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Sexta-feira, 01 de Maio de 2026
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Polícia prende arrombadores de lojas no centro de Ibiporã

Em menos de 24 horas, quadrilha foi enquadrada por furto qualificado e tráfico de drogas

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
Polícia prende arrombadores de lojas no centro de Ibiporã
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Polícia Militar já identificou e prendeu uma das gangs que arrombavam lojas no centro de Ibiporã

Menos de 24 depois do último arrombamento em uma loja de confecções no centro de Ibiporã, a "gang do boné vermelho", foi presa por uma equipe da Policia Militar em Jataizinho. A equipe logrou êxito ao  identificar, localizar e prender os três meliantes na Vila Pavão na cidade vizinha após análise das imagens das Câmeras de Segurança. Membros da equipe reconheceram os suspeitos o que os levaram até Jataizinho e surpreenderam os mesmos com os produtos do furto, bem como quantidade de drogas o que caracterizou tráfico. Os três elementos foram levados para a delegacia e autuados em flagrante por furto qualificado e tráfico. Na residência foram encontrados as vestimentas usadas pelos arrombadores, (identificados no vídeo) porções de maconha e crack, além de embalagens e balança de precisão. Um belo trabalho da polícia.  A policia ainda investiga o autor do arrombamento na loja Linda Kiss e ao depósito de gás. Pode tratar-se do mesmo indivíduo que aparecem nas imagens das câmeras de segurança carregando uma pedra. 

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Comerciantes fizeram um manifesto e entregaram ao Conseg - Conselho Comunitário de Segurança, cobrando das autoridades competentes maior fiscalização principalmente à noite. “Nossas autoridades precisam urgente tomarem providências. Eu já passei por isso inúmeras vezes é uma sensação horrível,  uma vez levaram 80% da mercadoria da minha loja,  tive que começar do zero de novo. Ninguém aqui quer ser a próxima vítima”. Esse é o desabafo do comerciante Cézar Fôlego ao relatar nas redes sociais que a falta mais segurança em Ibiporã. A resposta da polícia foi rápida.

A onda de saques e arrombamentos atribuída a  “gang do boné vermelho”, vinha causando preocupação principalmente aos pequenos comerciantes, que além do arrombamento e saques, ficam com o prejuízo da recuperação das portas que são destruídas para a invasão.  Da madrugada de domingo para cá, pelo menos três lojas e uma distribuidora de gás foram visitadas pelos meliantes. Comerciantes atribuem a crescente onde de arrombamentos com o “lockdown”, quando a cidade fica à mercê apenas de viciados e criminosos. “Com menos pessoas nas ruas, o centro da nossa cidade está virando uma verdadeira “cracolândia”. Eu saio de madrugada para ir pra feira e ao Ceasa com meu pai, e o que vemos, são só “nóias” na rua. E bem mais do que antes, eles estão migrando tudo da “praça pega cria” para as principais avenidas do centro. Eles se dividem nas esquinas do Campo Estrela, Vale Verde, Montana, em frente ao Super Sul, também entre o posto do Cardome até ao Samae. E ainda ficam um pouco na esquina do Seri. São eles que ficam a noite toda pra Rua e roubam pra trocar por pedra”, desabafou.

Presos e identificados, recuperação de objetos e investigação prossegue para prender outro suspeito

Dificuldades não vem de hoje e falta de representação é patente

Os agentes que estão na linha de frente na prevenção, combate e investigação de crimes estão desamparados no Paraná. Ibiporã é um reflexo claro disso.  Apesar do município contar com um Conselho de Segurança, percebe-se que falta representatividade no Estado. Prestes a perder mais um escrivão depois do remanejamento de investigadores, percebe-se que está faltando um "elo político" que volte e maior atenção para o município.

Os problemas não são de hoje, já se arrastam faz tempo. Isto é o que dizem as entidades que defendem a categoria. Falta gente, estrutura e remuneração adequada, já que os salários são corroídos pela inflação. "Estamos vendo a Polícia Civil definhando", desabafava André Luiz Gutierrez, que é presidente licenciado do Sindicato das Classes Policiais Civis do Estado do Paraná (Sinclapol) ainda em 2019.  O resultado do cancelamento do Concurso Público da Polícia Civil pela UFPR  e seu adiamento  também compromete o necessário provimento dos cargos policiais e os candidatos viram frustrados seus projetos, além de sofrerem prejuízo econômico.

De acordo com Fabio Barddal, presidente do Sinclapol, o quadro total da corporação no Paraná, previsto em lei, é de 7.205, porém trabalham atualmente 3.950 profissionais. "Este quadro já está defasado", ressalta. Ele argumenta que na década de 80, esse era o número previsto para atender o estado. "A população era de 6 milhões de pessoas na época, hoje são 11 milhões. O índice de criminalidade aumentou quase 10 vezes, levando em conta mortes para cada 100 mil habitantes", compara. Contabilizando somente o número de policiais civis - excetuando peritos, escrivães e outros cargos -, estão empregados hoje 2.300, quase metade do efetivo total. "Sendo que deste pessoal tem que descontar ainda os que estão em férias, afastados e licenciados para tratamento médico", afirma Barddal. De acordo com Alexandre Brondani, presidente do Sindicato dos Peritos Oficiais e Auxiliares do Paraná (Sinpoapar), existem 146 peritos criminais para realizar o levantamento de provas em crimes realizados em todas as cidades do estado. "Isto causa atraso nas perícias e consequentemente atrasos na solução de crimes que realmente dependem de exame de local", aponta.

A falta de pessoal também provoca a subutilização de estruturas. "Temos 399 municípios, existem delegacias fechadas, sem pessoal, em 286. Já nos justificaram que cidades com pouco movimento não necessitam de uma estrutura própria, porém o município paga imposto por segurança e não tem o benefício", avalia Daniel Cortês, vice-presidente do Sinclapol. Ele conta que este cenário obriga, muitas vezes, que uma guarnição da Polícia Militar que tenha atendido a ocorrência se desloque para outro município para registrar o crime e depois voltar à cidade de origem. Foi o que aconteceu na prisão dos três arrombadores presos pela Polícia Militar de Ibiporã no município vizinho de Jataizinho.

FONTE/CRÉDITOS: Policia Militar/imagens
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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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