Ibiporã já ganhou no Paraná o status de "capital do paver", dado a iniciativa do poder público municipal padronizar (para alguns sem nenhuma necessidade) todo o calçamento das principais avenidas da cidade num trabalho que levou mais de um ano gerando reclamações sobre a demora, serviço mal planejado e até ser objeto de investigação.
Entre os anos de 2023 até o ano passado, o centro da cidade tornou-se um canteiro de obras que agradou a alguns e a outros, nem tanto até porque, muitas calçadas em perfeito estado, foram arrebentadas e onde foi substituída em alguns locais, ficou pior do que estava. Mas no geral, a chamada "padronização" deu outra "cara" na região central.
O problema que ocorre em Ibiporã, na opinião de um engenheiro especialista no assunto, é mau planejamento. "Em geral, os prazos de execução para obras de infraestrutura em Ibiporã variam. Algumas ordens de serviço preveem prazos por determinados períodos para trechos específicos sem levar em conta as possíveis intercorrências que podem variar da "falta de mão de obra qualificada" pela empresa vencedora da licitação, até o mau tempo no período previsto para execução", aponta o engenheiro exemplificando o primeiro semestre da obra no calçamento das avenidas. "E foram várias trapalhadas na execução e até troca de empresas durante a obra", observou.
Mas o assunto deste texto, é a atual condição em que se encontra a ruas internas do Cemitério Municipal São Lucas. Apesar de aparentemente "bem cuidado", o que significa limpo: algumas ruas internas estão deterioradas, encardidas, cheias de remendos numa aparência de triste abandono. Desta forma encontrava-se também as ruas dos cemitérios dos municípios de Mandaguari, Maringá, Barbosa Ferraz e Umuarama, todos no Paraná.
Em Umuarama, o prefeito Celso Pozzobom (PSC) neste seu terceiro mandato, desde o segundo semestre do ano passado está promovendo uma obra de revitalização interna nas ruas do cemitério substituindo o velho calçamento por calçada de "paver intertravado", valorizando não só o visual, mas dando ao cemitério uma nova aparência em suas áreas de circulação.

Prefeito de Umuarama, e diretor da Acesf fiscalizam execução obra de calçamento no cemitério municipal/Divulgação PMU
Em Ibiporã, se o prefeito José Maria Ferreira (PSD) já justificou que a implementação do paver faz parte de um plano contínuo de revitalização e melhorias em várias partes da cidade, porque não também adotar a ideia para as ruas internas do cemitério São Lucas? Parece uma colcha de retalhos, num lugar é cerâmica vermelho, no outro é amarelo, num local é cimento, no outro é concreto...e vai por aí... Então, porque não padronizar?

O prefeito Celso Pozzobom relatou que com a revitalização "o serviço vai melhorar bastante situação do cemitério, garantindo mais segurança e conforto para os visitantes, bem como melhores condições de trabalho para os funcionários e diaristas que fazem a limpeza das sepulturas, bem como a aparência”. O investimento licitado foi de R$ 396.199,99, para uma cidade que possui o dobro da população de Ibiporã. Já por aqui...tudo é milhão... só o elefante de pedra na frente da prefeitura custou R$ 600 mil reais. Daria para pavimentar boa parte, senão todo todo o cemitério. O custo entre material e mão de obra é estimado em R$ 120 reais o metro quadrado.

Outro detalhe, em Umuarama a obra é feita com recursos próprios da Acesf, serviço funerário municipal que à exemplo de Londrina, acabou com a "disputa de funerárias". E será concluída com projeto de paisagismo, iluminação noturna com led além de ampliação do cemitério para 900 novos jazigos convencionais e 600 espaços verticais nos blocos de gaveteiros. Já em Ibiporã... cemitério marcha para o estrangulamento!
Se é de obra com paver que o prefeito gosta, está aí mais uma sugestão. Porque não fazer onde realmente é necessário? Em tempo...está na hora de planejar um novo cemitério porque aqui, entre mortos e vivos, já empatamos com a população de Umuarama!

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