O Escrivão de Policia Ibiporanense Flaubert Semprebom, foi homenageado pela Câmara Municipal de Curitiba que promoveu uma sessão solene para homenagear o Dia Nacional do Escrivão de Polícia. A iniciativa da cerimônia foi dos vereadores Beto Moraes (PSD) e Rodrigo Braga Reis (União), que presidiu a sessão. A homenagem destaca a atuação dos profissionais com menção de "Congratulações e Aplausos". Ele destacou que esta homenagem aos escrivães de polícia é a última antes da extinção da carreira. Os escrivães remanescentes foram unificados aos agentes de polícia na categoria agente de polícia judiciária, conforme o texto da lei complementar 259/2023, de 21 de julho deste ano.

Flaubert Semprebom em momento de descontração com as crianças durante trabalho em comunidade indígena na região
Também compuseram a mesa: Airton Carlos Fernandes, presidente da Associação dos Escrivães de Polícia do Estado do Paraná; Paulo Martins, diretor parlamentar da Associação dos Escrivães do Estado do Paraná; Rogéria Dotti e Francisco Zardo, advogados do escritório Dotti Advogados Criminal; Valderes Luiz Scalco, delegado da Divisão dos Crimes Contra o Patrimônio, representando o coronel Hudson Leôncio Teixeira, secretário de Segurança do Paraná, e também o delegado-geral da Polícia Civil Sílvio Jacob Rockembach; o professor Walter César, da Central Força Trabalhista do Brasil (CFTB), representando o deputado estadual Mauro Moraes; Robson Barreto, delegado; e Izaias Meireles, pastor da Igreja Presbiteriana
O vereador Rodrigo Reis assinalou que o escrivão de polícia é o profissional responsável pela guarda, elaboração e encaminhamento do inquérito policial para a Justiça, sendo imprescindível para o Poder Judiciário e um braço forte do processo investigativo. Para ele, o escrivão de polícia deve saber controlar suas emoções, mesmo no limite de suas forças. Reis lembrou, que em 21 de julho de 2023, de acordo com a Lei complementar 259/2023, foi extinta a carreira de escrivão, sendo que todos os profissionais remanescentes foram integrados aos agentes de polícia em uma só carreira: a de agente de Polícia Judiciária.
Anteriormente a categoria era representada pela “A Associação dos Escrivães", entidade fundada em 15 de fevereiro de 1962 e que posteriormente passou a ser o Sindicato dos Escrivães do Estado do Paraná, sempre em dinâmica sintonia com a adequação do ordenamento jurídico, e se adequará às mudanças decorrentes do novo cargo proposto na lei complementar 259. A homenagem que incluiu também escrivães de polícia da capital e interior foi aprovada por unanimidade pelos demais vereadores, reconhecendo o valor do trabalho desenvolvido pelos escrivães.
“A Polícia Civil é uma das garantias de manutenção da segurança pública na sociedade e o escrivão de polícia desempenha papel decisivo nessa atuação”, disse Airton Carlos Fernandes presidente da Associação dos Escrivães de Polícia do Estado do Paraná lembrando dos tempos em que os escrivães trabalhavam com as máquinas datilográficas e papéis carbono.

Paulo Martins, diretor parlamentar da Associação dos Escrivães do Estado do Paraná, enfatizou que a função do escriba já é descrita na Bíblia. Ele lembrou as muitas lideranças que surgiram ao longo dos anos entre os escrivães e todas as lutas da categoria no sentido de melhorar a prestação de serviços da polícia à população. Ele lembrou de uma reunião entre escrivães e com o então senador Sarney sobre a possibilidade de se criar uma Lei Orgânica da Polícia Civil. À época, Sarney declarou que isso seria impraticável, pois não era do interesse dos governadores. “Hoje temos a nossa Lei Orgânica que vai para a sanção do presidente Lula. O nome "agente de polícia judiciária" é provisório, pois a Lei Orgânica passará por regulamentações em cada uma das Unidades da Federação”, explicou Martins.
Valderes Luiz Scalco, delegado da divisão dos Crimes Contra o Patrimônio, representando o secretário de Segurança do Paraná Hudson Leôncio Teixeira e o delegado-geral Sílvio Jacob Rockembach, disse que muito se fala do trabalho policial e da área de segurança, seja no meio acadêmico, seja na mídia, mas, principalmente, em conversas informais: ”A polícia sempre é notícia. É um assunto que está intimamente ligado à nossa vida e, nesse sentido, muito se discute a relevância do trabalho policial. Antes de ser policial, a gente é cidadão”, esclareceu o delegado.
Para ele, não há nada como ganhar o seu sustente ajudando outras pessoas. “Um trabalho árduo, difícil e perigoso. Um trabalho no qual sabemos que podemos não retornar para casa. Mas nada substitui a sensação de dever cumprido ao ver a justiça sendo realizada e isso só é possível por meio do trabalho dos escrivães”, finalizou.

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