Você sabia que a queda de temperatura pode provocar um aumento no risco de eventos cardiovasculares graves como infartos e Acidentes Vasculares Cerebrais (AVCs) em até 30% nos meses mais frios, enquanto os casos de AVC aumentam em até 20%, principalmente em temperaturas abaixo de 14 °C. O motivo principal está no próprio funcionamento do corpo humano em relação ao frio, alerta o cardiologista e diretor da Clínica Grion, em Londrina, Dr. José Carlos Santos Junior.
O cardiologista observa que para manter a temperatura interna, o organismo promove a vasoconstrição, um estreitamento dos vasos sanguíneos. E alerta que essa reação embora ajude a preservar o calor, na contramão aumenta a pressão arterial exigindo mais do coração, o que pode precipitar infartos e AVCs, especialmente em pessoas com doenças cardiovasculares pré-existentes. O frio também pode aumentar a coagulação sanguínea, elevando o risco de formação de coágulos que podem causar obstrução das artérias.
Dr. José Carlos, que já foi diretor clínico da UPA em Ibiporã, alerta que o frio intenso pode desencadear uma série de efeitos no organismo, dentre elas, o aumento da pressão arterial, também chamada de vasoconstrição o que exige maior esforço do coração. "Geralmente as pessoas tendem a consumir menos líquido no inverno, o que favorece a desidratação e aumenta a densidade do sangue, o que facilita a formação de coágulos", explica ressaltando que a mudança de hábitos é importante. E lembra que a tendência ao sedentarismo e o aumento no consumo de alimentos mais gordurosos e calóricos também impactam negativamente o sistema cardiovascular.
Alertando sobre os grupos de risco, o cardiologista aponta que entre os mais vulneráveis estão os idosos, hipertensos, diabéticos, pessoas com colesterol alto ou obesos, fumantes, sedentários e pacientes com insuficiência cardíaca ou histórico de doenças cardiovasculares. O médico especialista recomenda algumas medidas simples para reduzir os riscos.
É de suma importância que pacientes neste grupo de risco, mantenha-se aquecido, principalmente em ambientes abertos e continue praticando atividades físicas, mesmo que adaptadas ao ambiente fechado. Deve evitar excessos alimentares, priorizando refeições leves e nutritivas e hidratar-se regularmente, mesmo sem sede – chás e sopas são boas opções.
Finalizando Dr. José Carlos aconselha: "Não deixar de fazer acompanhamento cardiovascular com seu médico (cardiologista) com check-ups regulares, principalmente se fizer parte de algum grupo de risco. Ao sentir dor no peito, falta de ar, tontura, dormência em um lado do corpo ou dificuldade para falar são sinais de alerta. Nessas situações, procure atendimento médico imediatamente", finalizou.
Veja mais sobre a cardiologia, em vídeos e artigos interessantes sobre o assunto no Instagram do cardiologista: acesse o link abaixo:
https://www.instagram.com/drjosecarlos.cardiologista/

Comentários: