
Secretária de Saúde Leiliane e o prefeito José Maria durante a live. Confete e saúde a mil maravilhas em Ibiporã
Em época de eleições, os candidatos a prefeito às vezes acabam prometendo o que não podem cumprir, seja por má-fé, seja porque não sabem os limites da atuação de um prefeito. Mas o que dizer de um político com larga experiência no legislativo e no próprio executivo? Como em todos os âmbitos mais importantes da atuação pública, as promessas em torno da saúde são muitas. E não é à toa, já que esta é a área que a maior parte dos brasileiros indica como a que deve receber maior prioridade pelo poder público, segundo pesquisa da CNI/IBOPE. Logo, é nesse assunto que a plataforma do político se encosta. E é com falsas promessas e usando de artifício ardiloso como “vamos mudar a saúde em 15 dias”, que o peixe morre pela boca.
Senão vejamos. Desde que assumiu a prefeitura, o serviço municipal de saúde descambou para o desacerto. Isto porque o honorável senhor sabe tudo, acha que tudo que põe a mão, vira ouro. Nos conchavos e fraudes em licitação até pode ser. Não fosse assim a Justiça não penhorava os bens para garantir devolução de dinheiro aos cofres públicos. Mas o assunto aqui, vai além disso. Até porque estamos falando do que há de mais sagrado na administração pública. O cuidado com “ser” humano. E aí é que entra o serviço de saúde.
E para isso, é preciso ter gente com capacidade para tocar o negócio! Não basta ter um canudinho de universidade mequetrefe. É preciso em primeiro lugar, ter respeito ao cidadão entender da logística que a saúde exige e acima de tudo, ter pulso e decisões firmes que o cargo exige. Um profissional sem iniciativa e sem autonomia, é como carro com motor fundido. Não serve para nada. E, para mover-se precisa ser empurrado, ou rebocado. Não pega nem no tranco. Assim é um incompetente quando assume um cargo público. Como diria Paulo Licursi, "fica “babando ovo do prefeito” enquanto a população padece.
Nunca se viu na história de Ibiporã, tantas reclamações do serviço de saúde como nesta gestão. Até mesmo lá atrás, quando este mesmo “administrador” fazia de conta que cuidava da saúde e a gente fazia de conta que acreditava, a situação era menos pior, ainda tolerante. Mas agora não dá mais. Passou dos limites!

Sem organização e informação, idosos foram chegando e aguardando para agendamento da vacinação
A Prefeitura é o principal órgão responsável pela área da saúde.
O prefeito e a equipe de gestão dos serviços, pela Secretaria Municipal de Saúde, é que são os responsáveis pelas ações. E isto tem se demonstrado um verdadeiro desastre. O que ocorreu no início desta semana em frente ao Posto de Saúde Central, em frente à prefeitura, foi um exemplo de incompetência e desrespeito ao idoso. Falta de organização, falta de informação e falta de prestação de serviço ao cidadão que pagou impostos ao longo dos anos. Ninguém sabia onde começava e onde terminava a fila de idosos para cadastro de vacina. Quase uma centena de idosos, praticamente aglomerados embaixo da barraca de lona disputando uma sombra e aguardando por horas uma atenção do poder público. E fica a pergunta: Deram conta de atender a todos que aguardaram pacientemente? E a aglomeração? E os riscos que correm estes cidadãos da terceira idade? E o prefeito vem falar em “fazer piscina” no CCI?
Quem quer saber de piscina? O idoso quer cuidado e ter seus direitos respeitados! Quer chegar o posto de saúde e encontrar a medicação que o prefeito por baixo dos panos, mandou cortar. Não ouviu ninguém, determinou o corte e pronto! O idoso quer ter a dignidade de ser tratado com respeito...em lugar descente. Não passar horas cozinhando em pé, debaixo da tenda do inferno num calor de 40 graus no meio da rua. E o pior, sem receber o atendimento.

Infelizmente, a pessoa nomeada para “cuidar” da saúde no município, apesar de ser excelente profissional na sua área, deixa muito a desejar no âmbito administrativo como secretária de saúde. Política de saúde não é puxar-saco de prefeito, (como se viu na live) nem dizer amém ao que ele quer. É ter autonomia para mudar e decidir o que for preciso. É chamar para si a responsabilidade. É saber se impor e tratar o cidadão como patrão que na realidade o é. É por isso que são chamados de “servidores”. Estão aí, para servir, e por sinal bem pagos. E a saúde de Ibiporã está na UTI. E o prefeito fala em reformar prédio? Certo que é necessário porque UPA milionária que fez há seis anos atrás está caindo aos pedaços. E do jeito com que anda a administração na saúde, ninguém quer ficar lá. Dois diretores clínicos já pediram demissão. Médicos plantonistas trabalham quando quer e quando vão. E o cidadão fica desassistido. E onde está a secretária de saúde? Tem que cobrar serviço. Vamos sim, exigir trabalho e acima de tudo respeito. Porque vergonha na cara, é o que falta para alguns políticos que fazem do cargo público, profissão de carreira. Onde estão o presidente da Câmara e os vereadores que foram eleitos para “fiscalizar” o trabalho do Executivo? A saúde pede socorro!
Queremos lembrar aqui que vereadores não precisam de autorização prévia para fiscalizar órgãos públicos, pois tem amparo legal para o fazer. Estão esperando o que? Que o Ministério Público faça o trabalho de vocês?

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