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Samae utiliza tecnologia para controle do sistema de fornecimento de água na zona sul

Instalação de uma válvula na entrada do bairro Jamil Sacca garante distribuição com pressão equilibrada

Samae utiliza tecnologia para controle do sistema de fornecimento de água na zona sul
Fiscaliza Ibiporã/Samuel Donansan
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      O Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) iniciou a operação de um novo equipamento que possibilita a distribuição de água de forma "controlada" para os bairros da região sul de Ibiporã, começando pelo Jamil Sacca.
      A instalação de uma válvula hidráulica permite a alimentação dessas regiões com água proveniente do sistema de abastecimento com equilíbrio, impedindo que a alta pressão que chega naquela região possa danificar cavaletes e tubulações.
     A válvula de controle permite também que o reservatório se mantenha sempre cheio, controlando a pressão de água, preservando as redes de distribuição da autarquia e também as instalações internas dos usuários. Com essa tecnologia, a água chega por gravidade nos reservatórios, dispensando os gastos energéticos com bombeamento. Com isso,  o Samae ganha na redução do consumo de energia e também nos gastos com manutenções. 
      Já a população se mostrou com opiniões divididas. Há aqueles que buscaram a autarquia para reclamarem da forte pressão de água provocando danos no encanamento e há aqueles que reclamam de que em alguns locais, a água ficou “minguada”, insuficiente. Vale lembrar que o bairro Jamil Sacca localiza-se num plano em aclive, o que provoca estes problemas de intermitência no abastecimento de água. Embora o Samae ainda não tenha se pronunciado oficialmente, e nenhuma nota tenha sido publicada pelo Núcleo de Comunicação ou Assessoria de Imprensa (que conta com cinco profissionais), o vereador Gilson Mensato, tomou a iniciativa de explicar o que está acontecendo após consultar o Diretor Técnico Operacional, Wesley Márcio Teófilo.
     A justificativa da instalação da válvula é devido a pressão da água muita forte, naquela região e esse registro vem para reduzir essa pressão. Segundo a informação,  vários moradores foram na Samae porque cavaletes foram quebrados devido a pressão. Esta válvula foi instalada num cavalete nas proximidades da ponte que dá acesso ao bairro. Ele não ficará exposto, como se encontra atualmente, mas receberá um gabinete de proteção, que já foi encomendado para ser instalado, informou o vereador.


Como funciona tecnicamente esta válvula
     O regulador de pressão possui um funcionamento muito simples, a caixa de engrenagens inclui uma mola de ajuste e um diafragma flexível que controla uma válvula, que por sua vez, controla a passagem de água. Quando puxa água, a pressão diminui, quando relaxa, empurra a membrana. É cada vez mais frequente, em cidades de médio porte, encontrarmos estas válvulas em bairros em terrenos acidentados ou verticalizados onde a água chega por gravidade.
      Nos locais mais altos, como as últimas ruas do Jamil Sacca (lá no alto) a pressão d’água passa a ser um problema, pois excedem os 4 kgf/cm² (40 m.c.a.), que é a pressão máxima recomendada pela norma A NBR 5626 (ABNT, 1996). Mas quais os problemas que acarretam pressões maiores que 40 mca? 
      Os fabricantes de chuveiros, torneiras, registros e outros equipamentos seguem a NBR 5626 (ABNT, 1996) e estabelecem a pressão de 40 mca como a pressão máxima de operação dos equipamentos hidráulicos. Logo, uma pressão maior aumentará o risco de falhas e ocasionará perda da garantia dos equipamentos.
     Para resolver este tipo de problema ou a autarquia se utiliza de reservatórios intermediários, afim de evitar colunas d’água maiores de 40 metros, ou utiliza-se o sistema de válvulas de redução de pressão de água (VRP), que limitam as pressões nas tubulações para atender a pressão de 40mca estabelecida pelas normas.
     Por volta das 8h30 desta manhã, nossa redação entrou em contato com o diretor de operações Wesley Teófilo que reservou-se a falar sobre o assunto, e levando a solicitação de informações ao diretor presidente, Nelson Hidemi Okano que por sua vez, ficou com o contato para retorno.       Até o fechamento desta matéria, não fomos atendidos pelo ex-servidor da Sanepar, que hoje comanda o Samae.

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