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Sabado, 02 de Maio de 2026
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Educação

Plágio de Projeto de Zé Maria vetado pela Assembleia em 96, é refugado por Ratinho Junior

Tramitando em forma de PEC, proposta é de “autoria” do deputado Arilson Chiorato (PT).

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
Plágio de Projeto de Zé Maria vetado pela Assembleia em 96, é refugado por Ratinho Junior
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     O processo de desmonte da escola pública no Paraná não poupou nem mesmo o ensino de Espanhol. O governo de Ratinho Junior (PSD) decidiu manter na grade curricular somente o Inglês como disciplina obrigatória, na rede estadual aproveitando-se da nefasta reforma do Ensino Médio. Com esta medida, refuga a PEC- Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 3/2021 de autoria do deputado Arilson Maroldi Chiorato (PT), que tem apoio do Movimento Fica Espanhol. Para reverter esse ataque e instituir o ensino da língua espanhola como disciplina obrigatória nas escolas públicas de todo o estado, tramita na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 3/2021. O projeto, que tem apoio do Movimento Fica Espanhol, é de autoria do deputado Arilson Maroldi Chiorato (PT).

   Se depender do governador, PEC de petista pode ter o mesmo fim que PL de José Maria em 1996

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   Ocorre que a ideia de instituir o espanhol na grade de ensino público estadual não é nova. O Projeto original é de autoria do ex-deputado José Maria Ferreira (PL 004/96), e foi plagiado pelo deputado do PT no ano passado. Na época o projeto do deputado ibiporanense foi refugado pelos colegas de bancada quando se iniciavam os primeiros passos do “Mercosul” na busca do fortalecimento econômico entre os países vizinhos. Em outras palavras, ficou engavetado dado ao fator do então deputado fazer oposição ao Governo Lerner.
     “Diante do contexto que se nos apresenta através do crescimento e solidificação do Mercosul, fica óbvio que o conhecimento da língua espanhola abre muitas portas para o emprego e mercado de trabalho”, justificou Zé Maria em seu pronunciamento citando inclusive o artigo 205 da Constituição Federal, mas não conseguiu convencer o plenário.
    Vinte e cinco anos depois um deputado do PT, reapresenta o projeto num plágio característico em forma de PEC, que se aprovada passará a ser obrigatório o ensino do idioma Espanhol desde o Ensino Fundamental II ao final do Ensino Médio, em todas as escolas paranaenses.                     A proposição também define que as aulas deverão ser em horário regular, de duas horas-aulas por semana, no mínimo.
    A APP-Sindicato/Foz atuou ao lado de professores(as), estudantes e do Movimento Fica Espanhol em Foz do Iguaçu e região quando Ratinho Junior impôs o fim da obrigatoriedade do ensino da língua castelhana que ocorria em raras escolas. O Núcleo Sindical assina carta de apoio à PEC 3/2021, a fim de pressionar os deputados pela aprovação da emenda constitucional.
   O Espanhol está entre as línguas mais faladas no mundo, adotado como idioma nacional em 21 países e um dos idiomas oficiais do Mercado Comum do Sul (Mercosul). “É uma língua de relevância no cenário internacional e particularmente na América Latina, da qual fazemos parte como país”, defendeu Silvio Borges, diretor da APP-Sindicato/Foz.
    O castelhano promove a integração cultural, educacional e econômica do Paraná com os países vizinhos, como Argentina, Paraguai, Chile, Uruguai, entre outros. No Exame do Ensino Médio (Enem), a maior parte dos(as) candidatos(as) escolhe o Espanhol como língua estrangeira na hora de fazer a prova.
    A Unioeste/Foz oferece curso superior de Letras/Espanhol, uma das formações na área mais tradicionais do Paraná. O idioma é utilizado oficialmente pela Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), que é bilíngue.
    Para os jovens que buscam opção de trabalho na vizinha Ciudad de Este (Paraguai), o Espanhol é uma necessidade profissional. A mesma necessidade ocorre entre os(as) profissionais que atuam no segmento turísticos de Foz do Iguaçu, destino que recebe visitantes de todo o mundo, especialmente das nações hispanohablantes. Todos estes argumentos apresentados pelo representante sindical, curiosamente faziam parte do texto original de Ferreira que saiu da gaveta “como num passe de mágica”, para ganhar novamente as discussões nos anais da educação.    Mas, se depender do governador, o projeto plagiado ou não vai voltar para o lugar de onde veio, ou seja, a gaveta!

FONTE/CRÉDITOS: Alep/Divulgação
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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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