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Quinta-feira, 30 de Abril de 2026
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Saúde

Saco de lixo desenvolvido por empresa brasileira consegue eliminar coronavírus, diz Unicamp

Instituto de Biologia confirmou capacidade antiviral do produto que, segundo instituição, utiliza tecnologia inédita

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
Saco de lixo desenvolvido por empresa brasileira consegue eliminar coronavírus, diz Unicamp
https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia
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Rafael Costa diretor comercial de uma empresa que produz embalagens plásticas para mudas de plantas em Hortolândia

“Até parece um saco de lixo como qualquer outro, mas não é. É como se fosse um imã, ele atrai o vírus até a sua superfície e é inativado nesse momento”, diz Rafael Costa diretor comercial de uma empresa de Campinas que já está produzindo os sacos em parceria com a Unicamp.  A tecnologia demorou cinco meses para ser desenvolvida por técnicos da empresa, engenheiros e bioquímicos.  O saco anti-covid é formado por diversos polímeros que em contato com o vírus reagem quimicamente e a estrutura do corona vírus então é quebrada e ele torna-se inativo. O produto deve chegar ao mercado nos próximos dias.  A Unicamp comprovou a capacidade de um saco de lixo fabricado no Brasil capaz de eliminar o novo corona vírus. Testes realizados pelo Instituto de Biologia mostram que o produto removeu 99,9% dos vírus.

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Segundo a Universidade Estadual de Campinas (SP), a tecnologia é inédita e a previsão da companhia é distribuir o item no mercado "nas próximas semanas". O laudo elaborado pela instituição apontou que três amostras diferentes do saco de lixo foram colocadas em contato com o vírus da Covid-19 em diferentes tempos de exposição. De acordo com a virologista e professora titular do Instituto de Biologia de Unicamp, Clarice Weis Arns, o vírus foi totalmente inativado durante todos os intervalos, que variaram entre uma, seis, 24 e 72 horas. O teste considerou a tecnologia, incorporada ao plástico durante a fabricação, uma potencial agente para destruir vírus dos grupos dos coronavírus. Os experimentos foram feitos com coronavírus, H1N1 e adenovírus. Além de sacos plásticos,  centenas de aventais foram produzidos com o material e distribuídos para os hospitais de Campinas. Sacolas e embalagens para alimentos também já estão sendo testados e até no ônibus  usado para o transporte dos funcionários da empresa, tiveram seus bancos encapados com o plástico para proporcionar mais segurança aos usuários.

 

"É um projeto muito interessante. A tecnologia é brasileira e foi incrível observar a capacidade antiviral que o produto tem. O maior benefício disso é para nós, usuários, que podemos levar o saco de um lugar para outro sem risco. O vírus foi totalmente inativado e a contaminação entre a embalagem e o usuário é eliminada. Outra contribuição é que o produto usado para remover o vírus fica no plástico de maneira permanente", disse a professora a nossa reportagem.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Professora Clarice Arns comandou os testes no saco de lixo — Foto: Arquivo pessoal

Como é feita a remoção do vírus? - O procedimento da empresa, que tem plantas em Hortolândia (SP) e Manaus (SP), consiste em adicionar ao plástico, já no momento da fabricação, uma espécie de aditivo antisséptico. O composto age diretamente na membrana do saco de lixo e envolve o material. A partir disso, o produto inativa as proteínas e as gorduras, e quebra toda a estrutura genética do vírus, o que impede a transição para as células humanas e, consequentemente, a contaminação. Todos os sacos de lixo produzidos com essa tecnologia terão coloração cinza, para facilitar o consumidor a identificar o produto. Segundo a companhia, eles serão distribuídos em toda a rede varejista do país e cada estabelecimento vai colocar no mercado com uma margem diferente de preço, por isso ainda não é possível especificar o valor.

 Novos produtos - Após os sacos de lixo entrarem no mercado, a Unicamp e a empresa já preparam novos testes em outros produtos, desenvolvidos com o mesmo processo, como aventais que serão usados por profissionais de saúde que atuam na linha de frente do combate à Covid-19.

O saco anti-covid é formado por diversos polímeros que em contato com o vírus reagem
quimicamente e a estrutura do corona vírus então é quebrada e ele torna-se inativo
Bancos dos ônibus que transporta trabalhadores da empresa foram forrados com os sacos
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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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