Chegamos no outono, uma estação em que aumentam os casos de doenças relacionadas aos dias mais frescos e onde muitas crianças acabam sofrendo com a mudança do clima. Isso significa que a temperatura começa a diminuir, o tempo tende a ficar mais seco e as crianças são as que mais sofrem. É aquela situação que conhecemos bem: coriza, tosse, espirro, dificuldade para respirar… Mas tenha certeza de que não é só em Ibiporã que isso acontece. Nos últimos dias a procura por pediatras em todas as Unidades Básicas de Saúde pela região estão enfrentando os mesmos problemas. Faltam profissionais da área.
As crianças são mais suscetíveis a incidência de casos que começam a aumentar no outono porque ocorre a diminuição da umidade relativa do ar. As partículas ficam em suspensão, os lugares permanecem mais fechados e isso favorece a contaminação ambiental.
Esta particularidade chegou a sobrecarregar na semana passada, o PS do Hospital Cristo Rei com muitas crianças com sintomas agressivos, o que gerou algumas reclamações, dado a demora no atendimento. Fato este que levou os vereadores Dieguinho da Furgões e Ilseu Zapelini a permanecerem por cerca de três horas no hospital acompanhando a rotina de atendimento. A situação da falta de profissionais não é novidade e nem ocorre só em Ibiporã. Faltam médicos pediatras em toda a rede pública de saúde para atender a demanda, até porque são mau remunerados e clínicas particulares e conveniadas, oferecem salários mais atrativos.

No outono crianças sofrem mais com problemas respiratórios e a procura por pediatras aumentam
Logo, falta na rede pública. Há que se observar que os poucos que se dispõem a aceitar trabalhar na rede pública, o fazem por amor e dedicação à profissão. E temos no Hospital Cristo Rei, um pediatra (Dr. Mario) que é exemplo de médico. Sua deficiência (cadeirante) não o impede se ser além de um excelente profissional, uma pessoa humana e querida por todos. É muito elogiado pela população. Mas não é mágico, e não há condições para sozinho dar conta de tamanha demanda sem que haja um tempo de espera. Isto às vezes é incompreendido por alguns pais que, por outro lado, ficam apreensivos com as condições de saúde das crianças e exigem rapidez no atendimento. O que poderia ser resolvido, se houvesse mais profissionais disponíveis no mercado, mas não há! Não com o salário que o prefeito quer pagar! Vale lembrar que no PAI, em Londrina, a espera por um pediatra chegou a levar 19 horas no pronto socorro. Um absurdo!
O vereadores em questão, também defendem uma força tarefa para amenizar o problema na pediatria, principalmente neste período atípico, com a contratação de mais médicos com remuneração adequada, o que significa repasse suficiente de recursos para tal.
O Hospital Cristo Rei é remunerado na medida do atendimento quando as UBSs e a UPA, não absorvem toda a demanda e, por outro lado, a atual administração sempre procura um entrave quando o assunto é renovar contrato com a entidade Santa Casa de Ibiporã que administra o HCR. E isso não é segredo pra ninguém. Por outro lado, existe a barreira legal onde médicos residentes não podem ser contratados fora de sua especialidade. Logo a corda arrebenta do lado mais fraco.
Que os vereadores que representam a saúde, possam em comum acordo, junto com a Secretaria de Saúde Municipal, buscar junto ao prefeito a solução do problema, melhorando a remuneração para especialistas e ao menos dobrar o número de pediatras no atendimento. Seja nas UBSs, seja na UPA, seja no Hospital Cristo Rei. O que não pode, é a população ficar desassistida. Já não basta a lambança promovida com a redução drástica medicamentos, de exames em especialidades e laboratoriais. Sobre isso, ninguém pode falar, se abrir a boca, tá na rua!

Em tempo, corre pelas redes sociais que um médico estaria trabalhando supostamente "dopado, muito louco" mas usaram o termo super-dogrado ou (drogado?) ou sobre efeito de álcool o que precisa ser averiguado pela Comissão de Saúde até para que não se cometa nenhuma injustiça. Quem seriam estas mães? A nota foi postada no grupo Fiscaliza Ibiporã.

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