O jargão da prefeitura de “não deixar ninguém prá trás”, parece não funcionar muito bem, ao menos no tocante à questões de acessibilidade. Em alguns pontos da cidade a ausência de rampas para cadeirantes acessarem a travessia de vias, é visível.
Na área central, dia desses o calheiro Jean Paulo Ivancheczen, solicitou ao vereador Gilson Mensato a instalação de uma rampa na avenida Souza Naves esquina com a rua Primeiro de Maio, após já ter alertado o departamento de trânsito para a falha.
A indicação do vereador a pedido de Ivancheczen foi atendida na semana passada, pela secretaria de obras. Nas redes sociais, o munícipe agradeceu a atenção do vereador e do secretário de obras.

Outros munícipes também chamaram a atenção do poder público para ausência de rampas de acessibilidadae em vários pontos. Um deles a avenida 19 de dezembro que passou por uma revitalização quase que completa, não fosse a falha na ausência das rampas.
Esta semana, o presidente da Câmara, Pedro Chimentão cobrou com urgência a implantação das rampas de acesso para cadeirantes em todas as faixas de pedestres localizadas na extensão da Rua 19 de Dezembro. Destacou que após o as reformas ocorridas, principalmente nas faixas de pedestres sinalizadas, não existem rampas de acesso para cadeirantes, fazendo com que o deficiente físico tenha que “pular” a guia do meio fio ou solicitar ajuda para entrar ou sair da faixa de pedestres, ocasionando muitos transtornos para quem depende de acessibilidade.
As pessoas com deficiência têm direitos assegurados por lei, mas isso passa despercebido para grande parte da sociedade. Ruas cheias de buracos, longas distâncias sem calçamento, calçadas sem acessibilidade a pessoas com deficiência visual, falta de elevadores para cadeira de rodas. Ainda há muito para adaptar. E ainda contamos com uma prefeitura omissa no quesito fiscalização.
Basta andar nas ruas do centro para observar toda a espécie de quinquilharias nas calçadas obstruindo o livre trânsito de cadeirantes, deficientes visuais e senhoras com carrinhos de bebês. Uma verdadeira zona! São móveis, pneus, colchões, bancas de calçados, bancas de vale sorte, bancas de telefonia, bancas de frutas, bicicletas, carrinhos de mão só para exemplificar. Temos tudo isso registrado em fotos.
O código de posturas, no município como se diz na gíria, “só para inglês ver”! Lamentável!
E a fiscalização? Vai implicar com quem está trabalhando legalmente “da porta para dentro” e querer impedir o proprietário de estabelecimento, de repousar dentro de seu próprio imóvel. Será que isso é falta do que fazer?


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