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Quinta-feira, 21 de Maio de 2026
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Saúde

Vereadores aprovam projeto de alcance social, contrariando posição do Prefeito e Secretária de Saúde

Argumentos de José Maria não mudam posicionamento, nem votação na Câmara Municipal que aprovou unânime

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
Vereadores aprovam projeto de alcance social, contrariando posição do Prefeito e Secretária de Saúde
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Distribuição gratuíta de absorventes a mulheres em situação de vulnerabilidade não é novidade

     O prefeito José Maria Ferreira, aparentemente terá que engolir a aprovação por unanimidade do polêmico projeto de Lei de autoria dos vereadores, Rafael do Nascimento (da Farmácia)-MDB, Augusto Semprebom-PP e Victor Carreri-PSL, que obriga o município a atender mulheres em situação de vulnerabilidade com o fornecimento gratuíto de absorventes, e outras ações de cunho associados ao período menstrual das mulheres como a justificativa de ausência para estudantes, e a criação de campanhas de esclarecimento.
      Desde o início, tanto o prefeito, como sua Secretária de Saúde, Leiliane de Jesus Vilar, manifestaram-se contra o projeto sob a alegação de “impacto financeiro”, o que não convenceu aos nobres pares cuja maioria têm ciência do “atabalhoado e indiscriminado” corte no fornecimento de dezenas de medicamentos antes fornecidos pelo município na gestão do ex-prefeito João Toledo Coloniezi.

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     Tal medida até hoje não foi explicada para a população e quiçá, tampouco para os médicos que supostamente não tem conhecimento e por consequência continuam receitando e encaminhado os pacientes para retirá-los nos posto. Uma situação que precisa ser esclarecida! Ou os médicos não sabem de fato, ou estão sendo coniventes agindo de má fé.
     Mas voltando ao projeto, que recebeu inclusive uma emenda que definirá critérios para a distribuição do benefício, afirmar que “poderia causar a interrupção de outros serviços”, requer do legislativo, a cobrança de uma prestação de contas urgentes da Secretaria de Saúde.

     Porque na administração passada, os recursos davam para manter farta distribuição de medicamentos, quadro de médicos satisfatório, repasse reajustado ao Hospital Cristo Rei, troca de toda a frota de veículos da saúde e nesta gestão não dá? Não dá porque? E sem causar interrupção de nenhum serviço ou assistência. Qual vereador vai questionar isso?

     Aliás, no projeto, os parlamentares indicam a possibilidade da administração firmar convênios com as esferas estadual e federal e até mesmo com a iniciativa privada o que não inviabiliza sua execução. E a Secretária de Saúde, deixou claro em declaração à Folha de Londrina sua total ignorância e desprezo aos necessitados ao dizer que “a saúde não pode usar como critério a condição social”. Ora, então vamos fazer assistencialismo para quem se nem a saúde é prioridade? Para secretários que ganham R$ 6, 7, 8 ou 9 mil reais por mês?

     O fato de não haver nenhum programa neste sentido, não impede que este benefício seja concedido por Projeto de Lei. É um tipo de declaração de quem não sabe fazer política, que mancha a imagem do prefeito, e revela que não está preparada para o cargo. Um desastre, a saúde num município é o espelho de uma administração.
      E vem falar em avaliação detalhada de mulheres em idade fértil...ora, se sabe que o município possui 28.357 mulheres, para que serve o cadastro das mesmas no posto? Para ocupar gavetas?
     Porventura, não constam nas fichas dados pessoais como idade por exemplo? E as fichas no CRAS, servem para que? Não é para identificar os cidadãos em condições de vulnerabilidade social?
    O que falta é iniciativa, se dar ao trabalho de analisar as fichas e visitar as famílias para um cadastro prévio de quem precisa. Depois disso, sim, de posse de números ir para a imprensa e tecer comentários com base em fatos e não expor a administração ao vexame. Será que a população de mulheres em situação de rua, presidiárias e adolescentes internadas, é tão grande a ponto “quebrar a prefeitura”? Ou a secretaria estaria deliberadamente discriminando esta população? Suas afirmações desastradas dão margem a isso.
     Seja como for, um prefeito acostumado a articular projetos de milhões, um prefeito que fez história com discursos bonitos, com o tal da competência, da seriedade e do fino trato com a coisa pública, vai tirar de letra esta questão e não passar pelo “incomodo” de vetar, e ver a Câmara derrubar o veto. O que o prefeito também precisa urgente, é rever alguns de sua equipe, em especial a saúde que está ladeira abaixo desde que assumiu. Ou será que quando precisa de médico vai ao posto? Vai a São Paulo, aos Estados Unidos né? E porque? A saúde aqui não é boa o bastante? Não se fala outra coisa nos quatro cantos da cidade. E o povo, sabe o que fala, pois sente na pele. Quem vai para a fila as quatro da manhã para pegar uma senha as nove, bate palmas para tamanha competência que vem conduzida a saúde! É a política de compromissos acima das necessidades básicas! Lamentável!

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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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