A pandemia do novo Corona vírus, que aparentemente havia dado uma trégua, parece ter reiniciado seu ciclo de forma mais agressiva com as novas variantes. Somados a isso ao surgimento da gripe Influenza A (h1n1) e (h3n2) e Influenza B. Nos últimos dias a proliferação destes vírus tem se tornado motivo de preocupação em toda a região com os profissionais da área. Sejam infectologistas, sejam médicos ou demais profissionais da área de biomedicina. Ainda há pouco, a oferta de testagens foi reduzindo gradativamente, e o estoque disponível era suficiente para suprir a demanda existente. Não faltavam testes para atender qualquer paciente que precisasse. No entanto, de uma semana para cá os números de casos suspeitos subiram assustadoramente e já faltam kits para testes na rede pública e até mesmo em laboratórios particulares da região.
Este panorama está levando muitas pessoas a procurarem laboratórios particulares por diversos motivos, e o período de férias onde em muitos locais é exigido “certidões negativas” tais resultados tem revelado aumento significativo de casos até então desconhecidos. Até pessoas assintomáticas foram diagnosticados positivos, seja por influenza A e B, seja por Covid.
Os casos de grande aglomeração ocorridos em Ibiporã por conta das festividades natalinas na Praça Pio XII, já estão apontando seus efeitos. Embora o serviço público de saúde pareça estar “omitindo números”, paralelamente os testes feitos pela rede privada apontam números preocupantes. A página oficial do Covid em Ibiporã está inacessível, e não há números dos casos de gripe a disposição para consulta. O site oficial apenas aponta endereços das UBSs para vacinação.

Em Londrina, além do HU, para casos de maior gravidade, a testagem na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Sabará, que é referência para síndromes respiratórias, contando com um Centro de Triagem exclusivo para avaliação dos casos suspeitos, há três dias está com superlotação com espera de atendimento entre 5 e 7 horas.
Em Ibiporã, cresceu também a procura para testagem em maior escala em laboratórios particulares cuja agilidade na identificação do vírus colabora para que haja o rápido isolamento do paciente, reduzindo a chance de novos contágios, o que fortalece o enfrentamento à pandemia.
Segundo a Bioquímica e Farmacêutica, Carolina Sacca Colgnesi, a agilidade nestes exames, permite ainda, atendimento médico mais específico, conforme os sintomas manifestados pela pessoa acometida. “É uma das estratégias importantes neste processo, juntamente com o isolamento, uso de máscara, respeito ao distanciamento social e manutenção de hábitos de higiene”, destacou.
“A oferta de teste aberta na rede pública, pode ficar comprometida e a procura pelos testes cresce a cada dia a ponto de colaborarmos com município vizinho cedendo por empréstimo três caixas de testes para atender a demanda. Qualquer ocorrência que gere suspeita, como uma síndrome gripal, pode ser motivo para o pedido de coleta, bem como quando são pessoas que estiveram em contato com sintomáticos. Os testes são uma medida preventiva como forma de conter o avanço da circulação do vírus e, em caso positivo, de início de tratamento ”, disse.
Dados apontam que dos casos confirmados, 70% deles foram detectados pela rede pública, com auxilio de laboratórios contratados, e outros 30% da rede de convênios e particulares. Somente no HU, são disponibilizados até 200 testes todos os dias, destinados a casos prioritários de internação, graves, de urgência e para profissionais de saúde.
Esta manhã o Laboratório Carlos Chagas em Ibiporã foi procurado por vários pacientes vindos de Londrina alegando falta de testes no município. Apesar de não confirmado, há rumores de que outros laboratórios de Ibiporã e o próprio município já não tenha mais testes. “Ainda temos uma pequena reserva de testes para Covid e o vírus Influenza A e B, mas o estoque é limitado. Temos informação de que novos testes só chegarão para a região na semana que vem, terça ou quarta-feira se não houver imprevistos. Só hoje pela manhã já atendemos cinco casos de Londrina para Influenza”, observou Carolina Sacca.

