A soberba política costuma cobrar um preço alto, e em Ibiporã a fatura chegou com o peso de uma rejeição avassaladora.
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O resultado das urnas para o candidato Rafael Eik Ferreira não foi apenas uma derrota eleitoral; foi um vexame político que expôs as vísceras de um modelo de poder desgastado, baseado no coronelismo e na ilusão de que o eleitorado é uma massa manobrável.
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Nem mesmo o apoio incondicional do pai, o prefeito José Maria Ferreira, somado ao uso descarado da máquina pública e à convocação quase compulsória de cargos comissionados transformados em cabos eleitorais, foi capaz de sustentar uma candidatura que nasceu e morreu na artificialidade.
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A campanha, que ostentou contornos visivelmente milionários — com carreatas barulhentas e uma estrutura digna de eleição majoritária —, colheu um resultado pífio: míseros 6.633 votos em Ibiporã.
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O número soa como uma bofetada no staff palaciano, que, em um delírio de grandeza, projetava de 12 a 15 mil sufrágios utópicos.
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Para além das fronteiras municipais, o cenário consegue ser ainda mais deprimente: o candidato não alcançou sequer três mil votos na região.
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O fiasco fora de casa é o espelho exato do legado deixado por José Maria em seus tempos de deputado estadual — um período marcado pela inoperância e pela ausência de resultados práticos para os municípios vizinhos.
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A memória do eleitorado regional provou ser curta para as promessas, mas implacável com a omissão.
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O colapso da candidatura governista funciona como um termômetro cristalino do descontentamento popular. A população de Ibiporã enviou um recado nítido de que a transferência automática de votos é um mito do século passado.
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Prova disso, é que José Maria NÃO CONSEGUE ELEGER SUCESSORES (as). Enquanto a atual gestão maquiava a cidade investindo somas vultosas na estética como "pavers" e lagos, a realidade dos postos de saúde agonizava, revelando uma inversão de prioridades que o cidadão comum não perdoou.
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O barulho nas ruas e o marketing agressivo de final de semana não conseguiram abafar o silêncio da indignação de quem espera por uma política de resultados reais, e não por encenações dinásticas.
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Ibiporã vive hoje um divisor de águas. O clamor por mudanças profundas sobrepôs-se à tentativa de perpetuação de um sobrenome no comando do município.
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A era "Ferreira" do assistencialismo de fachada e do abuso do poder político caminha para o esgotamento, para não dizer esgoto!
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As urnas de outubro não apenas sacramentaram o fracasso de um candidato isolado, mas assinaram o atestado de falência de um modo de governar que subestima a inteligência do povo. A conta chegou, e o preço é o início do fim de uma era.
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Só mais um detalhe, ser o mais votado em Ibiporã sob a vitrine da Câmara Municipal e o staff comissionado da administração municipal a seu serviço, isto é o mínimo que se podia esperar! Pode voltar para ao ramo imobiliário porque para política, já vimos que não dá!
FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno

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