
Prefeito Zé Maria no pátio da prefeitura dá entrevista sobre a operação que iniciaria logo depois
Uma operação conjunta envolvendo Promotoria de Justiça, Policia Civil, Policia Militar, Força Verde, P2 além da Fiscalização de Fazenda e Vigilância sanitária de Ibiporã mobilizou grande aparato de homens em uma blitz surpresa a vários estabelecimentos como bares e lanchonetes na cidade. Além do comércio, o alvo da operação também foram áreas de lazer, as chamadas “chácaras” que promovem festas clandestinas, algumas sem alvará e sem licença para promover eventos. A operação denominada AIFU, teria sido pedido pelo prefeito José Maria Ferreira, que reuniu no pátio da prefeitura as forças de segurança antes de desencadear a operação. A ordem foi coibir abusos e promover flagrantes de irregularidades como aglomeração de pessoas e desrespeito ao chamado “distanciamento social”. da fiscalização. Dias atrás, o descumprimento dos protocolos de segurança e desobediência ao Decreto Municipal levou a denuncia até a Associação Comercial e Empresarial de Ibiporã. Um comerciante que pediu para não ser identificado, teria postado fotos de flagrantes de descumprimento numa choperia da cidade, pedindo providências e reclama que, o administrador do grupo bloqueou os comentários.
A choperia em questão é apontada como reincidente durante o período de pandemia do Covid 19.
Vale lembrar aqui, que no início da pandemia quando o então prefeito João Coloniezi e o Secretário de Finanças, Edson Aparecido Gomes intensificaram a fiscalização, foram duramente criticados. Um comerciante indignado com a interdição de seu estabelecimento chegou a invadir o gabinete do prefeito com ameaças como se o município fosse responsável pela pandemia.
Food trucks e pequenas choperias no centro fecharam. Tradicionais bares na rota das blitz, também baixaram as portas e até mesmo pequenas conveniências mesmo sem aglomeração, também fecharam temendo multas.

Alguns estabelecimentos são apontados como reincidentes durante a Pandemia
No comércio, ocorre a dúvida se o Decreto Municipal foi revogado ou não. “Na prefeitura, ninguém se pré dispõe a fazer uma nota explicativa orientando os comerciantes, nem tampouco a Associação Comercial”, reclamam proprietários de bares. “Pandemia não é só fechar, é dar suporte para todos se adaptarem e conseguir passar por esse momento difícil”, aponta outro cidadão.
Um outro comerciante questiona. “Se a Justiça está determinando o retorno imediato das aulas, porque a cobrança vem apenas em cima de quem está trabalhando”, referindo-se a decisão da Juiza Isabele Papafanurakis Ferreira Noronha. “Meu estabelecimento é grande e em local aberto. Estou utilizando apenas a metade das mesas e obedecendo o distanciamento de dois metros entre elas, estamos cumprindo o protocolo. Ninguém entra sem máscara e oferecemos álcool gel e aferindo a temperatura dos clientes na entrada. Desinfetamos mesas e cadeiras a cada desocupação. Não dá para entender o objetivo desta fiscalização. Temos condições de receber cerca de 200 pessoas, mas se tiver a metade dos clientes no pátio, já dá impressão de aglomeração. Fica difícil trabalhar assim”, desabafa.

Pequenos comerciantes fecharam as portas temendo multas
Nossa reportagem procurou informações junto à Policia Militar no pelotão de Ibiporã, porém não recebemos obtivemos sucesso. A policial de plantão apenas informou desconhecer a blitz, e que geralmente este tipo de ação mobilizando a ROTAN, partem do 5°- Batalhão da Policia Militar em Londrina. No entanto, nossa reportagem encontrou as informações aqui contidas, em outras fontes, junto a Polícia Civil. A prefeitura não informou quantas autuações promoveu, quanto vai faturar em multas e quantas chácaras foram interditadas.

Locais abertos e com amplas instalações também foram visitados, mesmo estando trabalhando obedecendo os protocolos

Comentários: