Vereador Hugo Furrier (MDB), voltou a cobrar a administração municipal na sessão de ontem, o desleixo do Poder Executivo com a sociedade. Apesar de suas solicitações junto ao Samae, reafirma que não houve melhorias nos serviços de coleta de resíduos e varrição das ruas e continua recebendo reclamações da população.
Segundo relatou, as falhas no recolhimento do lixo são constantes. Apesar dos comunicados e das providências anunciadas pelo Samae, na prática a população ainda não viu mudanças. Na área da saúde, também apresentou queixas relacionadas ao atendimento e ao tempo de espera na Unidade Básica de Saúde do Jardim Pérola após alterações na equipe de servidores.
A mesma história que já ocorreu na UBS do Jardim San Rafael, volta a acontecer com o descontentamento da população em relação à mudanças. Uma outra pauta abordada pelo vereador está na falta da retomada de projetos e obras municipais, citando a revitalização dos fundos de vale, melhorias na Estrada do Pioneiro e a construção de pontes solicitadas pela comunidade rural.
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Outro assunto abordado e que já passou da hora de ter solução é a assistência veterinária para famílias em situação de vulnerabilidade. O vereador relatou o caso de uma moradora que buscou atendimento para um cachorro com grave ferimento no olho, mas teria sido orientada a procurar um serviço particular. Diante da situação, defendeu a criação de alternativas como clínica pública, convênios ou auxílio para que famílias de baixa renda possam obter atendimento veterinário para seus animais.
A falta de uma clínica veterinária pública municipal agrava de forma alarmante a situação de tutores de baixa renda que não possuem condições financeiras para arcar com tratamentos particulares quando seus animais de estimação sofrem acidentes ou ficam doentes. Sem uma alternativa gratuita fornecida pelo município, muitas famílias enfrentam o desespero de assistir ao sofrimento de seus pets sem poder oferecer o socorro médico adequado.
O Dilema Financeiro e o Sofrimento Animal
Para grande parte da população de baixa renda, o custo de uma consulta veterinária particular, somado a exames, medicamentos e procedimentos cirúrgicos, é completamente incompatível com o orçamento doméstico. Diante de atropelamentos, envenenamentos ou doenças graves como a parvovirose e a cinomose, os tutores se veem sem saída. A ausência de um serviço público de saúde animal força a escolha cruel entre contrair dívidas impagáveis ou ver o animal morrer sem assistência.
Sobrecarga de ONGs e Protetores Independentes
Essa lacuna na saúde pública transfere a responsabilidade para organizações não governamentais (ONGs) e protetores independentes. Estes por sinal, após vantagens políticas alcançadas, hoje parece não ser mais assunto que interesse. Apesar disso entidades, que já operam acima da capacidade máxima e com recursos limitados de doações, ficam sobrecarregadas com pedidos de socorro diários. O esgotamento de lares temporários e a escassez de fundos impedem que essas iniciativas privadas consigam suprir a demanda de toda uma cidade que vive apenas de promessas.
Impacto na Saúde Pública Humana
A negligência na assistência veterinária pública também reflete diretamente na saúde humana. A falta de atendimento clínico impossibilita o controle e o tratamento de zoonoses — doenças transmissíveis entre animais e seres humanos, como a raiva, a leishmaniose e a esporotricose.
Além disso, o desespero diante da impossibilidade de custear tratamentos muitas vezes resulta no aumento do abandono de animais doentes nas ruas, gerando um problema socioambiental crônico para o município. A criação de hospitais e clínicas veterinárias públicas deixou de ser uma pauta puramente de bem-estar animal para se tornar uma necessidade urgente de dignidade social e saúde coletiva.
FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno
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