Moradores de uma travessa na Vila Ribeiro cobram uma atitude urgente do poder público diante de uma situação que se arrasta há meses: o acúmulo ilegal de materiais recicláveis e sucatas que tomou conta das calçadas e de parte da via pública.
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A obstrução compromete o direito de ir e vir dos pedestres e transformou o local em um foco de proliferação de insetos e ratos, gerando sérios riscos à saúde da vizinhança. O cenário de abandono confronta diretamente a legislação municipal.
De acordo com o Código de Posturas de Ibiporã, é expressamente proibido o depósito de materiais, entulhos ou sucatas em vias e logradouros públicos, sendo dever do município zelar pela livre circulação e pela higiene urbana. Da mesma forma, a Lei Orgânica do Município estabelece como competência primordial da Prefeitura a fiscalização e a manutenção do bem-estar coletivo, da saúde pública e da ordem urbana.
Apesar das regras claras, os moradores relatam que as notificações e denúncias enviadas ao setor de fiscalização da prefeitura são sumariamente ignoradas. Sob anonimato, vizinhos apontam que o rigor fiscalizatório parece ter sido "esquecido" coincidindo com o atual período eleitoral.
A estagnação do poder público levanta suspeitas e indignação na comunidade. Entre os moradores, o questionamento que ecoa é se a vista grossa da fiscalização possui motivações políticas. "Será que o descaso se deve ao fato de o filho do prefeito ser candidato nas eleições deste ano?", indaga a vizinhança, sugerindo que o receio de perder apoio político ou votos na região possa estar travando o cumprimento das leis municipais.
Enquanto a Lei Orgânica e o Código de Posturas permanecem apenas no papel, a travessa da Vila Ribeiro segue intransitável e os moradores continuam expostos a vetores de doenças, aguardando que o interesse público volte a ser prioridade antes do término das eleições.
FONTE/CRÉDITOS: 📸Folha Portal

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