Agentes do serviço reservado de inteligência da Policia Civil de São Paulo, cumpriram mandado de prisão na manhã de ontem, no momento em que um comerciante local abria a sua loja em uma galeria da rua Benjamin Constant, no centro de Londrina, Paraná. O empresário detido é suspeito do crime de latrocínio (roubo seguido de morte), contra um policial militar aposentado na área central da cidade de Ribeirão Preto, interior de São Paulo.
O crime ocorreu no início deste ano, em fevereiro e foi registrado por câmeras de monitoramento instaladas na vizinhança do local onde ocorreu o crime o que ajudou nas investigações a localizar o suposto autor. O PM que tinha 63 anos, foi surpreendido por três marginais após retirar um malote de dinheiro contendo cerca de R$ 23 mil reais, procedentes da recarga de cartões na empresa de transportes municipais do Consórcio Pró Urbano. Na tentativa do assalto teve uma intensa troca de tiros e, além do policial, seu enteado também foi baleado, entretanto sobreviveu.
O comerciante londrinense preso, fazia parte da quadrilha e também teria sido baleado, informou a policia paulista e sós veio procurar socorro em Londrina, na UPA do Jardim do Sol, 470 quilômetros do local do assalto. Ainda segundo a Policia Civil, o pai do empresário preso, mora em Barretos ficou surpreso com a prisão do filho, alegando desconhecer os fatos, uma vez que aparentava levar uma vida tranquila, tocando os negócios na cidade de Londrina.
"Nosso objetivo é entender o que aconteceu para chegarmos às respostas. Estamos num trabalho de intensa e complexa investigação ainda em seu início", disse o delegado de Ribeirão Preto, Rodoldo Latiff Sebba. Com o apoio da Policia Militar do 5°-BPM de Londrina, foi cumprido também um mandado de busca e apreensão no apartamento do empresário no Condomínio Accquaville, na Zona a Leste. Entre os objetos encontrados, estava a arma do policial aposentado morto no confronto, desaparecida no dia do crime e não encontrada pela policia no dia dos fatos. Foram recolhidos também pela policia aparelhos eletrônicos e celulares, além de outros imóveis serem vistoriados.
A investigação aponta para uma ação coordenada desde o início do ano. Dois membros da quadrilhas identificados e presos em Ribeirão Preto, se utilizaram de uniformes de "servidores municipais" o que demonstra que havia um planejamento para execução do assalto. "Os elementos apontam que o empresário de Londrina esteve no cenário do crime. No tiroteio, a intensa troca de tiros era recíproca. Todo mundo atirava em todo mundo", aponta o delegado.
O empresário foi transferido para São Paulo porém alegando inocência e a não participação no crime. "Uma hora ele vai relatar", disse com convicção o delegado certo de que as investigações justificam a prisão. "A integração das forças policias de São Paulo e Paraná foi determinante para chegarmos até aqui, e isso só tem a melhorar", finalizou.

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