CURITIBA – O avanço do não comparecimento do eleitorado marcou o primeiro turno das Eleições Geral de 2026 no Paraná. Conforme dados oficiais consolidados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), exatamente 1.770.761 paranaenses deixaram de votar no último domingo (4), o que representa uma taxa de abstenção de 20,59% de todo o eleitorado apto no estado.
O índice supera os 19,48% de ausentes registrados nas eleições gerais de 2022 e acende o sinal de alerta nas frentes estratégicas de campanha que disputam o segundo turno da corrida presidencial. Nacionalmente, o cenário seguiu tendência parecida, acumulando mais de 33,4 milhões de faltosos (21,08%), a maior marca em pleitos gerais desde 1998.
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Fatores climáticos e políticos afastaram eleitores
Problemas meteorológicos severos impactaram diretamente a movimentação eleitoral paranaense. Cidades de diversas regiões sofreram com fortes tempestades, quedas de energia e falhas de conectividade no dia da votação. De acordo com analistas políticos ouvidos pela reportagem, esses transtornos prejudicaram o engajamento e a circulação de campanhas informativas na reta final, desincentivando o deslocamento até as seções.
Além do fator climático, especialistas citam uma crescente desconfiança da população no sistema político tradicional como pano de fundo para o esvaziamento das urnas.
Litoral liderou ausências; capitais concentram volume absoluto
Proporcionalmente, municípios do litoral registraram as taxas mais expressivas de ausência. Matinhos liderou o ranking estadual com 29,35% de abstenção, seguido de perto por Alto Paraíso (28,54%) e Guaraqueçaba (27,63%). Em termos de volume total de votos perdidos, os grandes colégios eleitorais concentraram o maior prejuízo de participação:
- Curitiba: 278.668 eleitores ausentes (19,77%)
- Londrina: 82.453 eleitores ausentes (20,94%)
- Maringá: 63.633 eleitores ausentes (21,10%)
Foco se volta para o dia 25 de outubro
A recuperação e o convencimento deste contingente de quase 1,8 milhão de paranaenses tornou-se prioridade imediata para as coordenações de campanha voltadas ao segundo turno. O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, declarou que o tribunal estuda "intensificar e aperfeiçoar todos os mecanismos disponíveis" para tentar frear e reverter o índice de faltas na próxima etapa.
Os eleitores que não compareceram ou justificaram no primeiro turno continuam com o direito de votar normalmente no segundo turno presidencial, agendado para o dia 25 de outubro, bastando estar com a situação do título regularizada.
FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Hatsue Kajihara

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