website page view counter

Folha Regional Online

Quinta-feira, 21 de Maio de 2026
laboratório
laboratório

Saúde

Falta de médicos durante plantões provoca discussão sobre a gestão de saúde

Código de Ética impede que a roupa suja seja lavada e o atendimento médico seja passado a limpo

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
Falta de médicos durante plantões provoca discussão sobre a gestão de saúde
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

UPA de Ibiporã: Outrora tranquila, hoje enfrenta vários problemas administrativos como a falta de médicos

“É melhor dois médicos do que nenhum. O Brasil precisa cair na real. Não temos mais capacidade de contratar pessoal. É melhor essa UPA funcionando com um médico de dia e um de noite do que ela fechada”. Este discurso absurdo do então ministro Ricardo Barros do Governo Temer há quatro anos atrás, retrata a triste realidade da UPA de Ibiporã na gestão José Maria. Funcionando 24 horas por dia, sete dias por semana, destinam-se a urgências e emergências, como hipertensão arterial, febre alta, fraturas, cortes, infarto, acidente vascular cerebral (AVC), entre tantos outros problemas de saúde que podem levar as pessoas à morte, o mini hospital, prometido pelo atual prefeito em campanha está longe do seu discurso eleitoreiro. “Vamos resolver o problema da saúde em 15 dias”...já se passaram quase 100 e as coisas não mudam. Já passaram pela UPA em sua gestão pelo menos dois diretores e nenhum deles, até o momento, encontrou suporte para melhoria do atendimento. Ao contrário, só piorou.

Publicidade

Leia Também:

“A falta de médicos não se resume apenas na contratação, mas no descaso que se instala na instituição quando o profissional ignora seu comprometimento com a profissão e a responsabilidade com a vida. Não adianta colocar panos quentes. Eticamente um profissional não vai denunciar o outro mas é preciso dar um basta”, revelou uma fonte na saúde. A redução no número mínimo de médicos na UPA – de quatro para dois profissionais, traz como consequência imediata o aumento da sobrecarga já existente no atendimento nesses serviços, penalizando ainda mais os médicos que trabalham de fato, os demais membros das equipes de saúde e, principalmente, a população que busca assistência de urgência e emergência. O dia de ontem foi uma prova disso. Mais de cem pacientes para serem atendidos e um médico plantonista falta. Mas ninguém denuncia.
O Conselho Federal de Medicina (CFM) entende os gestores municipais de Saúde devem encontrar fórmulas que permitam o funcionamento pleno desses serviços, sem distorções que coloquem em risco a vida e o bem-estar dos cidadãos. Caso não prosperem os entendimentos administrativos, o CFM não descarta a tomada de providências na esfera judicial. Em Ibiporã a situação já é limite para isso. 
A fonte revelou a nossa reportagem que é impossível “obrigar o médico a trabalhar durante as seis horas de seu plantão. Aqui dentro cada um faz o que quer, e quando quer. Tem médico que atende vinte ou vinte e cinco pacientes ao passo que há outro que atende cinco ou seis e para por aí. O administrador fica de mãos atadas porque também é médico e, por consequente ética, não denuncia o colega. Também falta pulso para demiti-lo. Até porque o administrador pensa nos pacientes que deixarão de ser atendidos até que seja reposto outro profissional no lugar”.

Por outro lado, cabe ao diretor clínico da UPA, ocupar o lugar do médico faltante e cobrir sua ausência durante o plantão sob pena de ser denunciado ao Ministério Público e ao Conselho Regional de Medicina. O que de fato está acontecendo na UPA de Ibiporã, quase ninguém se dispõe a falar. E quem fala pouco tem medo de represália. Se ocorreu a falta de médico no dia de ontem e sua falta não foi coberta, o caso é grave. Para não dizer crime. Se bem que, até para se faça justiça, em todos os municípios os administradores não conseguem colocar em funcionamento uma UPA de verdade, com toda a capacidade prevista, porque o Governo Federal alega não suporta repassar os recursos necessários. Entretanto isto já era previsto por ocasião em que o atual prefeito, buscou agregar municípios para instalar a UPA em Ibiporã. O resultado está aí. Está provando seu próprio veneno.  Que o Conselho de Saúde de Ibiporã, cobre da administração municipal solução imediata para estes problemas, inclusive dando ciência ao Ministério Público sobre o que ocorre nos bastidores. E tem profissional que sabe! O fura fila da vacina, perto do que supostamente ocorre na UPA, parece ser café pequeno! E aquela paciente que aguardou por três horas para uma sutura na mão, acabou sendo atendida em outra freguesia. Sem dúvida, o Dr. Jorge Henrique Rossoto está com um grande desafio para resolver. É sério e ético. Um grande profissional porém, para vencer um sistema viciado será preciso mais do que apenas uma conversa! Austeridade! A falta de profissionais no mercado não pode comprometer toda uma estrutura fazendo-a de refém. A solução ainda é o diálogo mas, num outro tom de voz. 

Comentários:
Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

Saiba Mais

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!

Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )