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Quinta-feira, 30 de Abril de 2026
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Meio Ambiente

Fiscaliza Ibiporã recolhe lixo tóxico jogado no Beltrão Park

Denúncia do descarte irregular já havia sido feito pela imprensa há mais de 20 dias

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
Fiscaliza Ibiporã recolhe lixo tóxico jogado no Beltrão Park
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Fiscaliza Ibiporã recolhe lixo tóxico jogado no Beltrão Park

Denúncia do descarte irregular já havia sido feito pela imprensa há mais de 20 dias

     O Pastor Samuel Donansan, uma das lideranças do grupo “Fiscaliza Ibiporã”, que recentemente foi “intimidado” pela administração municipal, com sua condução até a delegacia de polícia por cobrar “mau exemplo da prefeitura” ao jogar entulho na via pública enquanto cobra o aluguel de caçambas para o cidadão comum, recolheu na tarde de ontem, o lixo tóxico depositado numa data no Beltrão Park Residence.
     Esta é uma atividade que deveria ter sido executada pela empresa que presta serviço de limpeza no município, ou pela Secretaria Municipal de Obras, que por sua vez tem poder para delegar a execução de serviços específicos aos servidores do setor. As lâmpadas de mercúrio descartadas de forma irregular, foram recolhidos pelo pastor e encaminhadas para destinação correta, em uma empresa de material elétrico em Ibiporã.


     “Queremos em nome do grupo Fiscaliza Ibiporã, agradecer a gerência da empresa que em contribuição a melhoria do meio ambiente em nossa cidade, não recusou abrigar e dar destinação correta a este material tóxico descartado de forma irresponsável naquele loca1”, disse o pastor que também deixou um agradecimento aos diretores da Supriluz pela parceria.
    Realizar o descarte correto de lâmpadas fluorescentes é uma obrigação de todos. Apesar da praticidade, durabilidade e economia dessa lâmpada, ela é composta por mercúrio, um metal pesado, tóxico e prejudicial ao meio ambiente e à saúde humana. Devido a ele, o descarte de lâmpadas fluorescentes se torna muito complicado o que leva algumas pessoas “sem noção” jogá-las em qualquer lugar.
     O mercúrio ainda tem a companhia do chumbo na composição da lâmpada fluorescente. Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), o valor máximo de mercúrio que pode estar concentrado em uma unidade é de 100 miligramas de mercúrio por quilo do resíduo. O contato com a substância em níveis mais altos pode gerar sérios problemas de saúde.


     O maior problema acontece quando a substância é inalada, ainda mais se a quantia de mercúrio elementar for grande, o que pode causar problemas neurológicos e até hidrargirismo (intoxicação que causa tosse, dispneia, dores no peito e outros problemas mais graves).
Donansan encontrou no local de descarte das lâmpadas, várias lâmpadas foram quebradas, cujo pó de mercúrio ficou na via pública. Se o serviço público tivesse tomado providências no dia da denúncia, evitaria este vandalismo.

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     Num caso de chuva o mercúrio pode correr para nascentes e rios, por exemplo, ele volatiza e passa para a atmosfera, causando chuvas contaminadas. Pode acontecer também de micro-organismos absorverem o mercúrio, tornando-o orgânico em vez de metálico. Animais aquáticos e plantas podem reter o mercúrio e assim contaminar o meio ambiente sem que exista chance de descontaminação. Uma vez mais, o serviço público nesta administração deixa a desejar.

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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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