Desde a chegada do período chuvoso, entre novembro e março crescem os riscos de aumento nos casos de dengue em diversas regiões do país e em Ibiporã não é diferente. A combinação entre calor intenso, umidade e acúmulo de água cria condições favoráveis para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, o que exige dos municípios uma atuação planejada antes do pico da doença.
A preparação antecipada é determinante para reduzir o impacto do período epidêmico. Quando o município age apenas após o crescimento dos casos, a resposta tende a ser mais cara e menos eficiente. A prevenção permite identificar áreas críticas antes do agravamento do cenário e isto é fato.
O prefeito de Ibiporã, José Maria Ferreira (PSD), experiente de outras epidemias defende a eficácia da estratégia preventiva como melhor remédio. O mapa epidemiológico no estado apontam que municípios que se preparam para este período registraram reduções superiores a 90% nos focos do mosquito em áreas tratadas, além de queda significativa nos casos da doença. Em análises baseadas em dados reais de operação, cada R$ 1 investido em prevenção pode representar economia expressiva com internações, atendimentos de urgência e ações emergenciais de saúde.
A experiência de cidades que adotam estratégias preventivas bem estruturadas demonstra que agir antes do pico do período chuvoso contribui significativamente para a redução de casos, a minimização dos impactos e o fortalecimento da gestão pública frente ao cenário epidêmico. Além de proteger a saúde da população, a prevenção gera economia para a saúde pública, uma vez que internações, afastamentos do trabalho e a sobrecarga dos serviços representam custos diretos e relevantes para o orçamento municipal.
"O monitoramento contínuo é um dos pilares desse resultado porém, mais do que isso, é a importância da população fazer sua parte. A administração faz a parte que lhe cabe buscando antecipar riscos e direcionar equipes de campo com maior precisão. A informação estruturada muda a lógica do combate à dengue. Em vez de agir no auge do problema, o município passa a atuar antes que o surto se estabeleça”, observa o prefeito.
Para isso, os profissionais da área de combate a dengue e outras doenças transmitidas pelo mosquito aedes aegypit como o zíca-vírus e chikungunya o mapeamento territorial, a análise de dados e acompanhamento em tempo real ajudam gestor a planejar ações com base em evidências aumentando a efetividade das ações em campo.
Devemos considerar que a dengue também gera impactos econômicos e sociais. O avanço da doença compromete a produtividade, afeta o funcionamento dos serviços e interfere na rotina das cidades. A dengue não é apenas um problema da saúde. Ela impacta o município como um todo, o que torna o planejamento antecipado uma necessidade.

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