O MPE - Ministério Público Eleitoral encaminhou a´146ª Zona Eleitoral de Londrina no final da tarde de ontem (22) , um pedido de impugnação de candidatura à reeleição da vereadora Marli de Fátima Ribeiro, a Mara Boca Aberta. Ela foi expulsa do Podemos e tentou comprovar à Justiça Eleitoral que se filiou ao PMB - Partido da Mulher Brasileira dentro do prazo para concorrer ao pleito, o que não foi reconhecido pelo juíz João Carlos Anacleto Rosa da 41ª Zona Eleitoral na última quarta-feira.
A Promotora Eleitoral, Marcia Regina R. de Menezes dos Anjos sustenta que, como não reconhecida a filiação, a parlamentar "não cumpre todos os requisitos constitucionais e legais para ser candidata" e que há indícios de má fé e fraude" no pedido de reconhecimento de filiação ao PBM.
Após a ida de Mara Boca Aberta ao Podemos durante a janela partidária, a legenda a desfiliou e o caso acabou parando na Justiça Eleitoral. Na ação, ela relatou que entrou no Podemos em 5 de abril, com o apoio do então presidente municipal João Mendonça. Enquanto isso, no pedido de reconhecimento de filiação ao PMB, segundo a promotora " a impugnada sustentou que em 2 de abril de 2024 tomou conhecimento pela direção municipal do Podemos, que outros pré-candidatos do partido não haviam concordado com a sua filiação, razão pela qual se deslocou para Curitiba para se filiar ao PMB". A defesa de Mara alegou que o registro de sua filiação em 6 de abril não foi repassado ao Sistema Filia, do TSE - Tribunal Superior Eleitoral, por erro do partido.
Porém ao mesmo tempo que estava supostamente filiada ao PMB a impugnada defendeu a sua filiação junto ao Podemos nos autos de desfiliação partidária (...) Claro está, portanto que a filiação ao PMB se trata de um possível estratagema da impugnada para garantir sua filiação partidária e, assim, poder participar das eleições municipais deste ano", argumenta a promotora que acrescenta que a parlamentar ""requereu o indeferimento do pedido de desfiliação formulada pelo Podemos de modo a permanecer filiada naquele partido". O pedido ainda será julgado pela 146ª Zona Eleitoral de Londrina.
O outro lado da moeda
A defesa de Mara Boca Aberta informou que não há nada de irregular na candidatura da vereadora, e que está entrando com "embargos de declaração" em primeira instância. Em caso de negativa, se necessário irão recorrer ao TSE - Tribunal Superior Eleitoral. No caso do registro de filiação "dentro do prazo", o motivo se deu por pane no "Sistema Filia" o que ocorreu com todos, motivo pelo qual o registro foi feito retroativo.
Mara Boca Aberta havia se filiado ao Podemos em face da estrutura do partido e tempo de TV, considerando o convite recebido. Porém, conforme informou sua assessoria, embora tenha sido excluída do partido, pela Lei Eleitoral vale a filiação retroativa, no caso o PMB, partido que tem no comando regional o marido Emerson Petriv, o Boca Aberta que disputa a cadeira de prefeito em Ibiporã. Para a candidata, a questão continua sendo meramente política e a perseguição contra a família Boca Aberta, continua. Para a defesa, agora é somente uma questão de prazos e a vereadora continua acreditando num julgamento justo e ponderado. O fato é que "o sistema não aceita ser fiscalizado" e buscará de toda forma, tirar a candidata mais votada da história de Londrina do páreo.

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