
Que Ibiporã está passando por uma crise aguda na área de saúde, não é novidade. Desde que assumiu o comando do município, o prefeito José Maria Ferreira (PSD) não tem conseguido dar credibilidade ao serviço de saúde cuja qualidade no atendimento, caiu drasticamente. A começar pelas mudanças no comando das UBS, que são o principal foco de reclamações agravadas com o corte na lista de medicamentos que eram oferecidos gratuitamente na gestão passada.
A mudança no comando da UPA também gerou descontentamento geral, principalmente no setor de triagem do Covid-19, que passou a oferecer mais riscos que benefícios nas tendas montadas no estacionamento insalubre. Uma servidora da pasta nos informou que “a situação nos bastidores está insustentável. O prefeito ordenou o corte na compra de medicamentos a conta-gotas, para não causar impacto de uma só vez. A secretária de saúde não questiona nem contraria o chefe. São mais de 70 títulos de medicamentos que a prefeitura pretende deixar de comprar e, já estão faltando muitos”, revelou.
A diretora do UPA, Rosângela Domingues Pais teria pedido para deixar o cargo, pela falta de apoio e condições de trabalho. “O problema não é só a questão das tendas, mas o mal atendimento a população. As reclamações já chegaram a alguns vereadores na Câmara Municipal, porém como a maioria é “base do prefeito” ninguém toca na ferida”, continua a servidora. “Tenho um paciente aqui (na unidade do La Fontaine) que precisa tomar ininterruptamente pelo menos 10 títulos fármacos e a prefeitura não fornece mais. Os principais que o paciente não pode deixar de tomar, Naprix anti-hipertensivo que promove a queda dos níveis elevados da pressão arterial e também promove outros efeitos protetores no sistema do coração e circulatório e Trayenta Duo indicado como adjuvante da dieta e do exercício, para melhorar o controle glicêmico (nível sanguíneo de açúcar) em pacientes com diabetes agravado mellitus tipo 2. A secretaria informa que o prefeito não autoriza a licitação para comprar”, informa a servidora que clama por imediata intervenção da Comissão de Saúde na Câmara e do Ministério Público. “A politica adotada pelo atual prefeito dá a entender que deseja ver os idosos na fila morte, ficando suscetíveis a comorbidades e diretamente fragilizados ante a pandemia do Coronavírus. Se morrerem, vão dizer que infelizmente foram mais uma vítima da Covid 19. Nem a campanha de vacinação consegue amenizar os problemas de bastidores”, desabafa. Segundo denúncia, até oxigênio para inalação chegou a faltar na UPA hoje.
No ano passado, a UPA de Ibiporã atendeu mais de 70 mil pacientes e o ex-prefeito João Coloniezi havia quadruplicado os títulos de medicação gratuita para a população investindo muito além do que determina a legislação. A saúde enquanto conduzida pelo Paulo Zaparolli e a direção da UPA pelo Dr. José Carlos eram padrão de referência no atendimento à urgência e emergência, com atendimento ágil, resolutivo e qualificado. Hoje o prefeito cortou até mesmo os exames do até então único laboratório credenciado no município, por questões pessoais e políticas, trazendo agora, outro de fora para não depender mais do tradicional.
Esta política de revanchismo, aliada a nomeação de pessoas despreparadas profissionalmente para determinados cargos, está refletindo diretamente na população que acreditou nas promessas de campanha e creditou um voto de confiança. Faltam médicos plantonistas, falta medicamentos básicos e profissionais mais eficientes. Mas não falta o cafezinho de R$ 33 reais o quilo.
Uma boa administração se mede pela satisfação do munícipe. E neste particular, a cada dia, a população já sente na pele a saudade dos dias de outrora! Sem falar no descaso do prefeito com a renovação de contrato com o Hospital Cristo Rei, onde cortou também a verba do repasse e a novela dos pagamentos continua. O resultado da campanha "Volta Zé", está aí...do jeitinho que o povo queria!
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