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Sexta-feira, 01 de Maio de 2026
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Gaeco oferece denúncia contra PMs que "blindavam" festas clandestinas em Ibiporã

Ambos os militares são denunciados por prevaricação na Vara de Auditoria Militar

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
Gaeco oferece denúncia contra PMs que
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Promotores do Gaeco na cola dos policiais militares que blindavam festas clandestinas em troca de propina

O Gaeco (Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado), por meio da promotoria de auditoria militar, ofereceu denúncia por prevaricação contra dois policiais que teriam se omitido da função de fiscalização e recebido propina para permitirem festas clandestinas durante a pandemia em Ibiporã. A denúncia foi protocolada na última sexta-feira na Vara de Auditoria Militar, mas só chegou ao conhecimento público, hoje.

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Segundo a denúncia, um policial militar de Ibiporã teria sido contratado no dia 11 de abril para "blindar" uma festa clandestina em um espaço de eventos. O agente mantinha contato pelo aplicativo WhatsApp com outro policial que atendia no Copom, pelo 190, solicitando que ele não mandasse viaturas para atender as ocorrências de denúncias contra a festa ilegal. Ou seja, ambos deixariam de cumprir a função de impedir a realização de evento em desacordo com as medidas sanitárias de enfrentamento à pandemia.

Com autorização da Justiça, a Promotoria teve acesso aos áudios da tratativa. Em um dos trechos o PM que atendia pelo Copom afirmou ao policial que estava no evento clandestino que poderia ficar "sossegado", pois diante de uma eventual solicitação, "cancelaria" o atendimento, demonstrando que sequer enviaria uma equipe policial.

Pela infração penal o Ministério Público pede a perda dos cargos e funções ocupados pelos denunciados. Os promotores do Gaeco, Jorge Barreto, Leandro Antunes e a promotora Kelly Caldeiras ainda pedem que a justiça estabeleça uma multa em vista da gravidade para toda a coletividade em meio à grave pandemia do Covid 19.

A Folha não conseguiu contato com os policiais. No sistema do Judiciário, os réus não possuem ainda advogados constituídos oficialmente. O Tenente Coronel Nelson Villa, comandante do 5° Batalhão da Policia Militar em Londrina, informou que não teve acesso a denúncia, mas disse que a PM "não coaduna com qualquer indício de irregularidade". Ele também aponta que o oferecimento da denúncia é a demonstração da "seriedade, celeridade e rigor com os quais a Policia Militar trata os indícios de irregularidades, seja quais forem".

FONTE/CRÉDITOS: Guilherme Marconi/https://www.folhadelondrina.com.br/geral/
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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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