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Sexta-feira, 09 de Outubro de 2026
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POESIAS E CRÔNICAS

SOPRO DAS BRISAS

Procuremos ainda hoje a perceber e a reter as sintonias do mais puro e verdadeiro êxtase dos céus.

Aninha Caligiuri
Por Aninha Caligiuri
SOPRO DAS BRISAS
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Refulgem nas amenidades os sopros das brisas rumando para o azulado lago,

espelhando as gloriosas facetas das transformações,
que a natureza opera no singelo passar do tempo...
Cumprindo a parte que a Lei Suprema determina
em nossos viveres de todos os dias,
pisando o chão firme debaixo dos nossos pés.
Oh ainda somos crianças e não sabemos olhar para o céu!

Até quando fecharemos os olhos às Belezas?...
Que estão engrandecendo-nos e arrojando-nos para que nos elevemos.

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E assim cumprirmos o roteiro da evolução mais completa e eterna?

Até quando permaneceremos dormentes?
Oh sim já dormimos demais o sono cego!

O sono cego de não querermos enxergar as aragens suaves

que nos levam ao Pai Sublime!

Até quando permaneceremos com a visão nublada?...
Por que não erguermos nossos à Luz?

Para que deixar esvanescer-se os *Sopros das Brisas*?
Por que não perceber e reter as esfuziantes emanações?

Por que nos demorarmos no sonho?
Sim, não sonhar em vão com as gloríolas da Terra,

porque tudo passa e o nosso viver também rápido passa.
Portanto não nos demoremos no sonho que se esfarela.
Empreendamos os voos às *Nebulosas*
Subamos até às aragens divinais e luminosas.
E busquemos apreender e a reter a *Essência do Belo*
que está espargindo cores reluzentes pela natureza grandiosa!

Não nos demoremos no improdutivo e volúvel.
Procuremos ainda hoje a perceber e a reter as sintonias
do mais puro e verdadeiro êxtase dos céus.
Extasiemo-nos nesses passeios às Estrelas.
Busquemos nas Estrelas os refrigérios ameníssimos

que respingarão em nossos *EUS*

as gotas brancas em formas de chuvas abençoadas,
que cairão nos chãos dos âmagos e renascerão novas flores,
novos pensamentos remodelados pelos *Sopros das Brisas*,
que cristalizarão as formas mais altas e singelas no debruçar da alma

e no seu aconchego repassado pelas auroras cintilantes,
Perpassando na mente em comunhão com o âmago profundo
tombarão na *Tela Viva* os recortes rebordados
pelas Mãos do Eterno, riscando com filetes coloridos
*o engrandecer da Vida na Supremacia do Incognoscível*!

FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Aninha Cagliuri
Comentários:
Aninha Caligiuri

Publicado por:

Aninha Caligiuri

Escritora e poeta/colaboradora

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