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Quinta-feira, 21 de Maio de 2026
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Saúde

Secretária de Saúde informa que denúncia de descaso não procede

Orientação para acompanhamento médico no município não teria agradado paciente

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
Secretária de Saúde informa que denúncia de descaso não procede
Arquivo/Folha Portal
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    Que todo o cidadão tem direito a atendimento gratuito à saúde, em qualquer unidade de emergência pública, como a UPA por exemplo, isto é fato. No entanto, o que muita gente não entende é que para tratamento ambulatorial como consultas e exames, desde que não seja urgência ou emergência, cada município tem que fazer a sua gestão e o cidadão deve fazê-lo no seu domicílio.
    O recente episódio, onde uma paciente de Jataizinho, teria procurado o grupo “Fiscaliza” de sua cidade para denunciar descaso no atendimento na UPA de Ibiporã na semana passada, não procede. A informação foi recebida pelo Vereador Gilson Mensato após reunião com a Secretária Municipal de Saúde, Leiliane de Jesus, na tarde de ontem.  Segundo a secretária, o caso é isolado. A paciente não teria se conformado que após a coleta para exame de Covid, teria sido orientada pela enfermeira que o acompanhamento deveria ser feito por médico da rede pública na sua cidade. A secretária informou ao vereador os relatos dos servidores que atenderam a paciente como os procedimentos realizados no seu atendimento. A orientação para para que se busque acompanhamento no município de origem, visa um melhor cuidado do paciente, até porque o médico de referência é quem tem acesso a todas as informações e cuidados da sua saúde.

     Cada cidadão possui em sua unidade de atendimento, um prontuário onde constam todos os dados como paciente o que contribui para um diagnóstico e tratamento seguro. A falta de informação tem levado muitas pessoas ao UPA, o que em alguns casos pode ocorrer o risco de uma pessoa acabar adquirindo um vírus que não portava. Por este motivo, foram criados os pontos de triagem de Covid em locais separados das demais demandas.  
   O vereador também se inteirou da situação do imóvel alugado pela secretaria, próximo à UPA, e que já não estaria mais sendo utilizado. A informação é de que com a redução dos casos de Covid, já não justificaria mais ocupar o imóvel porém, da semana passada para cá, os números de novos casos praticamente dobraram. Somente ontem as notificações subiram de 21 para 48 casos, o que colocou a secretaria em alerta. O imóvel estaria passando por adequações para instalação de aparelhos de ar condicionado. No caso de estabilização da Covid, o imóvel terá seu contrato rescindido. “Estamos em stand by. Se precisar a secretaria utilizará o imóvel, caso contrário, irá rescindir”, informou o vereador que confirmou o aluguel de R$ 1,2 mil mensais.

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    A partir do momento em que o SUS foi descentralizado, cada município recebe uma verba para cuidar da saúde dos seus munícipes e, desta forma, o Cartão vincula cada paciente ao seu município de origem, pois é este que recebe a verba para os atendimentos necessários à saúde da população. Se o paciente buscar atendimento fora da sua localidade, o município que o acolher sem que este tenha sido Regulado por sua Secretaria de Saúde, arcará com a despesa do atendimento, mas não receberá o repasse da verba, sobrecarregando financeiramente o município na gestão da saúde. Este fato, por vezes, é desconhecido pela população e quando orientado pelo profissional de saúde pode não entender, justamente pela falta de informação.  Diferente de urgência e emergência cujo atendimento não pode ser negado de maneira alguma.
Entretanto este modelo de gestão na saúde pode estar com os dias contados. 
     Está tramitando desde o ano passado na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 4666/20 que proíbe postos de saúde e hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) de negarem atendimento a usuários vindos de outros municípios. O texto foi apresentado pelo deputado Walter Alves (MDB-RN) e altera a Lei Orgânica da Saúde.
     “Com o argumento de que parte do financiamento tem como base os moradores de uma região, é comum que pessoas de outras cidades sejam atendidas apenas em casos de urgência”, explica Alves. Para ele, esse tipo de situação é contrária aos princípios legais da universalidade e da igualdade do SUS. Para evitar o argumento do financiamento, a proposta garante a compensação financeira do posto ou hospital pelo atendimento de usuários de outra rede.

FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno/Câmara dos Deputados
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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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