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Segunda-feira, 28 de Setembro de 2026
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Ibiporã recebe do Governo do Estado reforma e ampliação do Colégio Dr. Francisco Gutierrez Beltrão

Evento da única obra que obedeceu ao cronograma ocorreu na tarde da última quinta feira (25)

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
Ibiporã recebe do Governo do Estado reforma e ampliação do Colégio Dr. Francisco Gutierrez Beltrão
📸Divulgação/NCS/PMI
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    A reinauguração do Colégio Dr. Francisco Gutierrez Beltrão em Ibiporã expôs um clássico palanque de oportunismo político. A obra de reforma e ampliação da histórica unidade da década de 1950, vendida com pompa e confetes pela assessoria do município, nada mais foi do que uma festa feita com chapéu alheio pela administração local. O montante de mais de R$ 8,2 milhões investido na reestruturação física veio integralmente dos cofres do Governo do Estado do Paraná, por meio do Fundepar. 
 
  Mesmo formalmente de férias e oficialmente licenciado do cargo, o prefeito José Maria Ferreira não resistiu aos holofotes. Ele interrompeu a campanha eleitoral em favor do filho para garantir espaço no palanque montado na nova quadra poliesportiva. A presença do gestor municipal escancarou a velha politicagem de se associar a uma estrutura "padrão escola particular" bancada pelo erário estadual, capitaneado na cerimônia pelo governador em exercício Darci Piana, dividendos político para sua prole.
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O Raio-X do Investimento Estadual
O dinheiro do Estado transformou o colégio, expandindo a área construída de 2,6 mil para mais de 3,2 mil metros quadrados. 
  • Infraestrutura renovada: Substituição completa de cobertura, forros e pisos, além de readequação elétrica e hidráulica.
  • Novas áreas: Construção de refeitório, cozinha, sala de jogos, pátio coberto, sanitários e estacionamento.
  • Uso compartilhado: Atendimento aos alunos municipais (manhã/tarde) e ao Centro Estadual de Educação de Jovens e Adultos (Ceebja) no período noturno. 
Repercussão e Críticas nas Mídias Sociais
   Nas redes da Prefeitura de Ibiporã, a entrega foi pintada com tons de "conquista municipal". Além disso, a administração correu para faturar politicamente em cima de um mural escultórico integrado ao muro externo (retratando a história do café e o desenvolvimento local), tentando transferir o brilho da obra bilionária do Estado para o urbanismo da cidade. 
 
  A população, no entanto, não perdoou as contradições nos comentários das postagens oficiais. Enquanto ex-alunos ironizavam o fato de que no passado o colégio "estava caindo aos pedaços", moradores mais atentos questionaram abertamente a pressa do evento eleitoreiro: a entrega festiva ocorreu em uma quinta-feira com a escola completamente vazia de alunos e professores, que só devem usufruir de fato da nova estrutura no próximo ano letivo. Uma encenação perfeita para quem precisava colher louros de uma árvore que não plantou.
 
   O modus operandi do prefeito José Maria Ferreira já se tornou uma marca registrada na política de Ibiporã: capitalizar em cima do esforço e do dinheiro alheio, transformando repasses estaduais e federais em "palanque puramente pessoal". A recente festa com o Colégio Dr. Francisco Gutierrez Beltrão não é um fato isolado, mas a repetição exata de uma fórmula antiga que só não vê, os puxa-sacos.
 
   O maior exemplo histórico dessa tática é o Lago Don Pedro Zilli (situado no entorno do loteamento Beltrão Park Residence), idealizado e executado parcialmente na gestão do ex-prefeito João Toledo Coloniezi, ainda no MDB. A obra do lago arrastou-se por quatro longos anos, por intervenção indireta, com a ajuda do legislativo e enfrentou paralisações, atrasos e justificativas climáticas crônicas.
 
   Quando finalmente foi concluída, o prefeito correu para as redes sociais e organizou inaugurações pomposas para vender o espaço como uma "conquista exclusiva de sua gestão", omitindo os massivos aportes, convênios e licenças externas que viabilizaram a estrutura ao longo dos anos. 
 
A Cartilha do Oportunismo: Como Funciona o Esquema
  • A "Mágica" do Dinheiro Carimbado: O município raramente assume o risco financeiro de erguer grandes estruturas com IPTU ou ISS locais. O prefeito aguarda a liberação de recursos do Governo do Estado ou de emendas parlamentares federais (como os milhões articulados em Brasília para projetos como o Parque/Lago dos Tucanos). Quando a verba cai na conta, a máquina de propaganda da prefeitura entra em ação para apagar o nome do verdadeiro pagador. 
  • Interrupção de Férias para Fotos: Estar oficialmente de licença ou desimpedida das funções não é barreira para o prefeito. Se há uma fita brilhante para cortar ou um palco montado pelo Estado, ele interrompe " a campanha do filho" para vestir o colete institucional e garantir que sua imagem apareça em destaque na foto oficial.
  • O "Puxadinho" Visual: Para fingir paternidade nas obras do Estado, o município costuma aplicar pequenas intervenções cosméticas tardias no entorno — como um asfalto na rua lateral, um letreiro instagramável ou um grafite temático. Essas pequenas ações servem de pretexto para que a assessoria municipal publique que o projeto é uma "parceria", ocultando o fato de que 95% do dinheiro veio de fora. VERGONHOSO!
  • Inaugurações sem Utilidade Imediata: Pouco importa se a escola está vazia de alunos ou se os equipamentos periféricos ainda operam de forma precária. O cronograma que rege o prefeito não é o calendário letivo ou social, mas sim o calendário do marketing político. A festa precisa acontecer no pico do engajamento midiático.
    Essa estratégia de governar fazendo cortesia com o chapéu dos outros esconde uma realidade bem mais incômoda nos bastidores locais.            Enquanto o prefeito corre para faturar politicamente com as estruturas bilionárias entregues pelo Estado, as obras financiadas puramente pelo caixa do município — como a arrastada e polêmica reforma da própria sede da Prefeitura de Ibiporã — enfrentam graves denúncias de paralisação, suspeitas de irregularidades e auditorias do Ministério Público (GEPATRIA) por suposto desperdício de dinheiro público.
 
    Fica evidente que para o prefeito é muito mais fácil e lucrativo festejar os milhões do Fundepar do que explicar por que as obras de responsabilidade direta de sua própria caneta continuam sob a lupa da justiça. 
 
FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno
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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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