Após receber relatos e imagens de mães angustiadas com os riscos à segurança dos alunos, o vereador Dieguinho da Furgão realizou uma visita à unidade. Ele esteve acompanhado pelo secretário de obras e protocolou um requerimento cobrando uma reforma geral.
O problema central reside na inércia do poder público municipal, que deixa o vereador em uma situação política delicada.
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Como representante da base governista, Dieguinho se encontra em uma verdadeira "saia justa": ele precisa justificar ou defender a atual gestão diante da falta de respostas concretas e da lentidão crônica da administração. O descaso na infraestrutura escolar evidencia a falta de manutenção preventiva, transformando demandas básicas da população em obstáculos quase intransponíveis.
O "efeito ignorância do Executivo" com a base aliada, não vem hoje. Dieguinho da Furgão não é o primeiro vereador a cobrar uma ação mais efetiva do prefeito José Maria em relação aos pedidos da comunidade que representa. O posicionamento de Dieguinho e sua cobrança por transparência ganha um novo capítulo no município.
Para pressionar o Executivo, o parlamentar lembrou que a Câmara Municipal realizará uma reunião da Comissão de Viação e Obras com a presença do secretário responsável. Esse será o momento decisivo em que os vereadores poderão (e deverão) exigir explicações detalhadas sobre o cronograma, o andamento e o abandono de diversas obras em execução na cidade.
A expectativa do parlamentar é que, dessa vez, a cobrança se reverta em ações práticas em vez de apenas promessas, visto que a segurança das crianças nas escolas não pode mais esperar. Relatos indicam que a falta de manutenção preventiva por parte da Prefeitura de Ibiporã transformou o ambiente escolar em um cenário de risco iminente para as crianças, gerando preocupação entre as famílias.
Discreto, mas consciente de sua obrigação esta realidade deixa o vereador Dieguinho da Furgão em um beco sem saída político. Conhecido por estar sempre à disposição da comunidade do Jardim São Rafael, ele agora se vê em uma posição difícil: equilibrar a cobrança contundente que a população exige com o papel de articulador político diante de uma administração municipal paralisada.
Ao formalizar o Requerimento nº 0022/2026 na Câmara de Ibiporã, o parlamentar tenta canalizar a revolta das mães, mas carrega o desgaste de expor as vísceras de uma gestão que ignora a estrutura básica da educação pública.
Quem conhece a índole vingativa do prefeito José Maria Ferreira, e vive os bastidores políticos como este que vos reporta, não deixa dúvida que a falta de retorno do prefeito pode, sim, ser uma retaliação eleitoral direta.
A crise estrutural da escola no Jardim São Rafael acabou se transformando no palco de uma disputa partidária que agita Ibiporã. Ao declarar apoio à deputada Cloara Pinheiro para as próximas eleições, Dieguinho rompeu as expectativas do grupo governista. O prefeito planejava usar sua base aliada na Câmara como o principal motor eleitoral para impulsionar a candidatura de seu próprio filho, o vereador e presidente do Legislativo, Rafael Eik Ferreira (PSD), a uma vaga na Assembleia Legislativa do Paraná.
A Engrenagem da Retaliação Política
Essa mudança no tabuleiro político cobra o seu preço por meio do isolamento administrativo: O prefeito José Maria via seus vereadores aliados como cabos eleitorais naturais para a "herança política" de seu filho. O apoio de Dieguinho a Cloara quebrou essa lealdade cega esperada pelo Executivo tornando-se uma espécie de "cabo de guerra eleitoral".
O desprezo em responder aos requerimentos sobre a escola e a demora em liberar investimentos funcionam como uma punição velada. O objetivo é enfraquecer o vereador perante sua própria comunidade. Aliás, "queimar companheiros" que não atendem seus interesses é filme antigo que já reprisou várias vezes nos tribunais. A prova maior está na divisão política de ex-aliados, hoje oposição, quando o alcaide só vê vantagem no seu lado.
O prefeito sequer fica rubro ao usar o silêncio e a burocracia como armas de retaliação, a administração pune indiretamente as mães e os alunos do Jardim São Rafael. Eles continuam convivendo com os riscos estruturais da escola enquanto a disputa pelo poder local se sobrepõe às necessidades básicas da cidade.
Essa fresta aberta na base governista expõe como a máquina pública de Ibiporã é, muitas vezes, manobrada para priorizar projetos familiares de poder. Enquanto o prefeito tenta blindar a candidatura do filho, o vereador fica no fogo cruzado e a educação pública do município permanece abandonada. Este é o atual retrato político de Ibiporã que muitos não querem enxergar. No entanto, paciência tem limite!
FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno

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