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Folha Regional Online

Domingo, 2 de Junho de 2024

Londrina

Após 12 dias internada, jovem atacada com soda cáustica em rua de Jacarezinho deixa UTI, diz hospital

Isabelly Aparecida Ferreira Moro, de 23 anos, continua internada no Hospital Universitário de Londrina (HU). Jovem teve a boca atingida pelo produto

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
Após 12 dias internada, jovem atacada com soda cáustica em rua de Jacarezinho deixa UTI, diz hospital
g1PR/Folha Portal/Reprodução
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     Isabelly Aparecida Ferreira Moro, de 23 anos, atacada com soda cáustica em uma rua de Jacarezinho, no norte do Paraná, deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no domingo (2), segundo a assessoria do Hospital Universitário de Londrina. Ela estava na UTI desde 22 de maio, quando foi atacada na rua por Débora Custódio, 22 anos. A suspeita está presa.

   A polícia acredita que Débora cometeu o crime por ciúmes de Isabelly, que é ex-namorada do atual companheiro dela. O advogado Jean Campos, que atua na defesa da presa, pediu exames de sanidade mental da cliente e a mudança para uma cela isolada. De acordo com o hospital, após deixar a UTI, Isabelly foi levada para a enfermaria e não precisa mais de equipamentos para respirar. A assessoria informou que não há previsão dela receber alta. "Houve melhora de seu estado geral, está estável hemodinamicamente e consciente. Respira espontaneamente", disse a assessoria.

   A mãe da vítima, Regiane Ferreira, disse que o produto atingiu a boca de Isabelly e a jovem o engoliu. Segundo ela, isso agravou o estado de saúde da paciente. A soda cáustica, também conhecida como hidróxido de sódio, é uma substância altamente corrosiva e tóxica utilizada em produtos de limpeza doméstica. Se ingerida, pode causar danos severos ao sistema digestivo, levando a complicações graves e, em casos extremos, até a morte.

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    Segundo PM, mulher foi presa na madrugada do último dia 24 de maio. A delegada Carolinne dos Santos, da Polícia Civil do Paraná (PC-PR), Débora Custódio disse durante o interrogatório que só queria "dar um susto" na vítima. "Foi premeditado. Ela afirmou saber o horário. Afirmou também que a moça [Isabelly] já a viu várias vezes em frente ao presídio. Primeiro ela disse que mudou o horário da visita para não encontrar Isabelly. Disse que comprou a soda uns 15 dias atrás", disse. O advogado de Débora disse que a cliente detalhou à defesa todo o crime e justificou que a "ação extrema" teria sido resultado de uma "série de humilhações e provocações" sofridas por parte da vítima.

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    O ataque contra Isabelly aconteceu em 22 de maio, na Alameda Padre Magno, na região central de Jacarezinho. De acordo com o delegado Tristão Borborema, a jovem estava indo para a academia quando Débora se aproximou, jogou o líquido na vítima e fugiu. No momento do crime, a suspeita usava peruca e roupas largas. Inicialmente, a polícia acreditava que Isabelly tinha sido atingida por ácido. Um vídeo gravado por uma câmera de monitoramento mostra Isabelly correndo na rua em busca de ajuda após ser atingida pela substância. 

FONTE/CRÉDITOS: g1PR/Folha Portal
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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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