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Sexta-feira, 01 de Maio de 2026
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Cidadão é denunciado na polícia por questionar descumprimento de Lei pela administração

Ao ser cobrado, serviçal do alcaide intimida membro do “Fiscaliza Ibiporã” com  queixa na policia

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
Cidadão é denunciado na polícia por questionar descumprimento de Lei pela administração
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       Prefeitura comete crime e quem vai para delegacia é o cidadão contribuinte que cobra cumprimento da Lei 

     Agora virou patifaria de vez. Não bastasse a prefeitura dar mau exemplo, o coronelismo aflora na forma de intimidação por parte de um serviçal nomeado tentando privar o cidadão e contribuinte no pleno gozo de seus direitos. Não há duvida que as atividades do grupo “Fiscaliza Ibiporã” está colocando gente que não gosta de trabalhar para sacudir o esqueleto. E quem acha ruim, geralmente são os saca trapos acomodados em cargos comissionados com gordos salários. Estes geralmente não dão conta do recado, são incompetentes, deixam seus departamentos vulneráveis a críticas, e usam de truculência e intimidação para tentar “blindar o prefeito” e garantir o emprego.
     O que ocorreu por conta de uma cobrança de responsabilidade, foi um absurdo.  O Pastor Samuel Donansan, uma das lideranças do grupo “Fiscaliza Ibiporã” composto por 257 membros, foi denunciado por ameaça, crime contra pessoa, perturbação de sossego alheio, porque procurou o “responsável” pelo não cumprimento da Lei Municipal (que proíbe jogar entulho de obras no passeio público), para pedir providências. O caso foi parar no Juizado Especial Criminal de Ibiporã.

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Protecionismo e intimidação 

     O imbróglio ocorreu logo após o representante do grupo, receber denúncia de populares de que a prefeitura estaria executando uma obra  no CAPS Infantil, e deixando os entulhos na calçada. Uma Lei municipal (2.174/2008) obriga o cidadão comum a alugar uma caçamba sob pena de multa, se jogar o entulho na via pública. Informado sobre a responsabilidade, o autor do vídeo foi até o barracão da prefeitura conversar com o responsável e questionar porque o entulho estava sendo jogado na calçada. Também teria questionado se a observância da Lei só vale para os munícipes. O fato de ter questionado o mau exemplo do município desagradou o serviçal de terceiro escalão, Luan Patrick Ramos que, por sua vez,  cobrou de Donansan, quem teria informado a ele, sobre sua responsabilidade. Donansan negou a informação, preservando os moradores da rua São Vicente de Paula de possível retaliação.


Hoje o cidadão passa vergonha e é humilhado por ser honesto e cobrar seus direitos     

Uma coisa que serviçal em cargo comissionado tem que aprender, é que ele é empregado do povo. Está lá por pagamento de favor e não por mérito próprio, diferente do servidor. Que também é empregado do povo, mas conquistou o cargo sendo aprovado em concurso público. O que ambos tem em comum, é que trabalham para o mesmo patrão. O povo.
     E cidadão que paga seus impostos, como dizia Paulo Licursi; “Não bajule, cobre serviço”.
Não tivemos acesso ao depoimento de Luan Ramos, assim como no caso José Vilande. Entretanto, a alegação é de que teria sido ameaçado por Donansan a publicar um vídeo nas redes sociais, caso o local não fosse limpo e, em contrapartida iria “dar um pau” na administração!
     Piada pronta, só pode! Quer mais pau que este prefeito já levou da Justiça? É pau por inchaço na prefeitura, é pau por fraude em licitação, é pau por nepotismo, é por por nomear ficha suja, é pau por formação de quadrilha, é pau para todo lado e todo gosto! O Fórum de Ibiporã está abarrotado de processos para quem quiser ver. Agora, chamar um cidadão de bem na polícia, porque cobrou o cumprimento de Lei por irresponsáveis, é um absurdo, uma inversão de valores. Como é que a Justiça vai ver isso? Quem cometeu o crime? Quem desrespeitou a Lei, ou que cobrou que ela seja cumprida? Intimidar o cidadão por cobrar seus direitos, é que é crime?

O que diz um Jurista e Procurador de Justiça sobre este tipo de assunto?

     “Todo cidadão tem o direito de denunciar as irregularidades que toma conhecimento, já o servidor público tem o dever de zelar  por essas práticas, visando principalmente a moralidade e a eficiência da Administração Pública. Ao tomar conhecimento, o responsável administrativo deveria imediatamente apurar os fatos narrados, bem como fiscalizar as ações de seus subordinados nessa apuração, dando vazão ao devido processo legal e o empenho em investigar, principalmente quanto a legalidade dos atos procedimentais”, aponta o Procurador de Justiça Roger Pires Goulart.
      Atesta ainda que “além de apurar, deve a Administração emitir resposta quanto as solicitações ou reclamações na esfera de sua competência, principalmente demonstrando a forma com que essa administração age quando provocada em apurar irregularidades, em homenagem ao princípio da publicidade”. No caso em tela, o que deveria ocorrer neste caso, é o cidadão dar voz de prisão ao serviçal e chamar a polícia pelo flagrante crime em questão onde devem ser responsabilizado o gestor público e seus subordinados.
     Estabelece a Constituição Federal o direito de petição, e a norma infraconstitucional garante esse o direito, no caso em estudo, relativo ao direito de representação ou de delação de irregularidade no serviço público onde essa omissão pode repercutir nas esferas administrativa, cível e/ou penal. Na ótica da ética jurisprudencial, e no jargão popular, o feitiço pode virar contra o feiticeiro.

Providências

      Deixando o imbróglio de lado, já quem sabe, esperando um chumbo de encontro, a administração tratou rapidinho não só de limpar o local, mas também de dar aquela tradicional maquiada na rua, com limpeza no capricho e até, pasmem os senhores, pinturas de faixas que há muito os moradores dali não viam. Aproveitaram e deram outro talento na entrada da viela e, quem ganha com isso é a população. Parabéns ao grupo “Fiscaliza Ibiporã”. E não se deixem intimidar por carrapatos do serviço público, que quando não estão sugando, estão atarracados no saco. Se o prefeito não nomeasse tanto incompetente na sua administração, o serviço público, com certeza fluiria melhor, sem tanta cobrança da população. Aliás, o prefeito já foi alertado no início do mês pela Procuradoria do Ministério Público do Tribunal de Contas que o cabide está pesado, próximo do limite prudencial o que exige corte na teta. Pode começar pelos incompetentes.
A comunidade que paga os seus salários, agradece!

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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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