Enquanto motoristas enfrentam gargalos diários e o desenvolvimento industrial pede passagem, uma das obras mais aguardadas de Ibiporã segue estacionada na burocracia do Paço Municipal. O prolongamento da Avenida Londrina — planejado para ser o novo fôlego da conexão com o Contorno Norte e a vizinha Londrina — vive um contraste incômodo: o projeto está concluído e os recursos já estão garantidos, mas a licitação não sai do papel.
A obra, orçada em aproximadamente R$ 14 milhões, é fruto de articulação política que resultou em emendas parlamentares vultosas. Ou seja, o argumento da "falta de verba", comum em gestões públicas, não se aplica neste caso. "O dinheiro já está disponível, aguardando apenas a eficiência administrativa para se transformar em infraestrutura", declarou o vereador Ilseu Zapelini durante as explicações pessoais na última sessão.
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Cobrança no Legislativo
A lentidão tem gerado desgaste e cobranças diretas na Câmara Municipal. O vereador Ilseu Zapelini tem sido uma das vozes mais incisivas ao questionar o porquê de tanto atraso. Para o parlamentar e para os setores produtivos da cidade, a demora em lançar o edital de licitação beira o descaso, considerando que a obra é vital para desafogar o trânsito urbano e fortalecer o eixo logístico com Londrina.
O Gargalo da Gestão
O prolongamento não é apenas uma questão de conveniência, mas de estratégia econômica. A interligação facilitada com o Contorno Norte posicionaria Ibiporã de forma ainda mais competitiva no cenário estadual. No entanto, o que se vê é uma administração que caminha em ritmo lento, contrastando com a urgência de quem utiliza as vias saturadas.
Por que um projeto com "dinheiro em caixa" e planejamento pronto demora meses para ser licitado? A pergunta, feita repetidamente no plenário da Câmara, segue sem uma resposta prática que satisfaça a população. A sociedade ibiporanense aguarda que o Executivo saia da marcha lenta. Afinal, emendas parlamentares têm prazo, e a paciência do contribuinte, que vê o progresso travado por carimbos e morosidade, também tem limite. O espaço segue aberto para que a Administração Municipal se manifeste sobre o cronograma oficial e os motivos do atraso no processo licitatório.
FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno

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