A segurança pública não se faz apenas com viaturas; faz-se, fundamentalmente, com urbanismo e manutenção. No entanto, o que vemos em diversas áreas de risco, especialmente próximo às áreas de lazer como o lago, é um cenário de abandono que atua como cúmplice da criminalidade.
O tema foi abordado pelo vereador Augusto Semprebom (Solidariedade) na sessão da última segunda-feira (ontem) quando alertou que um homem teria se exposto e corrido atrás de mulheres que faziam caminhada na área do futuro Lago dos Tucanos, também conhecida como "curva do S".
O mato alto, que tomou conta das calçadas e terrenos, não é apenas um problema estético ou ambiental; é um refúgio para assediadores e criminosos que se escondem na sujeira para atacar senhoras e pedestres. O prefeito, ao ignorar a necessidade básica de capinação e limpeza, transforma a calçada — que deveria ser um local de trânsito seguro — em uma armadilha. O medo de passar por determinados trechos e se deparar com indivíduos como o apelidado "tarado do lago" é o reflexo direto da omissão do poder público.
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O vereador afirmou que a ocorrência evidencia o risco criado pela falta de zeladoria, já que a vegetação alta e a sujeira facilitam que pessoas se escondam. Ele pediu providências imediatas ao Executivo para ampliar a segurança, especialmente para as mulheres que utilizam a região para atividade física.
A sensação é de que a gestão atual virou as costas para a população, especialmente para as mulheres, que se sentem intimidadas e vulneráveis em um local de alto risco. A manutenção de terrenos e calçadas, que gera a limpeza urbana e previne assédios, é obrigação da prefeitura, conforme o entendimento jurídico sobre a responsabilidade do Estado na conservação da cidade.
Enquanto a prefeitura se cala, a insegurança cresce. As mulheres, senhoras e trabalhadores do bairro clamam por socorro, não apenas por segurança, mas pelo básico: o direito de caminhar na calçada sem medo de ser assediada atrás de um matagal. O descaso com o mato alto é, acima de tudo, um descaso com a vida e a dignidade humana.
O "Tarado do Lago" não é apenas um personagem de lenda urbana ou um surto isolado; ele é o sintoma escancarado do abandono público. Enquanto o mato alto toma conta das calçadas, o que vemos é a prefeitura pavimentando o caminho para a insegurança.
É inadmissível que senhoras, ao exercerem o simples direito de ir e vir, sejam submetidas ao medo e ao assédio porque o poder público falha no básico: zeladoria. Onde deveria haver iluminação e calçadas limpas, há esconderijos para criminosos. A vegetação sem controle em áreas de risco não é apenas "desleixo estético", é negligência criminosa contra a dignidade da mulher.
O prefeito parece governar de olhos fechados para a periferia dos lagos. Cada assobio, cada abordagem agressiva e cada olhar invasivo que essas mulheres sofrem carrega a digital da omissão municipal. Manter a cidade limpa não é favor, é dever de segurança pública. Até quando o descaso será o maior cúmplice do assédio?
O povo não quer desculpas ou cronogramas futuros; quer o fim do mato e o respeito de volta às ruas. Se o prefeito não consegue roçar um terreno, como pretende proteger uma cidade?
FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno

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