Estes são 8 dos 13 testes já coletados apenas hoje pela manhã no laboratório Carlos Chagas
Conheça os sintomas e diferenças da gripe pelos vírus Influenza A, B,C e H1n1
Antes, queremos explicar, que as informações aqui contidas, são apenas para auxiliar na compreensão da doença, mas não substitui o tratamento e nem o diagnóstico feito pelo seu médico. Procure um médico caso apresente qualquer um dos sintomas aqui. Veja abaixo o que você precisa saber sobre sintomas e diferenças da gripe influenza a, b, c e h1n1:
A diferença entre a gripe influenza e h1n1 é que o vírus h1n1 é apenas um subtipo do vírus influenza. Portanto, trata-se da mesma gripe. A influenza é a famosa gripe suína e aviária que surgiu primeiro na Ásia e depois se espalhou pelo mundo transformando em uma pandemia gripal.
Por isso os sintomas e diferenças da gripe influenza a, b, c e h1n1 são exatamente os mesmos. Levando em considerações apenas os subtipos que vamos explicar.
Vírus Influenza
A doença da gripe que é causada pelos vírus Influenza, pertencem à família Orthomyxoviridae, com o genoma RNA segmentado. E se divide em 3 subtipos que são: Influenza A, B e C.
Influenza A
Os vírus da influenza A estão classificados com os subtipos A(h1n1), A(h3n2), A(h5n1) e A(h7n9). Esta classificação é feita de acordo com as proteínas de superfície, hemaglutinina (HA ou H) e neuraminidase (NA ou N). Produz a infecção das células no trato respiratório, é o local onde o vírus se multiplica, pois a proteína N é responsável pela liberação das partículas virais na superfície das células. E a proteína H faz o reconhecimento e a infecção destas células. Sua proliferação trás os subtipos de vírus A(h1n1) e A(h3n2) são de origem suína e circulam atualmente em humanos. Já os Subtipos A(h5n1) e A(h7n9) são de origem aviária que também podem infectar humanos e causar doenças graves como aconteceu no passado. O mais comum e responsável pela epidemia é o subtipo A(h1n1).
Influenza B
Este vírus não evolui como o Influenza A, por causa da sua baixa viralidade, ou seja, incapacidade de propagar entre os seres vivos. Tendo poucas chances de causar uma epidemia, mas isso não o impede de casuar um surto ou complicações de saúde como pneumonia viral e bacteriana. A infecção da Influenza B é semelhante da A. Não tendo diferença. Sua baixa viralidade é por causa de sua infecção que só acontece em humanos. Até o momento ainda não foram encontrados infecções com o vírus Influenza B em animais. Por isso, pode até haver algum surto com este vírus, mas as possibilidades de se tornará uma epidemia são mínimas.
Influenza C
O vírus da gripe influenza C, causa problemas ou infecções respiratórias de brandas a leve e não causa impacto na saúde pública, por isso não há preocupação e nem relação com epidemias. É semelhante a Influenza A e B sem diferença. Também tem uma baixa viralidade e só é encontrado em seres humanos. Não havendo indícios de infecção em animais.

Muito bem, dentre os sintomas e diferenças da gripe influenza a, b, c e h1n1, nós já falamos das diferenças, agora vamos falar dos sintomas. O sintomas para todos os tipos e subtipos da gripe Influenza, são iguais aos da gripe comum, apenas com maior intensidade. Por tanto, requer muito mais cuidado, pois, as pessoas infectadas com qualquer um dos vírus citados acima pode apresentar febre súbita e repentina de 38º a 39º graus, além de dores fortes nos músculos, cabeça, garganta e articulações. Entre os sintomas estão irritação nos olhos, tosse, coriza, cansaço e inapetência. Em alguns casos pode ocorrer vômitos e diarreia.
Estes são os sintomas e diferenças da gripe influenza a, b, c e h1n1, e o melhor tratamento ainda é a vacina, que infelizmente não protege 100% e ainda é disponível apenas para os grupos de riscos que são: idosos acima de 60 anos, grávidas, crianças de até 5 anos, portadores de doenças crônicas entre elas: respiratórias, renais, diabetes, pressão alta e coração. Para os demais, resta apenas os cuidados de higiene com as mãos para evitar o contágio que se dá através das narinas e boca. O uso de álcool em gel ajuda muito nessa higiene.

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