O mês de julho já está sendo contabilizado como o mais violento nas estradas do Paraná, com média de uma morte por dia. Com a morte de duas pessoas na tarde de ontem, as estatísticas elevam para 19 o número de pessoas mortas em acidentes violentos nas estradas do Paraná. Destes, cinco foram por atropelamento e todos em perímetro urbano de rodovias federais e estaduais que cortam municípios à exemplo do que ocorre em Ibiporã que é cortado pela BR-369.
Na tarde de ontem um garoto de cinco anos e um homem de 39 anos, que trafegava como motorista, morreram após um acidente entre um caminhão e um carro na PR-495, entre Serranópolis do Iguaçu e Medianeira, oeste do estado. Segundo a polícia, a situação foi registrada durante uma leve chuva. A Polícia Rodoviária Estadual (PRE) informou que as vítimas estavam no carro, que bateu frontalmente contra o caminhão.
O condutor do caminhão, de 26 anos, teve ferimentos moderados e foi levado pelo Siate até a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Medianeira. A PRE disse apenas que o caminhão seguia no sentido Serranópolis do Iguaçu-Medianeira quando bateu contra o carro, que vinha no sentido contrário. As causas do acidente devem ser investigadas pela Polícia Civil. Em Ponta grossa, na BR-376, um idoso também morreu atropelado ao tentar atravessar a via. O motorista atropelador fugiu do local. Em fazenda Rio grande, um motorista bêbado invadiu uma calçada e atropelou quatro crianças matando uma delas. Testemunhas informaram a polícia que o motorista dirigia fazendo zigue-zague e estava no celular quando capotou o veículo por sobre a calçada onde se encontravam as crianças.
O motorista identificado como Jonathan Pereira da Luz, foi preso em flagrante "Ele saiu de dentro de um bar ali, com tudo na rua, acelerando o carro por tudo que é lado, tanto que eu vi pelo retrovisor que ele estava bem doido, vindo falando no telefone, gritando, sei lá falando com alguém no telefone. Deixei ele passar e, nisso que ele passou, ele acabou desviando dos carros, mas acabou capotando acertando as crianças. É uma coisa que a gente não consegue apagar hoje em dia da memória, é uma tragédia", afirmou a testemunha que foi ouvida no inquérito que apura o caso.


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