A Câmara Municipal de Ibiporã aprovou, no final de 2025, a atualização da Planta Genérica de Valores (PGV), que impactou diretamente o cálculo do IPTU 2026. Além da revisão dos valores venais dos imóveis, o imposto deste ano conta com um reajuste inflacionário e condições específicas de pagamento.
No momento em que os carnês começaram a chegar nos domicilios, são recorrentes inúmeras reclamações acerca dos valores lançados, observou o vereador Hugo Furrier (MDB) na sessão da Câmara Municipal na última segunda-feira. "Esta Casa não votou 50% ou 100% de aumento no IPTU dos cidadãos. O imposto votado foi uma correção de 4,18%, baseada na variação do INPC de dezembro de 2024 a novembro de 2025”, observou alegando que a prefeitura não deu a devida publicidade preparando o contribuinte para “a surpresa” ao chegarem os carnês.
Em relação ao argumento de que a prefeitura teria divulgado informações no “Diário Oficial”, o vereador foi taxativo: “90% da população não vê publicações oficiais. A reclamação da população é geral em com razão. Não se viu a ampla divulgação como consta no texto do Decreto”, observou.
Hugo Furrier em suas considerações, abordou uma importante inciativa do vereador Ilseu Zapelini que desde de outubro de 2025, estava propondo um Decreto de regularização denominado “Regulariza Ibiporã” o qual concedia o prazo de dois anos, para o cidadão que promoveu algum tipo de ampliação no imóvel (o chamado puxadinho ou uma garagem coberta), regularizar junto a fazenda municipal.
O vereador teria informado ao prefeito sobre o projeto o qual à princípio estaria de acordo porém foi retirado de pauta por 60 dias até que houvesse uma atualização no Código de Obras do Município, a fim de que o Projeto não fosse inconstitucional. Antes mesmo de passar pelas Comissões, o prefeito por decisão pessoal, decidiu não aguardar a atualização e consequentemente, votar o Projeto de Zapelini o que acarretou na sobrecarga de tributos para a população.
“Ele ( o prefeito) poderia ter esperado a aprovação do projeto e aplicar o reajuste no ano seguinte, mas ignorou. Até porque a Câmara já tinha votado o índice de reajuste”, observou. Na ânsia de aumentar a arrecadação, fica a má impressão de que o prefeito tenha agido de má fé já que se gaba que a saúde financeira do município é satisfatória a ponto de sugerir empréstimo de quase R$ 100 milhões. Agora, a população que julgue!
Da administração, fica o recado: Para quem realizar o pagamento em cota única até o dia 10 de março terá um desconto de 10%. Algumas fontes mencionam o prazo até 20 de março, mas o site oficial da Prefeitura indica o dia 10. O contribuinte pode parcelar o valor em até 10 vezes sem juros, com a primeira parcela vencendo em 10 de março. O valor mínimo de cada parcela é de R$ 50,00.
E enquanto o “coro come” no lombo dos menos favorecidos, o prefeito se dá ao luxo de isentar grandes empresários do famigerado imposto. Aliás, é neles que o prefeito corre a sacolinha em suas campanhas eleitorais pedindo donativos voluntários. Desta feita, isentou por dois anos as empresas Kauthec do Brasil e Bachega & Basseto Ltda. Antes que o prefeito vá as redes sociais dizer que é fake news, como justifica nos seus atropelos, ou má fé, a aprovação foi sacramentada pelo Legislativo e é documento oficial publicado no Portal da Transparência.

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