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Quarta-feira, 17 de Junho de 2026
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"In memorian", professora de Ibiporã é homenageada com o nome do novo Centro Estadual de Educação Profissional (CEEP)

A ex-professora de artes Eleuza Maria Alício Semprebom, recebe da Assembleia Legislativa do Paraná justa homenagem

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
📸Arquivo de família
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  O novo Centro Estadual de Educação Profissional (CEEP) de Ibiporã prestes a ser inaugurado já recebeu o nome da ex-professora Eleuza Maria Alício Semprebom. A homenagem foi prestada pela Assembleia Legislativa do Paraná para a maior escola profissionalizante da região norte do Estado. O batismo foi proposto a ex-professora que nos deixou em 2017, depois de lutar contra um Câncer por dois anos e meio como um reconhecimento ao legado da educadora para a educação e cultura no município. Já com o processo de matrículas para cursos profissionalizantes, a escola com "ares de universidade" consolida-se como um novo espaço para o futuro dos estudantes da região.
 
    A professora Eleuza, eternizada na homenagem, vem de família pioneira, que possui forte ligação com as artes em Ibiporã ao exemplo do artista plástico e professor Célio Semprebom com quem era casada também homenageado recentemente pela Câmara Municipal.  A homenagem a professora também contou com a intermediação do prefeito José Maria Ferreira (PSD) que acompanhou por anos, a carreira e dedicação da professora que  teve um papel fundamental na educação, por sua sensibilidade e o impacto duradouro no desenvolvimento e na inspiração de alunos.
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   Com um curriculum invejável, lecionando em dezenas de estabelecimentos de Educação em Artes, a professora Eleuza Semprebom dedicou sua vida no ensinamento de jovens e adolescentes, sempre com muito amor, dedicação e paciência. Começou como professora na cidade de Ibiporã, ensinando em escolas rurais e na APAE.
 
 
Professora Eleuza Semprebom (1956/2017)
 
    Foi a primeira professora de curso profissionalizante, no Cemic de Ibiporã, onde ensinava diversas técnicas como cerâmica, vetrificação em cerâmicas, trabalho em couros entre outros cursos. Também foi professora do Estado, atuando em vários Colégios de Ibiporã, passando pelos  Colégios Olavo Bilac, Unidade Polo, Antônio Iglesias e Theotonio Brandão Vilela este último sendo diretora por vários anos.
 
   Desempenhou atividades ainda na Secretaria de Educação em Londrina como professora e na Biblioteca Municipal de Londrina além da Secretaria de Educação de Londrina, e também no Núcleo Regional de Educação de Londrina. Lecionou em várias matérias como Educação Artística, História e Geografia. No Colégio Olavo Bilac além das matérias citadas acima foi professora de Técnicas Agrícolas e Técnicas em bordado, pintura e crochê, matérias que no passado era ensinada nas escolas, por um longo período na Escola de Artes de Ibiporã Paulo VI ensinando várias técnicas de artes para os alunos.
 
   Professora Eleuza ensinou, contribuiu e ajudou na formação e aprendizado de muito jovens e adolescente, moldando gerações, formando não apenas estudantes, mas cidadãos conscientes e preparados para atuarem na sociedade.  Por tanta motivação e sendo referência para seus alunos, influenciando positivamente na vida deles recebeu esta justa homenagem como reconhecimento pela sua nobre missão de ensinar, semear e inspirar.
 
Professora Eleuza e família: Da esquerda para direita, Denius, Célio, Eleuza, Flaubert e Augusto Semprebom
 
   Ela deixou o seu legado por onde passou, nos diversos anos contribuído de forma diferencial para a Educação de nosso município e de nosso estado. Nesta homenagem, pode-se focar na metáfora de que ela "coloriu o mundo" de seus alunos, ensinando-os a enxergar além do óbvio.          Ponderada, carinhosa e amável, atributos de mãe e avó dedicada, atendia todos os alunos, como se fossem únicos.  A professora definia a arte como complemento de vida: _ "A arte existe porque só a vida não basta".
 
    "Sua missão inspiradora nos ensinou a colorir a vida, mesmo nos dias mais cinzentos. Partiu para um plano de luz, deixando o nosso mundo mais colorido com as memórias, a criatividade e a doçura que espalhou. Seu ateliê pode estar vazio, mas nossa galeria de lembranças estará para sempre cheia de sua arte", compartilham os filhos, Flaubert, Augusto, Denius, e o marido Célio Semprebom.
 
    Mais do que técnicas de desenho ou história da arte, ela ensinou a sensibilidade e a olhar com carinho para o outro. Sua dedicação era contagiante e seu olhar, um refúgio para os alunos. Perder alguém com tanto brilho nos olhos é difícil, mas deixou como conforto saber que sua arte e seus ensinamentos viverão em cada um de seus alunos, amigos e familiares que com ela conviveram.
FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno
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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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