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Sexta-feira, 01 de Maio de 2026
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Operação conjunta fiscaliza diversos estabelecimentos comerciais e chácaras de eventos

Denuncias de aglomeração em bares, lanchonetes e festas clandestinas mobilizou grande aparato policial

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
Operação conjunta fiscaliza diversos estabelecimentos comerciais e chácaras de eventos
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Prefeito Zé Maria, dá entrevista a imprensa antes do inicio da operação que reuniu grande aparato policial armado

Uma operação conjunta envolvendo Promotoria de Justiça, Policia Civil, Policia Militar, Força Verde, P2 além da Fiscalização de Fazenda e Vigilância Sanitária de Ibiporã mobilizou grande aparato de homens em uma blitz surpresa a vários estabelecimentos como bares e lanchonetes na cidade. Além do comércio, o alvo da operação também foram áreas de lazer, as chamadas “chácaras” que promovem festas clandestinas, algumas sem alvará e sem licença para promover eventos. A operação denominada AIFU, teria sido pedido pelo prefeito José Maria Ferreira, que reuniu no pátio da prefeitura as forças de segurança antes de desencadear a operação. A ordem foi coibir abusos e promover  flagrantes de irregularidades como aglomeração de pessoas e desrespeito ao chamado “distanciamento social”.  Dias atrás, o descumprimento dos protocolos de segurança e desobediência ao Decreto Municipal levou a denuncia até a Associação Comercial e Empresarial de Ibiporã. Um comerciante que pediu para não ser identificado, teria postado fotos de flagrantes de descumprimento numa choperia da cidade, pedindo providências e reclama que, o administrador do grupo bloqueou os comentários. 

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Alguns estabelecimentos fiscalizados já são reincidentes em desobedecer os protocolos e decreto municipal

A choperia em questão é apontada como reincidente durante o período de pandemia do Covid 19. 
Vale lembrar aqui, que no início da pandemia quando o então prefeito João Coloniezi e o Secretário de Finanças, Edson Aparecido Gomes intensificaram a fiscalização, foram duramente criticados. Um comerciante indignado com a interdição de seu estabelecimento chegou a invadir o gabinete do prefeito com ameaças como se o municipio fosse responsável pela pandemia.
Food trucks e pequenas choperias no centro fecharam. Tradicionais bares na rota das blitz, também baixaram as portas e até mesmo pequenas conveniências mesmo sem aglomeração, também fecharam temendo multas.
No comércio, ocorre a dúvida se o Decreto Municipal foi revogado ou não. “Na prefeitura, ninguém se pré dispõe a fazer uma nota explicativa orientando os comerciantes, nem tampouco a Associação Comercial”, reclamam proprietários de bares. “Pandemia não é só fechar, é dar suporte para todos se adaptarem e conseguir passar por esse momento difícil”, aponta outro cidadão. 


Pequenas lanchonetes e food trucks também baixaram as portas temendo autuação

Um outro comerciante questiona. “Se a Justiça está determinando o retorno imediato das aulas, porque a cobrança vem apenas em cima de quem está trabalhando”, referindo-se a decisão da Juiza Isabele Papafanurakis Ferreira Noronha. “Meu estabelecimento é grande e em local aberto. Estou utilizando apenas a metade das mesas e obedecendo o distanciamento de dois metros entre elas, estamos cumprindo o protocolo. Ninguém entra sem máscara e  oferecemos álcool gel  e aferindo a temperatura dos clientes na entrada. Desinfetamos mesas e cadeiras a cada desocupação. Não dá para entender o objetivo desta fiscalização. Temos condições de receber cerca de 200 pessoas, mas se tiver a metade dos clientes no pátio, já dá impressão de aglomeração. Fica difícil trabalhar assim”, desabafa.
Nossa reportagem procurou informações junto à Policia Militar no pelotão de Ibiporã, porém não recebemos obtivemos sucesso. A policial de plantão apenas informou desconhecer a blitz, e que geralmente este tipo de ação mobilizando a ROTAN, partem do 5°- Batalhão da Policia Militar em Londrina. No entanto, nossa reportagem encontrou as informações aqui contidas, em outras fontes, junto a Polícia Civil. A prefeitura não informou quantas autuações promoveu e quantas chácaras foram interditadas. 

Até mesmo estabelecimentos a céu aberto e cumprindo os protocolos e decreto foram fiscalizados, o que não agradou alguns

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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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