- Impacto Local: O deputado emedebista do Paraná, Tercílio Turini, alerta que o sistema, embora moderno, precisa de regras claras para não prejudicar quem usa trechos rodoviários para acessar serviços básicos, trabalho e educação e exemplifica com locais críticos como Mandaguaçu, Londrina (PR-445/BR-369), Jataizinho, Tamarana (PR-445) e Mauá da Serra (BR-376) estão entre os locais com alerta devido à proximidade dos pórticos com perímetros urbanos. Turini defende a aplicação justa do Free Flow por quilômetro rodado (proporcional) e não a cobrança de tarifa integral em trechos curtos cujo não pagamento em até 30 dias pode acarretar multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH, segundo regras do Contran.
"Concordo com a população, a cobrança de pedágio pelo sistema "free-flow" é preocupante demais. Pode pesar muito para todos e gerar tarifas inaceitáveis. Estou atendto e venho alertando. Em 2023 bem antes dos leilões das concessionárias de rodovias no Paraná protocolei projeto de lei para proibir a cobrança por free-flow no perímetro urbano dos municípios paranaenses. O andamento do projeto está muito demorado. Temos que ficar mobilizados sim. Para não voltar o pesadelo. Podem contar comigo", pontuou.
Com a instalação de pórticos free flow, as atuais praças físicas no Paraná seriam substituídas ao longo dos trechos da rodovia e o usuário passaria a pagar de acordo com a quilometragem que percorreu. Este modelo está sendo testado (simulado) na BR-277 próximo a praça de São Luiz do Purunã e na Rodovia Tamoios, ligação da cidade de São Paulo com o litoral paulista, e na Rodovia Rio-Santos, no trecho entre a capital fluminense e a cidade de Paraty (RJ).
A dúvida que a ANTT ainda não esclareceu: sobre o free flow no Paraná é se esse sistema pode ser implantado também em áreas urbanas, em contornos de acesso às cidades (que na prática são avenidas) ou em ainda áreas conurbadas? Esta situação não é incomum nem peculiar. Historicamente, na construção das rodovias paranaenses, por exemplo, as cidades se formaram e cresceram em seu entorno, o que faz que estes trechos, obviamente, tenham um grande fluxo de tráfego local. Um exemplo disso são cidades como Ibiporã, Cambé, Rolândia, Arapongas além de Londrina em nossa região.







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