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Quinta-feira, 13 de Agosto de 2026
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Política

Pedágio "free-flow": pesadelo de novo não, deputado Tercílio Turini alerta Paranaenses

A falta de regulamentação clara sobre os critérios de cobrança específica para áreas conurbadas tem sido alvo de debates

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
Pedágio
📸 Gabriel Rosa/Agência de Notícias do Paraná)
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    A implantação do sistema free flow (pedágio eletrônico) em trechos urbanos de rodovias no Paraná, com nove pontos previstos nas novas concessões, gera grande preocupação com a oneração excessiva de moradores e trabalhadores locais.  A principal apreensão é que a cobrança em vias que cortam cidades (como a PR-445 e BR-369) ignore os deslocamentos curtos diários, agindo como um "pedágio urbano".
  • Impacto Local: O deputado emedebista do Paraná, Tercílio Turini,  alerta que o sistema, embora moderno, precisa de regras claras para não prejudicar quem usa trechos rodoviários para acessar serviços básicos, trabalho e educação e exemplifica com locais críticos como Mandaguaçu, Londrina (PR-445/BR-369), Jataizinho, Tamarana (PR-445) e Mauá da Serra (BR-376) estão entre os locais com alerta devido à proximidade dos pórticos com perímetros urbanos.  Turini defende a aplicação justa do Free Flow por quilômetro rodado (proporcional) e não a cobrança de tarifa integral em trechos curtos cujo não pagamento em até 30 dias pode acarretar multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH, segundo regras do Contran.
   A falta de regulamentação clara sobre os critérios de cobrança específica para áreas conurbadas tem sido alvo de debates, com audiências públicas planejadas para discutir o impacto nas tarifas para usuários frequente e o deputado deixa o recado lembrando que desde 2023, já alertava para esta situação. 

    "Concordo com a população, a cobrança de pedágio pelo sistema "free-flow" é preocupante demais. Pode pesar muito para todos e gerar tarifas inaceitáveis. Estou atendto e venho alertando. Em 2023 bem antes dos leilões das concessionárias de rodovias no Paraná protocolei projeto de lei para proibir a cobrança por free-flow no perímetro urbano dos municípios paranaenses. O andamento do projeto está muito demorado. Temos que ficar mobilizados sim. Para não voltar o pesadelo. Podem contar comigo", pontuou.

   Com a instalação de pórticos free flow, as atuais praças físicas no Paraná seriam substituídas ao longo dos trechos da rodovia e o usuário passaria a pagar de acordo com a quilometragem que percorreu. Este modelo está sendo testado (simulado) na BR-277 próximo a praça de São Luiz do Purunã e na Rodovia Tamoios, ligação da cidade de São Paulo com o litoral paulista, e na Rodovia Rio-Santos, no trecho entre a capital fluminense e a cidade de Paraty (RJ).

    A dúvida que a ANTT ainda não esclareceu: sobre o free flow no Paraná é se esse sistema pode ser implantado também em áreas urbanas, em contornos de acesso às cidades (que na prática são avenidas) ou em ainda áreas conurbadas? Esta situação não é incomum nem peculiar. Historicamente, na construção das rodovias paranaenses, por exemplo, as cidades se formaram e cresceram em seu entorno, o que faz que estes trechos, obviamente, tenham um grande fluxo de tráfego local. Um exemplo disso são cidades como Ibiporã, Cambé, Rolândia, Arapongas além de Londrina em nossa região.

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FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno
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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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