Apex e a migração de Requião Filho do PT para o PDT embora este seja o que menos incomoda até porque, o eleitor do Paraná abomina o PT e a esquerda radical. Tanto é que a presença da família Requião (pai e filho) no partido de Lula não rendeu os votos esperados e debandaram. O PDT até então estava morto, sem nome de expressão para lançar candidato.
Logo, fortalecer o partido com um nome de peso tem sua lógica. O segundo nome de preferência de Ratinho Junior, seria Guto Silva (PSD), porém o mesmo aparece na pesquisa atrás de Requião Filho e não deve ser nome de consenso. E ainda tem os demais na pré-corrida eleitoral como Rafael Greca (PSD) e Darci Piana (PSD). Nos cenários sem Moro, Requião Filho empata tecnicamente com o deputado federal e ex-governador Beto Richa (PSDB).
A preocupação de Ratinho Junior, estava no panorama das simulações. Em caso de um segundo turno, sem Sérgio Moro no cenário, Requião Filho teoricamente poderia vencer Alexandre Curi, Darci Piana e Guto Silva, os três pretendentes ao governo de sucessão. O mesmo ocorre nos embates contra Rafael Greca e Beto Richa, empatados tecnicamente. Logo trazer Álvaro Dias para o grupo de apoio foi a jogada que poder fazer a diferença na eleição do ano que vem. Ratinho Junior por sua vez, abriu mão de disputar a presidência e tem a simpatia de Bolsonaro para ser vice de Tarcísio Freitas, ou Michele Bolsonaro. O quadro eleitoral começa a se desenhar.

Comentários: