Moradores da zona rural de Jataizinho, agricultores e lideranças locais vão realizar amanhã, sábado (dia 21), com início previsto para as 08h00 da manhã uma manifestação contra a reativação da praça de pedágio em Jataizinho. A mesma já detinha nas últimas duas décadas, uma das tarifas mais caras do país. O movimento tem o objetivo de discutir e solicitar a isenção das taxas para os moradores locais sob a alegação de que a cobrança é injusta e desproporcional, representando um “pedágio urbano” que prejudica quem precisa circular diariamente entre distritos e propriedades rurais.
Para os agricultores, a nova taxa é vista como um ataque à viabilidade do agronegócio regional, elevando o custo do frete e reduzindo a margem de lucro de quem já enfrenta desafios climáticos e endividamento. “Vamos trabalhar apenas para pagar pedágio? Isso é um absurdo. Queremos investimentos, mas sem sufocar a economia local.”, afirmam os organizadores do movimento. Outro setor que receberá impacto direto é o turismo rural dos finais de semana que comprometem, pequenos produtores que sobrevivem de agricultura familiar, ou com pequenos restaurantes e atividades de pesque e pague.
A comunidade exige a revisão dos contratos de concessão e a garantia de isenções para moradores locais e veículos de carga de produtores da região, visando manter o equilíbrio econômico e o direito de livre circulação.
O que mais motiva o protesto?
Custo de vida: O pedágio impacta direto no bolso do trabalhador e no preço dos alimentos.
Escoamento da safra: O produtor rural já sofre com altos custos e agora terá mais esse obstáculo.
Direito de ir e vir: Estão fatiando nossas rodovias sem ouvir a comunidade local.
A tecnologia escolhida pela concessionária na praça de Jataizinho, cujos pórticos acabam de serem instalados nos dois sentidos próximos ao trevo de acesso a Assaí, e Cornélio Procópio , foi o sistema de pedágio eletrônico Free flow dotado com câmeras e sensores que faz a cobrança sem a necessidade do motorista parar. Segundo a concessionária, as cobranças deverão ser iniciadas ainda neste primeiro semestre sendo que o valor da tarifa ainda será definido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
As concessionárias por sua vez, tem se antecipado aos movimentos com medidas judiciais na tentativa de inibir as manifestações que geralmente, são pacíficas. Para o governador Ratinho Junior que tem pretensões políticas de chegar a Presidência da República, este é um presente indigesto para a população do Paraná.

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