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Quarta-feira, 20 de Maio de 2026
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Saúde

Lentidão e falta de vacinas em Ibiporã, é omissão do Prefeito José Maria

Com dinheiro em caixa, até o momento não enviou Projeto de Lei a Câmara e cobra responsabilidade da União

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
Lentidão e falta de vacinas em Ibiporã, é omissão do Prefeito José Maria
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Compra de vacinas pelo município ainda depende de aprovação na Câmara. Prefeito ainda não enviou projeto.

O agravamento da Pandemia do Corona vírus está revelando quantos gestores públicos estão negligenciando ou sendo omissos em não fazer uma previsão, seja de vacinas, leitos hospitalares, equipamentos e contratação de pessoal para atender à demanda que se anunciava.
Por isso, a grave e trágica crise sanitária que colocou o País no epicentro da pandemia aos poucos também está revelando o despreparo e a incapacidade gerencial de gestores públicos com a falta de planejamento, chegando a limites da displicência vergonhosa.
É o caso do prefeito de Ibiporã, José Maria Ferreira que até o momento, não enviou a Câmara Municipal o Projeto de Lei para obter “aval” para aderir ao Consórcio Nacional de Vacinas. Está simplesmente titubeante na condução do combate ao vírus, apresentando relatórios confusos e de números questionáveis com relação aos número de mortes causadas pela doença, a ponto de quase chegarmos ao colapso do sistema de atendimento e que pode também se refletir no sistema funerário. Há suspeitas de manipulação dos números o que supostamente seria o motivo da troca da direção na UPA. Ninguém confirma!
Não bastasse a lentidão na vacinação, e as denúncias de “favorecimento” no chamado fura-fila, já de conhecimento do Ministério Público que por sua vez, deve pedir explicações ao município, cobra a responsabilidade da União. Em entrevista a Folha de Londrina, o prefeito admitiu o relapso, porém informou que só inscreveu Ibiporã na listagem da FNP-Federação Nacional dos Prefeitos, por precaução. “Se nós tivermos que comprar vacinas, será a falência do sistema nacional de imunização e eu espero que isto não aconteça”, disse. O prefeito só não disse onde estão sendo investidos os recursos que o município recebeu da União, segundo o Portal da Transparência R$ 6.327,191,00 (Seis milhões, trezentos e vinte e sete mil e cento e noventa e um reais).
Entretanto, para comprar a vacina, o prefeito alega precisar de autorização da Câmara, porém ainda não tomou esta providência. Até agora Ibiporã sequer vacinou todos os cidadãos acima dos 75 anos de idade. Um administrador que prega na mídia ser “modelo em ações de gestões públicas” não pode estar tão atrasado na vacinação de pessoas idosas como estamos vendo. O prefeito também tem como opção comprar vacinas por meio do Consórcio Nacional ou até mesmo os locais como o Cismepar e Amepar além do Paraná Saúde. Dinheiro têm, o que não justifica é a demora.

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Vale lembrar que o município de Ibiporã recebeu as primeiras doses da vacina Oxford/AstraZeneca, através da 17ª Regional de Saúde enviadas pelo pelo Governo do Estado. A vacina foi desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com o Laboratório AstraZeneca. Ora,  estas vacinas faziam parte do lote que cabia ao Governo do Paraná, enviadas pela União. O prefeito no entanto usa da espertície ao mesmo tempo que se auto-justifica, comprometendo o Governo Federal eximindo-se de sua responsabilidade ao declarar: “Estamos há 47 anos vacinando a população brasileira com eficiência. Se isso ocorrer é eo fracasso do governo federal nessa ação. temos estrutura pessoal, espaço físico, o que faltam são os imunizantes”, referindo-se a obrigação do governo em colocar as vacinas no município. O que será feito dos R$ 6 milhões então? Porventura não era para a imunização dos munícipes? Quando é que vai comprar as vacinas? Quando não houver ninguém mais para vacinar? É lamentável que não só o prefeito de Ibiporã, mas outros da região também relutem em aderir ao Consórcio Nacional de Vacinas. Alguns consideram “pouco viável” por serem municípios pequenos o que não justifica deixar suas populações a mercê da sorte.
Todos os municípios receberam consideráveis recursos da União e, embora não sejam obrigados a prestarem contas por da pandemia, o mínimo que se espera, é honestidade e transparência nos processos.

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Ely Damasceno

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Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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