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Sexta-feira, 22 de Maio de 2026
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Água esverdeada e fétida, espumas, e peixes mortos aparecem no Lago Beltrão Park

Situação que aparentemente se agrava carece investigação urgente da Promotoria e Órgãos Ambientais (IAT)

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
Água esverdeada e fétida, espumas, e peixes mortos aparecem no Lago Beltrão Park
Fiscaliza Ibiporã
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    Água poluída ou choque térmico?  Esta indagação foi ilustrada com uma foto de peixes mortos publicada no grupo Fiscaliza Ibiporã, no último sábado e não há dúvida que revela um problema sério: o excesso de poluição na água. Nossa reportagem esteve no lago Beltrão Park no sábado à tarde e podemos verificar que no entorno do lago, foi deixado uma espécie de canal, onde supostamente, deveria servir para absorver água das galerias pluviais. Ocorre que nestes locais também estão algumas nascentes, e percebe-se em alguns pontos, água limpa brotando na superfície. No entanto, durante o desassoreamento da área que formaria o lago, denunciamos aqui, uma fonte poluidora, que derramava uma lama esverdeada e fétida, com o rompimento de uma galeria da prefeitura.  Até onde acompanhamos, a prefeitura aparentemente teria resolvido o problema e a tal galeria, teria sido aterrada durante as obras. 

   

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Água do canal com coloração esverdeada, e mau cheiro sugerem suposta poluição das nascentes

   Embora a prefeitura ainda esteja trabalhando no local, é de se estranhar porque a água do canal, está carregada de uma coloração esverdeada que está invadindo o lago, poluindo as nascentes, provocando uma espuma encardida e consequentemente, matando os peixes. Sem falar no mau cheiro.  Geralmente a poluição de água nos lagos é provocada pela quantidade exagerada de plantas aquáticas que impede que a luz do sol chegue até o fundo onde ficam as algas, responsáveis pela oxigenação da água que da vida aos peixes. Porém aqui, pudemos constatar que não é este o caso.  Somente uma análise da água verde que está caindo no lago é que pode determinar a causa.

   

Ao redor da espuma é possível ver centenas de peixinhos buscando oxigênio na superfície

    As plantas aquáticas, e as aves que se ajuntavam antes da retomada da obra do lago nesta administração desapareceram. O que se vê na margem que recebeu gramado, é muito lixo, deixado pelos próprios frequentadores do lago que vão lá pescar. São inúmeras sacolinhas de supermercado, embalagens de alimentos e latinhas de bebidas. Algumas dentro do lago o que demonstra falta de consciência e educação ambiental. As lixeiras ainda não foram instaladas, porque a obra está em fase de acabamento.  Porém no momento, esta não é a maior preocupação, mas as condições que podem comprometer a "saúde" do lago, que inclusive, virou área de lazer para a prática de natação. E não nada que garanta que a água não seja imprópria para banho, já que os peixes estão morrendo. Os pontos de espuma que estava sobre a água do lago podem parecer inofensiva, mas não deixa dúvida que pode prejudicar o ecossistema e indica desequilíbrio.

   

Morte dos peixes pode estar relacionado a galerias pluviais que durante a obra já denunciavam esgoto na rede

    Conversamos com um biólogo formado na Universidade Estadual de Londrina e o mesmo apontou que geralmente a mortandade de peixes está ligada  diretamente a suposta poluição do lago. “Alguém está despejando excesso de matéria orgânica, o que favorece a proliferação das macrofitas. A origem pode estar a 100 metros do local, como pode estar a quilômetros, uma vez que existe galeria que despeja água ali. Pode estar havendo despejo de irregular de esgoto e isto precisa ser investigado", considerou. Observou também pelas fotos que mostramos que o curso de água à margem de uma mata nativa favorece o aparecimento de cobras como a Jararaca do brejo o que pode colocar em risco a vida dos banhistas, já que muitas crianças são vistas nadado no lago nos últimos dias. Não há uma placa de alerta sequer para risco de afogamento.

   

Com o desaparecimento das plantas nativas, também sumiram as aves aquáticas como Garças, Biguás e Marrecas 

   Como o lago é "novo", cabe ao poder público municipal, cuidar deste problema e não promover a destruição das plantas nativas, como já vimos acontecer durante as obras.  O aguapé é nativo não pode ser retirado da água, pois viola leis ambientais. "É preciso fiscalizar e necessário que seja feito um trabalho de educação ambiental para que as pessoas desenvolvam o bom senso e a responsabilidade com as questões ambientais”, finaliza o biólogo.  Será que a prefeitura vai esperar uma Ação do Ministério Público pela Promotoria Pública de Defesa do Meio Ambiente para dar uma resposta rápida a solução deste problema?

   

Esgoto fétido denunciado em nossa reportagem, aparentemente continua poluindo as nascentes e caindo no lago

FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Fiscaliza Ibiporã/Ely Damasceno
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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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