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Sabado, 02 de Maio de 2026
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Educação

Secretário de Educação Prata Neto se indispõe com profissionais da categoria

Segundo professores, eles foram distratados com autoritarismo, intimidação e coação

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
Secretário de Educação Prata Neto se indispõe com profissionais da categoria
Arquivo/NCI
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    Se o Secretário de Educação de Ibiporã Antonio Prata Neto tinha alguma aspiração política contando com apoio dos professores para uma provável disputa pela cadeira de prefeito, ou até mesmo ser um provável vice, pode tirar o cavalo da chuva.  Sua atitude arrogante frente a secretaria e a forma com que trata a categoria de educadores, o coloca numa condição de repúdio ante os profissionais da educação.  O que não falta é motivos os quais são qualificados como “lástima” sua condução profissional em respeito as obrigações para com a categoria.
   “O que era para ser um encontro de resolução acerca da remuneração do magistério e seus direitos, trasformou-se num cenário de distrato, autoritarismo, intimidação e coação, coisa bem típica do regime coronelista desta administração. É o pupilo colocando em prática as ações do grão mestre”, disse um profissional da educação que revelou ter muita coisa ainda a vir a tona nesta pasta.
    Na quarta feira passada, (1° ) o secretário Prata Neto esteve visitando uma escola quando foi questionado por um profissional da educação sobre o reajuste salarial, o piso da categoria e as gratificações previstas em Lei que dispõe sobre alterações em dispositivos no Plano de Cargos, Carreira e Remuneração do Magistério Público, e ainda não remuneradas.
    O questionamento teria irritado o secretário que surtou sendo ríspido na resposta. “Eu não pertenço ao Recursos Humanos e não faço os pagamentos. Porque vocês não questionam lá? Eu fiz essa Lei, e a conheço de cima abaixo e me arrependo de ter colocado essa bonificação...na conversa com o sindicato já sugeri acabar com essa bonificação” ...teria dito batendo no peito em tom de intimidação e coação, sem nenhuma postura política ou de respeito aos professores, revelou um educador a nossa reportagem.
    “Ele foi desagradável...é assim que ele trata a educação com descaso e autoritarismo. Não vamos aceitar assédio e se for em outras escolas com esta postura que seja questionado também. Na reunião com o prefeito vamos levar esta questão”, disse referindo-se a gratificação e ao piso.               “Dinheiro para aumentar salários de vereadores, secretários e cargos comissionados não falta”, pontuou o educador. 
    Uma professora foi mais enfática: “Na verdade seria bom ele tirar mesmo as gratificações assim sobra dinheiro para pagar o piso”. Outra professora vai mais fundo: “Seria bom parar de dar aumento para os comissionados e gastar essa fortuna em apostilas (Maxi) e dar condições mais dignas para a gente que se desdobra e não tem valor algum”.

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    A categoria já se mobiliza para fazerem um protesto com paralização de um dia, ou meio período em protesto ao que vem ocorrendo nas tratativas sobre os salários. A maioria dos professores estão insatisfeitos e a visita do “secretário” tem deixado muitos professores indignados uma vez que o episódio repercutiu de forma muito negativa entre a classe. “E é de revoltar mesmo...um absurdo achar que somos obrigados a viver engolindo essas desculpas enquanto o salário dele próprio subiu 22%. Porque só o nosso tem que ficar parado. Precisamos nos impor. Todos os professores precisam saber das atitudes desse indivíduo. Não devemos ter medo e nem nos deixar ser coagidos ou ameaçados. Não vamos fazer nada isolados, vamos apoiar uns aos outros pela causa da educação. Muitos ainda temem perseguição mas se estivermos unidos eles não vão poder com 200 ou 300 de nós. Logo tem eleição e eles precisam de nosso apoio. A classe é grande e é aqui que vão procurar votos para a arrancada. Temos representantes em todas as escolas e mostraremos nossa força. Não vamos aceitar calados!”, foi a proposta de uma liderança.

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     A aplicação do piso salarial dos professores é constitucional e na nova Lei do Fundeb, 70% é para pagamento de professores e é uma incoerência quando o prefeito alega sobre o “limite fiscal”. Caso o município utilize 100% do Fundeb e mesmo assim, não consiga atingir o piso para todos, o Governo Federal fará a complementação.  “Em ibiporã o professor não pode ficar doente. Estamos com em trabalho escravo e o secretário já disse que não aceita atestado. Se faltar, já era a gratificação! Estão passando a mão na nossa cara e nos chamando de burros. Não podemos e não vamos ficar parados”, decidiram em grupo os professores. Uma reunião de emergência foi marcada para hoje às 18 horas no gabinete do prefeito. “Cobramos o secretário e ele saiu correndo. Uma visita desagradável. Só lutamos pelo piso e por melhores condições de trabalho. Queremos apenas dignidade e respeito”, finalizou o educador sobre o episódio.

FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno
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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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