Não é segredo para ninguém que desde a chegada do Colégio Ética em Ibiporã no início de 2018, sua proposta de oferecer Educação de reconhecida qualidade a preço competitivo com o mercado, tem sido uma pedra no sapato de outras instituições que até então, monopolizavam o mercado da educação privada sem concorrentes.
De lá para cá, tem se observado embates em bastidores na mesma medida em que o Colégio Ética ganha cada vez mais espaço no mercado conquistando a cada semestre, mais alunos. E este crescimento continua incomodando a ponto de que já houve interessados em querer tirar a escola de Ibiporã, mobilizando políticos, sindicato e até a Justiça.
O que faz desta escola, ser alvo de tanta preocupação? A quem ela está incomodando? Qual interesse está por trás da pressão para que a escola feche as portas? Quem está por trás disso? Perguntas que não temos respostas para todas.
Com certeza o que faz a diferença entre o Ética e demais instituições privadas, além da qualidade do ensino, e da remuneração justa pelos serviços prestados, está o tratamento humanizado dispensado aos alunos pela direção, funcionários e professores. No colégio Ética, o aluno não é só um número que equivale a uma fatura paga ao final do mês. É parte de uma célula, cujo DNA de sucesso, transformou uma pequena escola infantil num grande empreendimento de educação acessível nos últimos 25 anos. Um modelo de ensino moderno e com tratamento humanizado que trás consigo uma proposta pedagógica inovadora e inclusiva. Este modelo motiva o aluno a ser o protagonista de sua própria história, auxiliando-o a realizar a sua caminhada para buscar a plena realização pessoal, social e profissional.
A introdução deste texto, é para que os leitores entendam o que está acontecendo. O Colégio Ética ocupa um prédio que pertence ao SESI, que por sua vez, construiu a edificação num terreno doado irregularmente pelo prefeito José Maria Ferreira para a FIEP (Federação das Industrias do Estado do Paraná/Sesi/Senai).

Vereador Rafael da Farmácia defende permanência das instalações do Colégio Ética no Sesi até o termino da obra
Ao assumir a prefeitura, o prefeito João Toledo Coloniezi, enviou um projeto de Lei à Câmara, regulamentando a doação de forma que o imóvel não poderia ser utilizado para outra finalidade, senão para educação. O Sesi funcionou de 2011 até 2017, com ensino fundamental e médio concedendo bolsas para alunos de famílias carentes subsidiadas pela prefeitura. A coordenação regional do Sesi, por questões econômicas encerrou os cursos e manteve apenas o EJA - Educação de Jovens e Adultos em curso noturno ficando a estrutura ociosa durante o dia. Em 2018 a Câmara Municipal aprovou alteração na Lei, o que permitiu o Sesi a ceder parte do imóvel para o Colégio Ética que buscava instalar-se no município.
Bastou acontecer isso para que o grupo político de José Maria, (que ficaram calados quando pela doação irregular), dessem início à processos para burocratizar a instalação da escola. Evidente que a interesse de alguém o ex-vereador José de Abreu (parceiro do prefeito em vários casos denunciados pelo Ministério Público), questionou no legislativo se a escola tinha alvará e se a sua ocupação era legal.
Não bastasse isso, os “interessados” buscaram apoio ao SINEP (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Norte do Paraná) a fim de que formalizasse denúncia junto ao Ministério Público. O plano provavelmente era atingir politicamente dois alvos. Fazer oposição ao prefeito que legalizou a situação, e a escola que começava a ganhar alunos advindos de outros estabelecimentos. A promotoria então, atendendo um ofício enviado pelo Sindicato, passou a investigar a cessão da área.
No documento, o Sindicato alegou que o Sesi cedeu a área sem qualquer observância às regras de licitação, mas não opinou por ocasião da cessão irregular feita por José Maria e nem os proprietários de escolas privadas, procuraram o Ministério Público para denunciar. Porque será?
A Promotora que analisava o caso na época, Dra. Amarilis Fernandes Cordioli, recomendou administrativamente à Câmara e ao Prefeito Coloziezi que revissem a situação e revogassem a Lei considerando que a “finalidade da doação a FIEP jamais foi cumprida porque o Senai nunca se instalou no município”, e estabeleceu prazo para 17 de junho daquele ano. Portanto a promotora não entrou no mérito da questão da sessão de parte do prédio ao Colégio Ética e, amparado na Lei, Coloniezi mantinha a convicção de que o prédio atendia a finalidade de educação.
Prezando pelos investimentos dos empresários na área ocupada e em respeito as famílias do grande número de alunos com o passar do tempo, o prefeito João Coloniezi não atendeu a recomendação, e insistiu que o projeto aprovado pela Câmara, deixava bem claro que “a doação atendia a finalidade e este era o compromisso.”
Os empresários Higínea Fabiana de Oliveira e Frank Gomes da Nóbrega, estão hoje investindo R$ 12 milhões numa área de 4 mil metros na zona norte, ao lado do UPA, onde iniciaram as obras de construção de sua nova sede em Ibiporã. O vereador Rafael da Farmácia, insiste e defender que um empreendimento deste porte não pode sofrer empecilhos por motivos quer seja pessoais, econômicos ou políticos. “É uma empresa já estruturada, gera empregos e renda e está investindo consideravelmente na cidade. Não podemos abrir mão de uma instituição que só veio contribuir com o desenvolvimento na educação em nossa cidade”. O vereador que acompanha o caso desde o início, defende que o Ministério Público através de um TAC- Termo de Ajuste de Conduta entre as partes, entrem num acordo e que a escola permaneça por mais um tempo no local até a conclusão das obras. Uma reunião com a Promotoria já está marcada para este mês a fim de uma discussão conjunta onde o Colégio Ética, o Sesi, e a Administração Municipal, cheguem num acordo bom para todos.


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