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SEED retira policiais de 40 escolas cívico-militares do Paraná

Medida atingiu também escolas de Ibiporã, que já comunicaram os pais de alunos "com bilhetinhos"

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    Pais temem pela falta de segurança na Escola: "diretora que assumiu não tem pulso para conter alunos de índole violenta"

“Lamentável coisas deste tipo acontecerem. Sei que vocês não são culpados, mas fica aqui a indignação com a SEED e falta de respeito e comprometimento com os monitores, diretores e demais, é claro para com nossos filhos e pais”, desabafa um dos pais, em nota enviada a nossa redação, referindo-se a indiferença da Secretaria Municipal, de Educação em não se pronunciar publicamente sobre o fato e comunicar aos pais apenas com um "bilhetinho". Segue a nota: “Concordo obviamente que a escola não é responsável. Mais até a segurança dos nossos filhos está comprometida, porque sabemos que não há funcionários suficiente pra controlar os alunos na entrada e saída do colégio. O que torna todos vulneráveis a qualquer situação”, pontua referindo-se ao ocorrido na Escola de Ensino Fundamental Basílio de Lucca, no Serraia. "A diretora que assumiu, não tem pulso para conter alunos de índole violenta, é muito fraca", dia a nota.
     Nossa reportagem apurou junto ao SEED - Secretaria Estadual de Educação do Paraná, que deverá ser publicado um novo edital com objetivo de selecionar policiais militares da reserva para preencher vagas abertas. Expectativa é que militares assumam até novembro os locais que ficaram desguarnecidos com a retirada dos militares o que, na prática, não significa que as escolas deixem de ter a identidade de colégio militar.
     A Secretaria informou que retirou os policiais da reserva não só de Ibiporã, mas de outras 37 escolas que estavam trabalhando no regime cívico-militares para reorganizar a distribuição de monitores e diretores militares pelo estado. A retirada dos profissionais começou no último dia 28 e os municípios seriam responsáveis para comunicar aos pais.  Segundo a secretaria, "havia policiais militares trabalhando em cidades para as quais eles não tinham sido selecionados, daí a necessidade de mudanças não previstas".
     O novo edital também pretende selecionar monitores e diretores para as escolas que não preencheram as vagas.
     Segundo a Seed, das 197 escolas que fazem parte do projeto, apenas 103 receberam monitores e diretores militares. Destas, 66 continuam com policiais da reserva após a retirada dos profissionais. Isso aconteceu porque somente 369 dos 989 inscritos passaram pelo processo de entrevistas e exames de saúde e capacidade física. Ao todo, tinham sido abertas 806 vagas. A expectativa da Seed é que os novos selecionados passem a atuar nas escolas a partir de novembro. O modelo cívico-militar em escolas do Paraná inclui um diretor militares, que é responsável pela disciplina e hierarquia na escola, em auxílio ao diretor pedagógico. Também contém monitores militares. Os uniformes dos alunos são diferentes e as escolas tem maior carga horária curricular, com aulas extras de português, matemática e valores éticos e constitucionais.

Promotoria já interferiu porque começou errado
     A promotora de Justiça, Beatriz Spindler de Oliveira Leite, do Ministério Público do Paraná (MP-PR), chegou a pedir a suspensão da consulta sobre a implantação de 216 colégios cívico-militares no estado. O pedido de opinião das comunidades escolares selecionadas, se aprovam ou não a mudança no regime, foi iniciado em 27 de outubro do ano passado.
     Conforme a portaria do MP-PR, “a Secretaria de Estado da Educação (SEED) não comunicou, em tempo hábil, a nova modelagem de gestão cívico-militar à comunidade educacional local, bem como não comunicou em tempo hábil e razoável a realização da consulta pública”.
     A promotora também solicitou informações à Secretaria Estadual de Educação e do Esporte (SEED) sobre como o Programa Colégios Cívico-Militares foi divulgado nas comunidades escolares e de que forma a consulta foi comunicada.
      A lei que instituiu o Programa no Paraná foi aprovada na Assembleia Legislativa e publicada no Diário Oficial do Estado em 7 de outubro. Um grupo de servidores da rede estadual de ensino fez um protesto na Secretaria de Educação e chegou a ocupar o prédio, tendo como uma das motivações a contrariedade ao programa das escolas cívico-militares. A APP-Sindicato, que representa a categoria, entrou com uma ação judicial contra o governo do Paraná alegando ilegalidades na convocação de pais, mães e responsáveis para participar do referendo. A entidade pediu a suspensão imediata do processo.
     Conforme um balanço da SEED, dos 216 colégios escolhidos, 197 encerraram a consulta. Destes, 176 aprovaram a mudança, enquanto outros 21 optaram pela manutenção do modelo tradicional. 
    Para a migração para o sistema cívico-militar seria necessária a aprovação de maioria simples dos integrantes da comunidade escolar envolvida, ou seja, 50% mais um voto do total. Novamente a falta de comunicação entre a administração municipal e a comunidade, acaba gerando desconforto e desconfiança atestando toda sua “competência.”

FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno
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