Cumprindo uma das atribuições delegadas ao Poder Legislativo no tocante a “fiscalizar o Executivo”, o vereador Hugo Furrier (MDB) vem cobrando da atual administração, mais celeridade nas obras em andamento, bem como questionando a demora em responder requerimentos de informação por parte do prefeito José Maria Ferreira (PSD).
Furrier destaca que, “como representante do povo, tem percorrido a cidade e observado com extrema preocupação o cenário de morosidade em diversas obras públicas. Escolas, postos de saúde e pavimentações, que deveriam servir à população, transformaram-se em esqueletos de concreto e fontes de transtorno".
A “demora excessiva” já se tornou a regra, e não a exceção, gerando um prejuízo incalculável ao erário e ao cidadão. O que é mais alarmante não é apenas a lentidão, mas o padrão de gestão adotado: contratos iniciais são firmados, os prazos são ignorados, e, no lugar da entrega, surgem inúmeros termos aditivos de contrato, aumentando custos e prorrogando prazos indefinidamente.
O Fenômeno das “Obras Eternas”
Furrier destaca a reforma do prédio da Prefeitura, que tornou-se um símbolo de má gestão do cronograma. O fato de uma sede administrativa consumir dezenas de milhões de reais e anos de execução levanta questionamentos sobre a prioridade dos investimentos frente a demandas de saúde e educação. Obra emblemática que já ultrapassou a marca de R$ 10 milhões. É alvo de procedimento do Ministério Público para apurar a demora e os sucessivos aditivos de preço.
Outro caso é a Escola Municipal Prefeito Mário de Menezes: Após anos paralisada e gerar um prejuízo estimado em R$ 19,3 milhões para finalização, com prazo de execução de 540 dias. O “exílio pedagógico” dos alunos que precisam ser deslocados para outras unidades devido à obra inacabada, é a face mais cruel da demora. O atraso na infraestrutura escolar não é apenas um problema de engenharia, mas um entrave ao desenvolvimento humano.
“Estes cenários demonstram ineficiência e provocam ao município o encarecimento das obras. Cada aditivo representa um aumento no valor final da obra consumindo verbas que poderiam ser aplicadas em outras áreas essenciais como educação e saúde”, observa o vereador.
O prolongamento da Avenida Londrina é outro caso: A “inércia” administrativa chega a ser inadmissível pois embora tenha R$ 14 milhões garantidos via emendas, a licitação sofre atrasos considerados e injustificáveis e cobradas pela população.
O Lago dos Tucanos em execução com monitoramento por câmeras, já registrou aditivos sob justificativas de condições geotécnicas imprevistas. Embora a prefeitura tenha criado ferramentas como portais de monitoramento para obras específicas (como o Lago dos Tucanos), a transparência parece ser uma resposta à pressão do Ministério Público e do Tribunal de Contas, e não um valor intrínseco da administração.
Violação do Princípio da Eficiência e Planejamento
A falta de projetos básicos adequados ou a má gestão contratual revela uma falha grave na fase de planejamento. A repetição de aditivos de prazo demonstra descaso com o dinheiro público e com os cronogramas estabelecidos.
Para Furrier, os atrasos em obras educacionais ou de saúde significam crianças fora da escola ou pacientes sem atendimento adequado. “A comunidade sofre com a descontinuidade do serviço público”, destacou.
“O uso abusivo de aditivos contratuais cria um ambiente perigoso, onde empresas podem ser beneficiadas sem a contrapartida técnica necessária, sugerindo, em muitos casos, falha na fiscalização por parte do Executivo. Eu procuro fazer minha parte mas parece que nesta gestão legislativa, sou a única vóz não ouvida”, reclama o vereador que não vê respostas aos seus requerimentos desde outubro do ano passado.
O vereador do MDB observa que tal posição do chefe do Executivo, provoca a perda de credibilidade da gestão. “Como confiar numa administração que não cumpre prazos. Obras paradas viram monumentos ao descaso, afetando a moralidade e a percepção pública de competência”, finalizou.

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