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Sabado, 04 de Julho de 2026
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Política

Em depoimento ao Ministério Público, vereadores negam irregularidades por votar da praia aumento dos salários

Antônio Brandão e Bruno Barbosa da Silva são investigados em inquérito civil. Defesa acredita que investigação será arquivada.

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
Em depoimento ao Ministério Público, vereadores negam irregularidades por votar da praia aumento dos salários
Reprodução/Arquivo
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    O Ministério Público ouviu nesta quinta-feira (16) os vereadores Bruno Barbosa da Silva (Cidadania) e Antônio Brandão (PDT), de Jataizinho, norte do Paraná, que votaram o aumento dos próprios salários da praia. Os depoimentos foram tomados em um inquérito civil aberto para apurar a conduta dos parlamentares. 

    A votação em duas sessões extraordinárias foi em 16 de janeiro, durante o recesso da Câmara. Silva e Brandão participaram por videoconferência via celular direto das areias de Balneário Camboriú (SC). Junto com os outros vereadores, eles aprovaram o reajuste de 5,93% nos vencimentos. Com o projeto aprovado, o salário dos vereadores saltou de R$ 5.164,06 para R$ 5.470,28. Em vez de R$ 6.682,90, o presidente do Legislativo passou a ganhar R$ 7.079,19.

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Segundo o promotor Bruno Vagaes, responsável pela investigação, os vereadores disseram que "não pensaram em participar das sessões em outro lugar" e que "agiram de forma natural". No depoimento, conforme Vagaes, Silva e Brandão alegaram que "não imaginaram que o fato de participarem da praia atingiria a honra do munícipio".

Próximos passos

O promotor não pretende ouvir mais ninguém no inquérito. Ele vai analisar os documentos solicitados à Câmara, mas pode tomar três caminhos diferentes: entrar com uma ação de improbidade administrativa contra os vereadores, ingressar com ação por danos morais coletivos pela exposição do município de Jataizinho a nível nacional e até pedir a invalidação das sessões.

Defesa

O advogado Jordan Regatte Moura, que defende os vereadores, explicou que eles "não cometeram nenhum ilegalidade" e que "mesmo estando em férias, votaram nos projetos em discussão".  A defesa sustenta que a participação remota é garantida por meio de uma resolução de 2020, ainda do início da pandemia. Segundo Moura, "o inquérito civil deve ser arquivado porque não há nenhuma irregularidade".

 

FONTE/CRÉDITOS: Rafael Machado e Cristiane Oya
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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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