
O Conselho Municipal de Saúde de Ibiporã aprovou relatório de gestão da saúde referente em 2020. Mais de 90% cumprido em plena pandemia.
O Conselho Municipal de Saúde de Ibiporã aprovou em reunião extraordinária nesta quarta-feira (24.03) o Relatório Anual de Gestão (RAG) com competência de 2019 a 2020. Além de constituir-se de um instrumento de comprovação da aplicação dos recursos, o relatório tem a finalidade de apresentar os resultados alcançados com a execução da Programação Anual de Saúde, orientar a elaboração da nova programação anual, bem como eventuais redirecionamentos que se fizerem necessários na gestão.
O relatório foi apresentado em reunião "on-line" pelos profissionais da Secretaria de Saúde elaborada na gestão do ex-prefeito João Coloniezi e destaca a evolução da pasta nos últimos quatro anos. A administração municipal não só otimizou as ações na Secretaria de Saúde como deu assistência maior assistência ao Hospital Cristo Rei, garantindo o atendimento à população e promovendo a ampliação da oferta de consultas ambulatoriais, exames e cirurgias.
A morbidade hospitalar por doenças infecciosas e parasitárias aumentou em 2020, devido a pandemia pela doença causada pelo corona vírus (COVID-19). As
principais causas de mortalidade permaneceram dentro dos mesmos quatro capítulos dos anos anteriores. Como principal causa de mortalidade foram apontadas as Doenças do aparelho circulatório (24,68%); empatados em segundo lugar, as causas externas e as neoplasias (14,96%), em terceiro lugar, Doenças do aparelho respiratório (12,46), e em quarto lugar, as afecções por doença infecciosa e parasitária (12,21%), onde está a infecção pela doença pelo corona vírus. Somadas, essas causas correspondem a 79,30% dos óbitos do município.
Contudo, devido aos cuidados preventivos quanto a pandemia do Covid-19, ainda assim as equipes de saúde visitaram 45.562 domicílios, realizou 78.386 consultas médicas, 35.450 atendimentos de emergência, 98.260 procedimentos de enfermagem e 972 pequenas cirurgias. Foram ao todo 397.407 procedimentos, ou seja como se cada cidadão de Ibiporã, fosse atendido oito vezes ao ano. Já nos ambulatórios odontológicos fora realizados em 2020, procedimentos em 8.856 pacientes. Exames clínicos e análises realizadas foram 160.368. Três exames para cada cidadão ao ano. Exames de imagem (diversos) foram 2.718. Exames em especialidades médicas foram 3.267 procedimentos. Só no Hospital Cristo Rei, foram atendidos em emergência 11.843 pacientes do município. Vigilância Sanitária atendeu 3.383 domicílios e a Epidemiológica 70.788. 11.323 pacientes foram transportados para exames, cirurgias ou tratamentos na 17ª Regional de Saúde em Londrina gratuitamente. Foram fornecidos 1.655 Vales transportes e mais uma infinidade de ações que preenchem 118 páginas do relatório. O Programa Mãe Paranaense com visitas domiciliares e acompanhamento de gestantes, precisou ser interrompido dado ao agravamento da pandemia no segundo semestre. Da mesma forma o levantamento domiciliar sobre a identificação de motivos que levaram a óbito alguns cidadãos de causas naturais. As despesas com materiais para distribuição gratuita a população, como medicamentos, formulas nutricionais para crianças e adultos, óculos, material hospitalar, vales transportes e materiais para distribuição na Conferência de Saúde foram pagos em 2020 R$1.580.226,49.
As despesas pagas no ano de 2020, com material odontológico foram de R$ 186.908,35, material laboratorial R$ 99.771,14, material hospitalar R$ 720.453,34, o investimento com aparelhos e utensílios médicos, odontológicos, laboratorial e hospitalar; equipamentos de informática; utensílios domésticos e mobiliários em geral e veículos foram pagos em 2020 o total de R$ 602.910,40, para equipar os diversos setores da Saúde do município, principalmente as Unidades Básicas de Saúde e também, renovar a frota de veículos da Secretaria de Saúde, sendo deste montante de R$ 116.452,64 de recursos municipais, R$ 204.440,12 de recursos federais e R$ 282.017,64 de recursos estaduais.
A Secretaria de Saúde trabalhou com planejamento em todas as ações e isso fez com que muitas metas do Plano de Governo e do RAG fossem concluídas. O Relatório de Gestão é o instrumento do SUS, do âmbito do planejamento, conforme item IV do art. 4º da Lei Nº 8.142/90, referenciado também na Lei Complementar 141/2012 e Portaria 575/2012 do Ministério da Saúde. Com a aprovação do Conselho Municipal de Saúde, o documento será enviado ao Ministério da Saúde para acompanhamento da gestão municipal. “A aprovação do RAG é importante por ser uma avaliação de tudo que foi feito pela Secretaria de Saúde ao longo de 2020 sendo que a base é a Programação Anual de Saúde aprovada pelo Conselho. Uma proposta apresentada e que será desenvolvida pelo Conselho é avaliar pelo menos a cada semestre as metas alcançadas e as ações desenvolvidas para que na aprovação anual do RAG muitas metas e ações já têm sido analisadas pelo Conselho o que facilita a aprovação final do relatório para envio ao ministério da saúde”, avalia Renata Semprebom, presidente do Conselho Municipal de Saúde.
A Programação Anual de Saúde e o Plano Municipal de Saúde onde a pasta prevê, ao longo da gestão, fortalecer e consolidar a Atenção Básica, exige também a manutenção de um banco de reserva (por meio de concurso) para possibilitar a substituição de servidores que se aposentam ou em caso de exoneração. Também devem ser previstos a ampliação e reestruturação da Assistência Farmacêutica, criação de uma câmera técnica para auxiliar o Poder Executivo junto ao Poder Judiciário quanto à utilização dos serviços de saúde, e implementação da participação e controle social. Lamentavelmente, mais uma vez, nenhum representante da Comissão de Saúde na Câmara Municipal, participou da reunião. Além da Comissão de Saúde (Presidente do Conselho, Renata Semprebom, vice-José Carlos, 2º secretária Ivete Semprebom) e servidores da secretaria, participaram da reunião, Sandra Agostini, Paulo Bolçois (HCR), Gui Camargo, Kamila Costa Gonçalaves, Sindiserv, Marcia C. Souza, Dra. Carolina Sacca, Higor Nogueira, Marcia Gazal, Carmen Lunardelli, Cíntia Martins, Flávia Vasconcelos, Mara Gramucci, Bruno Willian Almeida e Ely Damasceno (Imprensa).

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