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Quarta-feira, 15 de Abril de 2026
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Dinheiro no caixa, asfalto longe: A inércia que trava o prolongamento da Avenida Londrina

Com projeto pronto e R$ 14 milhões garantidos via emendas parlamentares, administração de Ibiporã é alvo de críticas pela demora em licitar obra estratégica para a mobilidade regional.

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
Dinheiro no caixa, asfalto longe: A inércia que trava o prolongamento da Avenida Londrina
📸Arquivo/CMI
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  Enquanto motoristas enfrentam gargalos diários e o desenvolvimento industrial pede passagem, uma das obras mais aguardadas de Ibiporã segue estacionada na burocracia do Paço Municipal. O prolongamento da Avenida Londrina — planejado para ser o novo fôlego da conexão com o Contorno Norte e a vizinha Londrina — vive um contraste incômodo: o projeto está concluído e os recursos já estão garantidos, mas a licitação não sai do papel.
 
   A obra, orçada em aproximadamente R$ 14 milhões, é fruto de articulação política que resultou em emendas parlamentares vultosas. Ou seja, o argumento da "falta de verba", comum em gestões públicas, não se aplica neste caso. "O dinheiro já está disponível, aguardando apenas a eficiência administrativa para se transformar em infraestrutura", declarou o vereador Ilseu Zapelini durante as explicações pessoais na última sessão.
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Cobrança no Legislativo
   A lentidão tem gerado desgaste e cobranças diretas na Câmara Municipal. O vereador Ilseu Zapelini tem sido uma das vozes mais incisivas ao questionar o porquê de tanto atraso. Para o parlamentar e para os setores produtivos da cidade, a demora em lançar o edital de licitação beira o descaso, considerando que a obra é vital para desafogar o trânsito urbano e fortalecer o eixo logístico com Londrina.
 
O Gargalo da Gestão
    O prolongamento não é apenas uma questão de conveniência, mas de estratégia econômica. A interligação facilitada com o Contorno Norte posicionaria Ibiporã de forma ainda mais competitiva no cenário estadual.  No entanto, o que se vê é uma administração que caminha em ritmo lento, contrastando com a urgência de quem utiliza as vias saturadas.
 
   Por que um projeto com "dinheiro em caixa" e planejamento pronto demora meses para ser licitado? A pergunta, feita repetidamente no plenário da Câmara, segue sem uma resposta prática que satisfaça a população.  A sociedade ibiporanense aguarda que o Executivo saia da marcha lenta. Afinal, emendas parlamentares têm prazo, e a paciência do contribuinte, que vê o progresso travado por carimbos e morosidade, também tem limite.   O espaço segue aberto para que a Administração Municipal se manifeste sobre o cronograma oficial e os motivos do atraso no processo licitatório. 
FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno
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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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