Fiscaliza Ibiporã recolhe lixo tóxico jogado no Beltrão Park
Denúncia do descarte irregular já havia sido feito pela imprensa há mais de 20 dias
O Pastor Samuel Donansan, uma das lideranças do grupo “Fiscaliza Ibiporã”, que recentemente foi “intimidado” pela administração municipal, com sua condução até a delegacia de polícia por cobrar “mau exemplo da prefeitura” ao jogar entulho na via pública enquanto cobra o aluguel de caçambas para o cidadão comum, recolheu na tarde de ontem, o lixo tóxico depositado numa data no Beltrão Park Residence.
Esta é uma atividade que deveria ter sido executada pela empresa que presta serviço de limpeza no município, ou pela Secretaria Municipal de Obras, que por sua vez tem poder para delegar a execução de serviços específicos aos servidores do setor. As lâmpadas de mercúrio descartadas de forma irregular, foram recolhidos pelo pastor e encaminhadas para destinação correta, em uma empresa de material elétrico em Ibiporã.

“Queremos em nome do grupo Fiscaliza Ibiporã, agradecer a gerência da empresa que em contribuição a melhoria do meio ambiente em nossa cidade, não recusou abrigar e dar destinação correta a este material tóxico descartado de forma irresponsável naquele loca1”, disse o pastor que também deixou um agradecimento aos diretores da Supriluz pela parceria.
Realizar o descarte correto de lâmpadas fluorescentes é uma obrigação de todos. Apesar da praticidade, durabilidade e economia dessa lâmpada, ela é composta por mercúrio, um metal pesado, tóxico e prejudicial ao meio ambiente e à saúde humana. Devido a ele, o descarte de lâmpadas fluorescentes se torna muito complicado o que leva algumas pessoas “sem noção” jogá-las em qualquer lugar.
O mercúrio ainda tem a companhia do chumbo na composição da lâmpada fluorescente. Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), o valor máximo de mercúrio que pode estar concentrado em uma unidade é de 100 miligramas de mercúrio por quilo do resíduo. O contato com a substância em níveis mais altos pode gerar sérios problemas de saúde.

O maior problema acontece quando a substância é inalada, ainda mais se a quantia de mercúrio elementar for grande, o que pode causar problemas neurológicos e até hidrargirismo (intoxicação que causa tosse, dispneia, dores no peito e outros problemas mais graves).
Donansan encontrou no local de descarte das lâmpadas, várias lâmpadas foram quebradas, cujo pó de mercúrio ficou na via pública. Se o serviço público tivesse tomado providências no dia da denúncia, evitaria este vandalismo.
Num caso de chuva o mercúrio pode correr para nascentes e rios, por exemplo, ele volatiza e passa para a atmosfera, causando chuvas contaminadas. Pode acontecer também de micro-organismos absorverem o mercúrio, tornando-o orgânico em vez de metálico. Animais aquáticos e plantas podem reter o mercúrio e assim contaminar o meio ambiente sem que exista chance de descontaminação. Uma vez mais, o serviço público nesta administração deixa a desejar.



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